sexta-feira, novembro 28, 2003

Sexta-feira, 13

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(estrofe de Tabacaria – Álvaro de Campos)



Quem se habilita?




quarta-feira, novembro 26, 2003

Colcha de Retalhos

Alguns sonhos que ficaram para trás na correria:

Outro dia estava batendo papo com Marcelo Belico num sonho. Não lembro o teor da conversa, mas acho que era lá na casa dele, em Ponte Nova.

Sonhei que a TV Globo tinha construído, para a nova novela das oito, nos seus estúdios, um mar artificial. A justificativa era que as imagens de dia ficavam melhores com o mar artificial do que com o mar da Baía de Guanabara. Apareceu no sonho uma daquelas imagens aéreas da praia e o mar era igualzinho uma piscina gigante com a água completamente transparente, cheia de cloro evidentemente. Os mocinhos da novela eram o Rodrigo Santoro e a Paloma Duarte (acho que eles realmente estiveram na mesma novela pouco tempo atrás, mas não como par romântico).

Essa noite eu sonhei com o Júlio Pinto, meu eterno professor de Semiótica. Além do Júlio também tive aula, nesse sonho, com o Márcio Simeone. Mas no sonho o Márcio não era o Márcio, era uma versão mais jovem do meu professor de história de cursinho, o Chico.




sábado, novembro 22, 2003

Twins

Gente, eram quíntuplos! Pois é, fui para o Hospital parir um e pari cinco. Emocionante. Bem, agora voltamos a vida normal, com umas dorzinhas aqui, outras ali, mas nada que impeça um bom fim de semana.




quinta-feira, novembro 20, 2003

Se meu fusca falasse

Essa noite eu sonhei que o Kenji tinha um fusca. O carrinho era leento, e quando pegava estrada de terra não passava de 20 km/h. Na subida a gente tinha que descer e empurrar o fusquinha. No sonho, eu estava no Barreiro e o Kenji foi me buscar. Quando o carro entrou no asfalto eu pensei, aliviada: “ainda bem, agora a gente pode ir um pouquinho mais rápido”.



Os mil olhos do Dr. Mabuse

Amanhã entro na faca. Vou parir um pólipo na maternidade Santa Fé, ali no Horto. Interno às nove da manhã e, espero, já estarei boa às nove da noite. :-)




Apelo

Alguém, pelo amor de Deus, tem o volume Um do livro Mil Platôs do Gilles Deleuze e do Félix Gattari para emprestar? Ficarei eternamente grata.


Gilles Deleuze



terça-feira, novembro 18, 2003

Um dia, um gato

Sonhei que eu e o Kenji morávamos numa casa. No quintal, tinha uma espécie de caverna, uma toca de pedra, onde era a casinha da Zen. Um dia apareceram vários outros gatinhos. Um deles era igual a ela pequena. Os outros eram pretinhos. Eu disse ao Kenji: “não me pergunte como, mas a Zen teve filhotinhos”. (a gata é castrada...)
Um dos filhotes pretos (eram uns três ou quatro) tinha asas e ficava voando baixinho.



Um ato de coragem

Hoje eu me vinguei do meu clínico. Esse doutor já me deixou esperando até duas horas no consultório. Nunca cumpre o horário das consultas. Hoje eu tinha consulta marcada para 14 horas e um outro compromisso às 16. O relógio já estava marcando 15 horas e nada do tal doutor chegar. O que a Lud fez? Escrevi um bilhetinho assim:

Prezado doutor,
Como tenho um compromisso às 16h, não pude esperá-lo. Nossa consulta estava marcada para 14 horas. Estou deixando meus exames para sua avaliação. Solicito que o senhor, por gentileza, deixe o relatório do risco cirúrgico com as secretárias que virei buscá-lo amanhã na parte da manhã (único horário que tenho disponibilidade).
Saliento que a consulta com o cirurgião já está marcada para quinta-feira, 20/11 e a única pendência é o seu relatório.
Agradeço desde já a sua compreensão.
Cordialmente,
Ludmila Pizarro

Cheguei em casa, liguei para a clínica e confirmei que o relatório de risco cirúrgico está à disposição e que eu poderei apanhá-lo amanhã.




segunda-feira, novembro 17, 2003

O carteiro e o poeta

Da Inquieta Esperança

Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele
Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.
Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele
Na inquietação feliz do Purgatório.

Mário Quintana





quinta-feira, novembro 13, 2003

Grease 2 – Os tempos da brilhantina voltaram

Duas noites atrás, eu sonhei que estava assistindo na TV a continuação de Grease. Mas não era aquele filme com a Michelle Pfeiffer não. O filme do meu sonho era a continuação mesmo, com o John Travolta e a Olívia Newton-John casados, velhos, sem nenhuma sombra do glamour de um musical.

