segunda-feira, setembro 15, 2008

sexta-feira, setembro 05, 2008

Drops

- Grávidas devem ler o livro "o que esperar quando você está esperando"

Não grávidas NÃO devem ler o livro "o que esperar quando você está esperando". Pode ser muuuito estranho.

Grávidas, não grávidas, amigos e familiares de grávidas podem ler o livro das Motherns. Leitura agradável, situações divertidas, e boas idéias de como lidar com um universo onde coexistem crianças e vida social.

A Cyntia me deu uma dica legal: escolher uma cor 'de base' para a decoração do quarto do bebê. Pensei em laranja, uma cor quente, divertida, abre o apetite e é unissex. Laranja é unissex, não é?

Tem momentos que eu me sinto bem esquisita. Meu corpo está esquisito, meu apetite, tenho sonhos esquisitíssimos. Em outros, tudo parece normal, calmo e tranquilo, até demais, o que também não deixa de ser, assim, diferente. Vocês me entendem, não é mesmo?

quarta-feira, agosto 27, 2008

Tudo sobre o que eu ainda não sei
primeiras impressões de uma grávida de primeira viagem

- Euforia. Tudo é lindo, pelo menos nesse começo. Talvez seja um sintoma de que a ficha ainda vai cair. A minha com certeza não caiu por completo.

- Às vezes eu acho que eu estou passando por um processo de alienação hormonal. Não é possível que eu esteja tão calma.

- Na minha humilde opinião esse negócio de maternidade é uma construção, mas a natureza é realmente sábia. Um bom tempo antes de ter conhecimento do fato meu organismo começou a rejeitar um monte de coisas, tipo café, refrigerante. Álcool então eu nem lembro a última vez que bebi. Isso me impressiona.

- Eu não sei se é psicológico mas tenho a impressão que o meu sutiã está diminuindo.

- Meu mantra atual: seja menino ou menina, que puxe o cabelo do pai.

- Ultrassom: um barato. Eu descobri que o neném já tem 7 semanas e 5 dias, mede 1,4cm, que o caração dele bate 182 vezes por minuto e que eu ovulei do meu ovário esquerdo (como não poderia deixar de ser...). Preciso não? :-)

terça-feira, agosto 05, 2008

Dinheiro

Durante essa semana farei um curso sobre "formação de preço". Uma coisa, assim, bem contábil. Prova que a gente nunca deve dizer que daquela água não beberá, muito menos que nunca passará de determinado ponto do poço. ;-)

sexta-feira, julho 18, 2008

Feitiço da Lua

Ontem tinha uma lua cheia tão enorme no céu de Brasília que por um momento eu cheguei a imaginar que o avião, da volta para BH, teria que se desviar dela.

terça-feira, julho 08, 2008

Primeira Vez

Olha como são as coisas da vida.
Nesse fim de semana, pela primeira vez, eu tive a oportunidade, muito feliz por sinal, de conviver com meu pai e meus dois irmãos, o Pedrinho de 08 anos e a Luana da 14, por dois dias inteiros.
Pode parecer incrível para algumas pessoas, mas isso nunca havia acontecido antes.
Precisou esse acontecimento histórico na minha vida para que eu realizasse outras coisas inéditas como andar de Kart e ir a um jogo de futebol no minerão.
Tudo foi muito emocionante para mim.
Eu tive a oportunidade de perceber como algumas coisas corriqueiras são importantes no nosso bem estar. Como que sair da rotina e deixar-se impressionar por perspectivas até então inusitadas podem fazer bem e, é claro, como faz falta a convivência com aquelas pessoas que são importantes para você.
É um bom momento para refletir sobre as escolhas da vida, e principalmente, sobre as situações que a gente não escolhe, mas tem que aprender a conviver e, quando é possível, curtir. Do jeito que der.

segunda-feira, março 17, 2008

Todos Juntos (Os Saltimbancos)
Composição: Enriquez - Bardotti - Chico Buarque

Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente vamos ver o que é que dá

Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer


Uma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá

Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

E no mundo dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós.


