O fim de semana foi recheado pela visita do meu pai. Dois dias inteiros de fofocas familiares, análises políticas, papos filosóficos, cerveja e sinuca.
Para ele, coloco um trecho do seu poema preferido, Navio Negreiro, de Castro Alves. Aliás, essas duas últimas estrofes do poema, de certa forma, refletem muito do que conversamos esses dias. Os atores e a situação mudaram, mas, infelizmente, a indignação e a bandeira continuam as mesmas. O que é assustador.
Existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto!... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares!
São Paulo, 18 de abril de 1869. (O Poeta, nascido em 14.03.1847, tinha apenas 22 anos de idade)
Leia o poema completo, disponível no Jornal de Poesia, link ao lado.
Como eu não consigo publicar nada nos comentários do meu próprio blog, respondo ao dr. Omni aqui mesmo: Omni, coisa de sonho. O quadro era grande, como de um colégio, ocupando toda uma parede e a Zul era exatamente do tamanho dela mesmo. Uma das questões do sonho era exatamente se eu conseguiria entender a letra da Zul. Mas entre os rabiscos que ela fez no quadro era possível ler um 'não'. Psicanalítico isso...
Tive uma idéia brilhante. Vou vender camisetas com uma montagem: a imagem do Che Guevara, com boina de estrelinha e tudo mais, mas o rosto do Saddam Hussein. Vai vender horrores!
pena que eu não tenho os conhecimentos photoshopísticos para tacar a cara do Saddam aí no meio. Ficaria ótimo.
Como era de se imaginar a Soap Party foi ótima. Marcila Camèlo está de parabéns pelo mega evento e pelos aniversários.
Existe uma possibilidade do senhor meu pai vir nos visitar no próximo fim de semana e ainda trazer o Pedrinho, meu irmão caçula. Eu só acredito vendo.
Sonhei que a Zul (minha gata preta) escrevia alguma coisa em um quadro negro. O objetivo era se fazer entender. Como ela não fala, resolveu escrever. Talvez Freud explique. Talvez não.
Aí eu até sonhei com a música Every you Every me do Placebo, vocês acreditam?? (No sonho quem cantava era uma versão não tão loura da Dido e a música estava meio folk melosa)
Sucker love is heaven sent You pucker up, our passion's spent My heart's a tart, your body's rent My body's broken, yours is spent Carve your name into my arm Instead of stressed i lie here charmed 'Cuz ther's nothing else to do Every me and every you Sucker love, a box i choose No other box i choose to use Another love i would abuse No circumstances could excuse In the shape of things to come Too much poison come undone Chorus: 'Cuz there's nothing else to do Every me and every you Every me and every you Every me... he
Sucker love is known to swing Prone to cling and waste these things Pucker up for heaven sake There's never been so much at stake I serve my head up on a plate It's only comfort,calling late
'Cuz there's nothing else to do Every me and every you Every me and every you Every me...he Every me and every you Every me...he
Like the naked leads the blind I know i'm selfish,i'm unkind Sucker love i always find Someone to bruise and leave behind All alone in space and time There's nothing here but what here's mine Something borrowed,something blue
Every me and every you Every me ...he 4x
Essa é a Dido. A Sandra, namorada do Zeferino, é a cara dela.