No sonho, a Olívia Newton-John estava bem velhinha, um cabelão armado e estava na cozinha fazendo o jantar. Depois chegava o John Travolta, com uma barriga gigante, dava um beijo no rosto dela, ia para trás de um armário da cozinha, tirava uma garrafinha de alumínio e dava um gole escondido. Ele era alcoólatra e escondia que bebia da mulher.

Romântico.






terça-feira, novembro 11, 2003

Ao mestre, com carinho

Essa noite voltei à escola onde cursei da 5a à 8a Série. No sonho, estava dentro do ônibus indo para o Barreiro. Resolvi descer na escola para pegar o meu histórico e rever o lugar. Quando cheguei lá a secretária me atendeu e disse que o histórico ficaria pronto em 180 dias (isso mesmo, seis meses). Eu me indignei com o prazo e ela diminuiu: 170 dias.

Fui embora e encontrei com o meu professor de filosofia. Nós conversamos bastante. No sonho, ele havia sido meu professor há muito tempo atrás e me aconselhava sobre várias coisas da vida. Não me lembro o quê falávamos, mas sentia que a conversa me ajudava. Dois assuntos que me lembro do papo: a minha auto-avaliação e os salários praticados pelo mercado para jornalistas e professores.




segunda-feira, novembro 10, 2003

TRON

Paulinho, Muriloq, Rosi, Clarice, Marcelo, Drix, Mônica, Martin e todos os outros amigos que curtem anos 80: vocês perderam. O Projeto Autobahn é excelente e o show da banda Enjoy! (from Divinópolis, dá para acreditar?) é insuperável. Muito bom mesmo.
Fotos bacanas no blog do Kenji

Office Space

Atualmente meu sonho é um novo emprego. Por falar nisso, uma empresa legal é a Multitexto Comunicação Empresarial. Meu currículo já está lá.





sábado, novembro 08, 2003

O pássaro Azul

Estava contando a seguinte história (by Gustavo) para o Kenji:

Dois meninos (um deles era o Gustavo) estavam na fazenda do avô jogando pedra nos passarinhos. O avô chegou-se e perguntou:
- O que vocês estão fazendo?
- Jogando pedra nos passarinhos.
- Não faz isso não, menino!
- Ah, vô! Não mata não, só bambeia.
Os meninos continuaram na brincadeira e o avô continuou observando.
Depois de um tempo um dos garotos consegue acertar um passarinho que cai da árvore tonto e ferido.
O avô, logo em seguida, dá um tapão na cabeça do menino que acertou o passarinho.
- Que é isso vô? Diz o menino aos prantos (na verdade, aos berros, porque doeu).
- Nada não. Isso não mata, só bambeia.

Ao final da história o Kenji diz:
- Você deveria colocar essa história no seu blog. Eu respondi:
- Ah, não sei, meu blog está meio em crise, não sei o que escrever nele porque não sei o que vai ser da minha vida diante dos últimos acontecimentos.
- Ué, escreve a história do passarinho. Até porque os últimos acontecimentos não matam, só bambeiam.

Thanx Gustavo. Thanx Kenji. ;-)


Suipa é a sociedade protetora dos animais




quinta-feira, outubro 30, 2003

A Flor do Meu Segredo

Essa noite a minha professora de Economia da Informação transformou-se em minha ginecologista. Um dado interessante é que durante a consulta ela ficava em pé, gesticulando muito, conforme são suas aulas.
Aliás, hoje é dia de consulta. Ai, ai.





terça-feira, outubro 28, 2003

Uma aventura na África

Essa noite tive um sonho bacana. Estava assistindo Globo Esporte e apareceu uma reportagem falando sobre uma viagem que a Mariana e o Biochico estavam fazendo pelo interior de Minas. Eles tinham alugado um jipe enorme, azul, e saíram desbravando Minas, numas cidades com nomes esquisitos (não lembro de nenhum nome, mas eram estranhos...)

Pois é, estou com saudade desse povo. Mari, melhorou?





segunda-feira, outubro 27, 2003

Murder

Sonhei que estava batendo no meu chefe. E pior, que estava com uma vontade imensa de esganá-lo.





sábado, outubro 25, 2003

No Paraíso do Havaí

O Dri comemorou o aniversário dele ontem, no maior estilo havaiano. Juntou um povo muito bom. Meio esquisitos, é verdade, no primeiro passar dos olhos. Mas no fundo, tudo boa gente, procurando o colo dos velhos amigos, um copo da bebida preferida e rir até a barriga doer.