Para o Simba, que foi um grande amigo por 13 anos e que será, por toda minha vida, uma lembrança doce, de um companheiro inigualável.

domingo, março 16, 2008

Risoto Kenji&Lud ou
Risoto de funghi com couve


Ótima receita para se fazer num domingo a dois, dividindo as tarefas.

Ingredientes


1 a 2 cebolas picadas
Azeite extra-virgem
2 tomates sem pele e sem semente bem picadinhos
2 ½ xícaras de arroz arbório
1 taça de conhaque (a receita original dizia vinho branco, como eu não tinha, usei conhaque, se eu não tivesse, usaria saquê ou cachaça, ou cerveja. Se você algum dia utilizar qualquer outra opção alcoólica, por favor, me conte se ficou bom)
Água fervente
1 pacote de funghi secchi
2 ou 3 folhas de couve sem talo
1 ½ colher de manteiga gelada
300 gramas de queijo da sua preferência (eu usei o queijo do Márcio, que é uma espécie de mussarela menos cozida, mas você pode usar o queijo que gostar: parmesão fresco, canastra, mussarela normal...)
tempero alho e sal

Opcional:
- 400 gr de peito de frango
- 300 gr de lingüiça calabresa (comprada na feira dos produtores)

3 long necks de cerveja e uma garrafa de vinho (nós usamos Kaiser Gold e um Santa Helena Carmenere/Malbec)


Modo de preparo

Enquanto vai fazendo, consuma a cerveja.
Primeiro hidrate o funghi (o jeito certo é ferver a água e depois colocar o funghi por cerca de 30 minutos. Se estiver sem tempo, ferva a água já com o funghi e deixe por mais uns 5 ou 10 minutos. Foi assim que eu fiz). Separe o funghi e utilize a água para cozinhar o arroz.
Refogue quase uma cebola com azeite extra-virgem (aqui em casa a gente usa muito azeite, é pro colesterol bom) e o tomate. Refogar é a hora de também colocar o tempero, ok?
Antes de o tomate desmanchar, coloque o arroz e deixe fritar um pouquinho.
Depois jogue mais ou menos 1/3 da água do funghi.
Enquanto cozinha, pique: o frango, a lingüiça, a couve e o funghi, rale o queijo.
Para temperar o frango use água filtrada, suco de 1 limão e um pouquinho de tempero alho e sal.
Enquanto isso o arroz vai cozinhando. Na segunda ou terceira água, aquela que hidratou o cogumelo, que deve estar quentinha, coloque o funghi e a couve picadinhos.
Aí você já pode começar a fritar o frango. O processo é o mesmo: azeite com cebola, depois o frango. Nesse caso é legal tampar a panela no início do processo para cozinhar. O Kenji teve uma idéia genial e jogou shoyu (molho de soja). Ficou uma delícia.
Esse é o momento ideal para experimentar o risoto, conferir o tempero e se o arroz já cozinhou. Se estiver faltando alguma coisa, coloque agora, cozinhe mais um pouquinho e desligue.
Assim que tirar do fogo, coloque a manteiga gelada e o queijo, que vão derreter lindamente na sua frente.
O ideal é servir logo em seguida, mas a gente não conseguiu fazer isso porque tinha que fritar a lingüiça, então guardamos no forno.
Enquanto o frango já está quase pronto, frite a lingüiça com azeite e cebola também.
Agora você já pode comer! Quem é de frango come com frango, quem é de lingüiça come com lingüiça e quem é vegan come sem carne. Fica bom de qualquer jeito. Vale também colocar um pouco de queijo ralado por cima.
Consuma com o vinho, de preferência, acompanhado por boa música. E é claro, com quem ajudou a fazer, porque a companhia é o principal tempero.


terça-feira, março 11, 2008

Da mesma forma que duas pessoas não podem atravessar o mesmo rio,
Ninguém - nunca - consiguirá ler o mesmo livro.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Iroko

Eu ando doida para escrever nesse blog.
Queria publicar uma foto bacanona de mim mesma toda feliz e sorridente tocando tambor na chuva em Ouro Preto.
Contar da visita da minha irmã Luana, de 14 anos, que foi sensacional.
Discutir com as meninas as bundas, tanto da Simone de Beauvoir como a do Cheiro do Ralo, filme fantástico que eu só assisti outro dia.
Avisar que a Zen está bem, que a cirurgia foi um sucesso, tanto que desde a dita a gata não brigou com ninguém, nem mesmo com a Capitu.
Reclamar da sinusite que não passa tem mais de mês e da telemig celular que me deixou dias e dias sem celular (mas agora a situação já resolveu, felizmente)
Mas tudo isso com tempo, desenvolvendo as idéias, descrevendo processos.
Mas não deu. Não dá. Então eu deixo assim mesmo, em tópicos. Depois eu conto mais, no dia que der.


Orixá Tempo

terça-feira, janeiro 22, 2008

Mulher maravilha ou Tudo é culpa da Britney Spears

Tem uma coisa engraçada na psicanálise que é a redefinição da realidade. Tipo, tem uma coisa que aconteceu na sua vida e de repente o analista questiona se aquilo aconteceu de fato, da forma como você apreendeu. Não que ele, ou ela, não compreenda que se você apreendeu daquele jeito, aquilo é aquilo pra você, mas surge uma oportunidade de redefinir algumas coisas. Inclusive no seu passado, inclusive no seu presente e, com isso, no seu futuro também. Porque talvez você espere que uma situação se repita, e compreender que é possível apreendê-la de outra maneira, dá uma certa liberdade.

Uma vez eu vi um psicanalista num programa excelente que passava na TV Cultura e que eu acho que não passa mais, chamado Café Filosófico. Ele disse que neurose é como um caminho da roça. Você aprende a utilizar aquele caminho e depois é muito difícil, e segundo o próprio é necessário muita coragem, para encontrar outras maneiras de chegar ao lugar desejado. O exemplo que ele usou era simples. Uma criança só obtinha a atenção da mãe através da violência. Numa outra casa, em outro contexto, a criança provavelmente iria incomodar ao máximo todo mundo até alguém não agüentar mais e tratá-la com violência. O ciclo então estaria fechado. Ela teria a devida atenção da única forma que sabia, apanhando. Depois que eu assisti a palestra desse cara eu resolvi fazer análise.

Sobre esses caminhos, dá pra dizer que às vezes você passa por alguns deles que não foram construídos exclusivamente por você ou pela sua família. Alguns são comuns para uma parcela da sociedade seja em função da classe social, do gênero, da religião. Claro que nem todos os membros dessa parcela vão necessariamente adotar esse caminho. Ele só é conhecido por muitos. Por exemplo, a depressão. Põe o dedinho aqui quem não conhece alguém que passou por ela, ou melhor, põe o dedinho aqui quem nunca a encontrou. Por que nós nos deprimimos? Provavelmente porque dividimos vários desses caminhos tortuosos.

Entre esses grupos, que costumam dividir tais caminhos, estamos nós, as senhoras mulheres. A Lori falou uma coisa que é verdade, há pouco mais de um século atrás, nem gente nós éramos. Ou como diria meu professor de filosofia, "a mulher torna-se sujeito no século XIX". Acontece que para "tornar-se sujeito" paga-se um preço. Inclusive os homens já o pagaram. Hoje o pagamos todos. Antes quem não chorava eram os homens. Atualmente ninguém mais pode chorar. Nós mulheres devemos ser tão duras, racionais e objetivas como qualquer um. Como se qualquer ser humano não tivesse o direito de deixar-se levar pelas suas próprias emoções. Nós nos encarceramos onde antes apenas os homens se trancafiavam. Encontram-se, os sexos, no mesmo caminho. O errado, evidentemente.