Ah, os bons e velhos amigos...





sexta-feira, outubro 24, 2003

Smoking / No Smoking

De vez em quando eu tenho uma vontade louca de fumar. Quando eu tenho essa vontade às vezes eu penso: puta que pariu, são mais de três anos sem fumar, mesmo assim ainda tenho uma vontade danada. Ela vai continuar aparecendo para o resto da minha vida e mais cedo ou mais tarde, eu vou acabar voltando...
Sabe o que eu descobri? Descobri que esse pensamento só dificulta a minha decisão de não fumar naquele momento. O melhor antídoto para ele é pensar: Bom, como o resto da minha vida ainda está distante, é melhor eu arrumar um jeito de não fumar agora.
E assim, superando cada vontade, em cada momento que ela aparece, eu vou garantindo uma vida sem cigarros.

O próximo desafio é levar essa lógica para o resto.




quinta-feira, outubro 23, 2003

The Commitments

Ontem a banda Dejà Blue fez seu début no Festival de bandas da TIM. Foi só uma música, mas a galera mostrou a que veio. Raquel, Cavanha, Zeferino, Juliano e o Mr. Kenji fizeram bonito. Não ganharam porque rolou a maior marmelada. Ok, exagerei um pouquinho. O fato é que foi bom, muito bom. Parabéns, Galera. Parabéns, Kenji. Agora, aguardamos um show maior...



Robocop

As coisas estão saindo do controle. No meu sonho dessa noite eu morava em uma casa onde só existiam policiais. Algumas caras, inclusive, eram conhecidas, de reportagens que eu fiz pouco tempo atrás.

Tudo era muito misturado. Os outros moradores da casa eram da mesma família e da mesma corporação. As duas instituições (família e polícia), na verdade, eram a mesma coisa no sonho, não fazia muito sentido diferenciá-las. A minha presença na casa também era meio dúbia. Ali era meu espaço de trabalho e de descanso ao mesmo tempo. Eu também sabia que não fazia parte da família, que eu estava ali temporariamente. Pelo menos isso.



quarta-feira, outubro 22, 2003

Short Cuts

Sonhei que estava cobrindo um evento para a revista com a presença do governador Aécio Neves. Enquanto o mesmo chegava, alguém comenta que ele está muito doente e pode até morrer em breve. Ele passa por mim, eu reparo o ar cansado e penso: “é, parece mesmo doente.”

Uma péssima maneira de começar um dia de trabalho:
Luiz Eduardo Soares pede demissão

Frase extraída do texto “Rosto”, de Emmanuel Levinas, indicação de leitura do meu professor de filosofia:
“A ética não aparece como suplemento de uma base existencial prévia; é na ética entendida como responsabilidade que se dá o próprio nó do subjetivo. A subjetividade não é um para si: ela é, mais uma vez, inicialmente para o outro.”

Ética? Nó do subjetivo?? Gente, tem dó...





segunda-feira, outubro 20, 2003

Se meu apartamento falasse

No meu sonho dessa noite eu tinha alugado um apartamento e iria morar sozinha. Ele ficava no bairro floresta. Eu e o Kenji estávamos caminhando para lá com o intuito de iniciar a mudança. Encontramos o Paulinho (que esteve ontem na casa do Kenji) no viaduto de Santa Tereza e na conversa, descobrimos que seríamos vizinhos. O Paulinho morava no apartamento em cima do meu. Cheguei a pensar: “que bom, terei com quem conversar”.

O prédio lembrava muito uma casa de dois andares e era de tijolos vermelhos. Entramos no apartamento (só eu e o Kenji, o Paulinho ficou para trás) e ele estava todo mobiliado. Eu fiquei pensando se havia alugado daquele jeito ou não e o onde colocar as minhas coisas.

Um detalhe interessante é que tudo era pequeno no apartamento. O pé direito, os cômodos, as mesas e cadeiras, tudo era baixinho e pequenininho. O Kenji chegou a comentar sorrindo: “mas é tudo tão pequeno!”.

Na sala, havia vários bibelôs e um relógio antigo, algumas imagens de santos e crucifixos também. Eu pensava se poderia ou não jogar aquilo tudo fora, uma vez que apartamento era alugado, porque pretendia fazer uma outra decoração, bem mais clean.

Blowup

Sábado estivemos na Up! Uma boate ali na Savassi. Naquele ambiente, estava rolando um profundo respeito pelas opções individuais. E sem aquela onda “ó, vamos respeitar...”, tratava-se de uma premissa absolutamente interiorizada. Até os dois casais de popozudas e popozudos sentiram-se à vontade para se divertir da maneira mais conveniente para eles. Mesmo que isso envolvesse a mocinha subir em cima do sofá e dançar com a bunda na cara do seu namorado. Tudo bem, a gente entendeu. A gente já sabe que toda forma de amor vale a pena.