Para piorar, as diferenças entre os gêneros permanecem, e o caminho afeta cada um de maneira específica. Nós tentamos nos adaptar e muitas vezes negamos o que somos. Um exemplo interessante é a relação com a maternidade. Hoje em dia existem dois tipos de mães: as precoces e as tardias. Ninguém mais pensa em engravidar aos 23, 24 anos, o que ocorre são os acidentes, quase sempre reprovados socialmente. E a razão é simples, nessa idade, a mulher acabou de se formar e tem uma carreira para construir. Como arrumar um emprego razoável, fazer um mestrado, um doutorado, a viagem dos seus sonhos, com um filho para sustentar? Resta às mulheres, portanto, dedicarem-se ao trabalho e tornarem-se muito bem-sucedidas. Muitas, entretanto, descobrem, tardiamente, que o que mais queriam na vida era um filho. E assim caminha a indústria da reprodução assistida. O pior é que essa falta de espaço nas nossas vidas alcançou, inclusive, a menstruação. A TPM é o mal do século. Nós, mulheres, não sabemos mais lidar com a fragilidade. Com o recolhimento. Com o 'sentimento à flor da pele'. Isso é coisa de gente fraca, que se deixa levar pelas emoções, não é racional nem objetivo. Não nos serve. Não há tempo mais para isso. Nos tornamos seres que descartam o que lhes é inerente para seguir um caminho que nem mesmo construímos. Não seria hora de nos colocarmos sob uma nova perspectiva?


Que fantasia é essa??

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Preguiça de esperar

Fui pra frente da TV domingo à noite contando com a sessão Cult Movie do Telecine Cult.
Não rolou, ia passar um filme de terror de 1972. Cult demais pro meu gosto.
Aí eu comecei a zapear e cheguei ao Canal Futura onde a Leandra Leal (a atriz de 'O homem que copiava', sabe?) apresentava o filme, que segundo o texto que ela lia no teleprompter era excelente, Eterna Espera. Na verdade, Le Vent de la Nuit, do cineasta francês Phillippe Garrel.
O argumento me pareceu realmente interessante. Um dos personagens, inspirado no próprio diretor, é um homem sofrido que conta as mazelas (leia-se torturas) vividas
pelos jovens politizados da geração de 68, para um cara mais novo.
O filme tinha tudo para ser ótimo, inclusive, a Catherine Deneuve, que eu adoro.
Começa. 4 minutos de Catherine Deneuve subindo escada, abrindo porta, limpando a casa, arrumando a cama.

Eu me pergunto: por que cargas d'água todo filme francês começa com uma sequência de trivialidades? E por que em todas essas sequências sempre tem uma imagem fixa, o ator passa pela imagem fixa e ela fica lá, fixa, por mais pelo menos 30 segundos?

Bom, nesse momento, chega o namorado/amante da Catherine Deneuve. trata-se de um jovem rapaz e a Catherine Deneuve faz aquela cara de sou uma mulher mais velha insegura.
Nas três primeiras frases da conversa a sra. Deneuve me solta: Você quer sexo?
Na sequência, eles já estão deitadinhos na cama, ou seja, o sexo já rolou, e a dona insiste naquelas perguntinhas desnecessárias:
Você gosta de mim?
Você quer ter filhos? Eu não posso ter filhos, sabia?
Você quer terminar comigo?
O moço, na maioria das vezes, dá uma resposta até razoável: Você está doida?

Eu me pergunto outra vez: por que, por favor, alguém me explique, por que todo filme francês tem um casal que fica trancado no quarto discutindo?

Tem mais: por que os cineastas franceses adoram utilizar o relacionamento homem/mulher de metáfora sobre qualquer coisa que eles queiram falar?

Depois de mais alguns diálogos xaropes eu cansei de esperar o Eterna Espera começar efetivamente e voltei a zapear.

Parei no Universal Channel que passava Os esquecidos (The Forgotten, EUA, 2004), com a Julianne Moore.
O oposto absoluto. Nunca vi um argumento mais estúpido, acontece que pelo menos era engraçado. E tinha ação.
Os diálogos também não faziam o menor sentido, porém não tinha nenhuma metáfora envolvida. A idéia é que era absurda mesmo!

Tudo bem, eu me rendi, no domingo à noite, ao cinemão entretenimento não-pense-muito-para-não-doer.
Provavelmente, em algum momento, o filme do Phillippe Garrel realmente ficou muito bom, profundo e discutiu questões importantes para a juventude despolitizada dos anos 2000.

Mas, sinceramente, formatão por formatão, às vezes eu prefiro os filmes despretensiosos.



Os esquecidos, filme onde a Julianne Moore é uma mãe que procura por um filho que supostamente não existe

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Férias.


Como é bom estar de férias.
Hoje eu andei de Santa Efigênia até a Floresta simplesmente
porque tive preguiça de pegar dois ônibus.
Tempo não era um prblema. Não é ótimo?
Eu ainda posso fazer uma viagem rápida para Tiradentes e não me preocupar
se vou voltar domingo,
porque eu não trabalho na segunda.

Como é fácil se acostumar com isso.


Tiradentes, adoro essa cidade.

terça-feira, janeiro 01, 2008

O ano em que meus pais saíram de férias

Ok, vamos ao balanço.
Eu quis escrever mais aqui em 2007, não deu.
O ano que passou não foi fácil. O Kenji fez uma retrospectiva interessante onde ficou claro:
2007 foi corrido e estressante.
Mas também foi um ano de conquistas. A principal delas foi, sinceramente, ter passado por ele sem se perder.
Hum, o que eu quero dizer com isso?
É que independente das dificuldades, consegui manter intacto o que realmente importa:
a minha saúde (física e mental), os meus relacionamentos, as finanças equilibradas e a
minha integridade. Aliás, sem o Jonas, sem a análise, acredito que teria sido muito mais difícil.
Óbvio que também tive que priorizar um monte de coisas e deixar outras de lado.
Foi um ano que eu praticamente não fui ao cinema, escrevi muito pouco (fora do trabalho) e li menos do que gostaria.
Foi um ano em que eu não fui a uma boate sequer e assisti pouquíssimos shows.
A diversão, em 2007, foi garantida, na verdade, pela Barbearia de Blues. Verdadeiras pílulas semanais de bom humor.
Foi através da Barbearia que fiz novos amigos. Isso, inclusive, deve ser registrado como um acontecimento absolutamente
positivo de 2007, tendo em vista que hoje é muito fácil conhecer pessoas, mas bem difícil consolidar amizades.
Aprender a priorizar, aliás, não é de todo ruim. Porque você também aprende a priorizar o que é bom.
Quando o tempo é curto, e a maré não está a seu favor, as coisas menores, picuinhas, chatices, acabam rendendo menos desconforto.
2007 foi um ano ótimo para praticar o sempre positivo exercício de relevar.
E relevar também envolve aceitar as coisas e as pessoas como elas são. Uma tarefa nem sempre fácil.

Para 2008, espero, sinceramente, menos correria, menos acontecimentos surpreendentes, mais calmaria. Quem sabe, talvez, até um pouquinho de sorte.
Entre as resoluções, quero insistir, mais uma vez, na tentativa de aumentar a atividade física e procurar uma nutricionista.
Pronto, é o suficiente. O resto virá por si, não adianta planejar muito.

Gostaria que 2008 fosse como a passagem do ano, que comemoramos aqui em casa:
nada muito elaborado, mas com as pessoas certas, fazendo o que gostam, acabou numa festa de arromba. :-)


Sem dúvida, o melhor momento de 2007: Buenos Aires

quinta-feira, novembro 29, 2007

Aquele abraço!

Aos amigos queridos e principalmente ao Kenji, agradeço muito pelos parabéns!

Sim, notícia boa é para ser dividida!

A reportagem 'Celeridade e Justiça', 4a edição da Revista Fórum CESA, cuja jornalista responsável sou eu, ficou em 2o lugar na categoria nacional-Revista no Prêmio de Jornalismo da Associação dos Magistrados Brasileiros!

(...)
Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro...


(...)
Alô moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!...


Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
A Bahia já me deu
Régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele Abraço!


Prá você que meu esqueceu


Huuummm!


Aquele Abraço!


Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Todo o povo brasileiro
Aquele Abraço!...


sexta-feira, novembro 23, 2007

Clichê

Estou calmamente lendo a Folha de S. Paulo hoje e me deparo com o seguinte texto:

Crítica
Michael Mann faz obra-prima em "Miami Vice"


Paulo Santos Lima - colaboração para a Folha

O olhar é uma coisa forte nos filmes de Michael Mann. É através dele que sabemos mais sobre os personagens, homens que carregam o peso do mundo, com seus olhares meio perdidos ou misteriosos, avistando algo além do horizonte.
São assim os olhos aflitos e apaixonados de Sonny Crockett (Colin Farrell) em "Miami Vice" (TC Premium, 0h10). Ele, policial infiltrado que gamou em Isabella (Gong Li), a mulher do traficante.
Aqui vem a sensibilidade cineasta de Mann. Sabendo da diluição que seria verbalizar o drama de Sonny, a opção é fazê-lo pela imagem, ao nível da superfície, preservando as interioridades.
Mas não completamente, pois saberemos pelos olhos de um capanga que Sonny não é o único a fim de Isabella. As paixões, aqui, tumultuam ainda mais o mundo de identidades voláteis mostrado por Mann.
Outro olhar que não deve ficar de fora é o nosso. Com ele, se verá o belo exercício cinematográfico desta obra-prima -os olhos não mentem jamais.

Detalhe: não é um engano, o crítico está falando do filme Miami Vice, baseado na série, que tem como protagonistas Colin Farrell e Jamie Foxx.

Leiam comigo:

O olhar é uma coisa forte nos filmes de Michael Mann...

homens que carregam o peso do mundo ... olhares meio perdidos ou misteriosos ... algo além do horizonte...

... os olhos aflitos e apaixonados...

Ele, policial ... que gamou na mulher do traficante ... a sensibilidade cineasta de Mann...

...diluição que seria verbalizar o drama de Sonny... fazê-lo pela imagem, ao nível da superfície, preservando as interioridades...

As paixões, aqui, tumultuam ainda mais o mundo de identidades voláteis...

... o belo exercício cinematográfico desta obra-prima ... os olhos não mentem jamais.

Se fosse um filme do Ingmar Bergman, esse texto, com todas suas pérolas (sensibilidade cineasta? Verbalizar o drama? Preservando as interioridades? Identidades voláteis? Belo exercício cinematográfico? E o gran-finale: os olhos não mentem jamais) já seria a maior concentração de clichês por número de letras de todos os tempos.

Acontece que se trata de um filme de ação. Tipo Desejo de Matar do Charles Bronson, sabe? A carga dramática dos olhos do Colin Farrell é a mesma da faixa vermelha na cabeça do Silvester Stallone em Rambo. Ou da bunda da Carla Perez em Cinderela Baiana.

Não conheço esse moço, Paulo Santos Lima, não sei pra que time torce. Mas, certamente, ele contou uma piada e eu morri de rir.


Será que com esses olhares aflitos e perdidos, eles estão conseguindo preservar as suas interioridades?

quinta-feira, novembro 15, 2007

Mil anos depois...

1. Pegar o livro mais próximo.
O Mulo – Darcy Ribeiro

2. Abri-lo na página 161.
Fácil, ele tem 383.

3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Postar a frase no blog.

"Lá acampei pela primeira vez no modo tropeiro, expondo mercadoria"

5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo)
ok, realmente não é 'o melhor' livro do Darcy Ribeiro.

6. Repassar o desafio para cinco blogs
Lila,
Clarice,
Omni,
Muriloq
É o suficiente?

7. O que você está achando desse livro?
Duro. Triste. Lindamente escrito. O Darcy Ribeiro é meu herói. Tudo que ele fez na vida fez maravilhosamente bem, com genialidade, vigor, entrega. Esse livro fala de como o meio pode maltratar o homem, como a pobreza pode endurecê-lo, e as dificuldades impedirem que ele se forme com a devida dignidade. Fala de um homem que não se acreditava inteiramente gente, mas meio bicho, meio mulo. E não que lhe tenha faltado recursos a vida toda, porém faltou-lhe confiança em si e no outro para acreditar que alguém poderia realmente dedicar-lhe um sentimento bom, amá-lo, respeitá-lo, já que ele mesmo não se sentia digno o suficiente para tanto. Triste, né?


"Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu"

terça-feira, novembro 06, 2007

Meu Guri


Utilidade dos assobios
Chico Mattoso

Tem coisa que a gente sabe que vai acabar mal. Tudo muito calmo, tudo muito certo, tudo correndo do jeito que deveria, mas a gente vê que aí tem. É como um pequeno vazamento, um cheiro sutil que se desprende de algum lugar, e a gente sabe, a gente sempre sabe, a gente põe as mãos nos bolsos e tenta assobiar mas é óbvio que isso não adianta. Então começa a acontecer, a gente vê que está começando, mas finge que não é nada, que é bobagem, que o melhor a fazer é soltar um bocejo e dar uma conferida displicente nas unhas da mão, ah, que sujeira, e então um suspiro frouxo, um estalar de língua, uma olhada rápida no relógio enquanto ao lado a coisa cresce, alheia à nossa indiferença, e ganha massa feito um bolo no forno. A coisa já aconteceu, a coisa está explodindo e já não dá para inventar disfarces, é preciso fazer algo mas a única idéia que aparece é enfiar-se no banheiro e fingir qualquer problema. A gente tem um monte de amigos, a gente vai a festas e fala no telefone e se encontra na internet, e isso parece construir uma espécie de proteção contra as coisas, e a gente esquece que toda relação tem algo de virtual, porque, no fim das contas, nenhuma solidão é capaz de misturar-se a outra. Mas começa a ficar tarde, e a gente põe de novo as mãos nos bolsos, e vai andando pra casa como se nada tivesse acontecido, e no quarteirão de cima um carro buzina e é preciso endurecer o corpo para não sucumbir ao vento gelado. Então é preciso dormir, e ter sonhos estranhos, e acordar com dor de cabeça, e escovar os dentes olhando a própria cara amassada e decidir-se, na amnésia forçada de cada manhã, a tomar uma ducha quente e começar tudo de novo. Porque a gente sabe.

Texto publicado na Revista MTV nº 40, ano 4, setembro de 2004.

E eu que encontrei esse texto num blog do meu primo André.

E era só um molequinho. Ontem.

terça-feira, setembro 11, 2007

O processo

Eu não sei se eu estou com mais raiva de mim mesma por digitar um numerinho da data de validade do cartão errado, da operadora do cartão que não aprovou a compra por causa disso (mesmo tendo todos os meus dados corretamente e meu telefone celular para ligar e peguntar: você tentou fazer a compra x? eu responder sim e eles dizerem 'ah mas você não conseguiu') ou do atendimento da submarino que não consegue responder nada com nada muito menos finalizar a compra.