sábado, janeiro 31, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Ela é grande pra idade dela
Diante do incentivo das amigas, mantenho meu tema preferido: minha filha Teresa.
Hoje de manhã fiz um ultrassom e, felizmente, os resultados foram todos positivos. Tetê tem todas veias, artérias, ossinhos e números mágicos de médicos dentro da normalidade. A única alteração é que ela é um "feto grande". Estou entrando na 30a semana e aparenta estarmos na 31a/32a. Porém tudo dentro da normalidade, segundo o doutor. Hoje a Teresa já pesa 1493g (ou seja, quase um quilo e meio!) e mede 38 cm. Ela é grande para a idade dela!
Outro tema que não posso deixar de comentar, até porque não deixa de estar relacionado, é que a Zen, nossa gata primogênita, não está legal. Sábado a levamos na veterinária, fizemos uma radiografia e descubrimos uma efusão pleural (água na pleura, a membrana que cobre os pulmões).
Foi muito ruim por dois aspectos. O primeiro foi a necessidade de punção. Foram dois veterinários, uma estagiária, eu e o Kenji para dar conta do recado de segurar a Zen, enfiar uma agulha enorme no peito dela e retirar mais de dez seringas grandes de líquido. Foi muito estressante, duro mesmo de ver a minha gata sofrer desse jeito.
Aí veio a segunda notícia ruim: a punção não resolve a parada, apenas ameniza. Temos ainda que descobrir o que causou o acúmulo de líquido e tratar, se for tratável. Pode ser um problema incurável. Depois de tudo, ouvir esse tipo de informação da Márcia, veterinária de confiança, derruba qualquer cristão. Amanhã teremos o resultado de alguns exames.
E aí por mais que você tente evitar esse tipo de raciocínio, vem a questão. Se na sua gatinha já é horrível desse jeito, imagina se fosse a sua filha. E o pior é que você sabe que um dia vai acontecer. Não existe nenhuma criança no mundo que não tenha adoecido e a maioria delas acaba passando pelo menos um 'susto' de verdade nos pais. Ou seja, o máximo que é possível fazer é preparar o espírito e a cabeça. Tanto pela Zen como pelas próximas dores de cabeça que virão. E é claro, acreditar, sempre, sempre, sempre que tudo vai dar certo no final.
Diante do incentivo das amigas, mantenho meu tema preferido: minha filha Teresa.
Hoje de manhã fiz um ultrassom e, felizmente, os resultados foram todos positivos. Tetê tem todas veias, artérias, ossinhos e números mágicos de médicos dentro da normalidade. A única alteração é que ela é um "feto grande". Estou entrando na 30a semana e aparenta estarmos na 31a/32a. Porém tudo dentro da normalidade, segundo o doutor. Hoje a Teresa já pesa 1493g (ou seja, quase um quilo e meio!) e mede 38 cm. Ela é grande para a idade dela!
Outro tema que não posso deixar de comentar, até porque não deixa de estar relacionado, é que a Zen, nossa gata primogênita, não está legal. Sábado a levamos na veterinária, fizemos uma radiografia e descubrimos uma efusão pleural (água na pleura, a membrana que cobre os pulmões).
Foi muito ruim por dois aspectos. O primeiro foi a necessidade de punção. Foram dois veterinários, uma estagiária, eu e o Kenji para dar conta do recado de segurar a Zen, enfiar uma agulha enorme no peito dela e retirar mais de dez seringas grandes de líquido. Foi muito estressante, duro mesmo de ver a minha gata sofrer desse jeito.
Aí veio a segunda notícia ruim: a punção não resolve a parada, apenas ameniza. Temos ainda que descobrir o que causou o acúmulo de líquido e tratar, se for tratável. Pode ser um problema incurável. Depois de tudo, ouvir esse tipo de informação da Márcia, veterinária de confiança, derruba qualquer cristão. Amanhã teremos o resultado de alguns exames.
E aí por mais que você tente evitar esse tipo de raciocínio, vem a questão. Se na sua gatinha já é horrível desse jeito, imagina se fosse a sua filha. E o pior é que você sabe que um dia vai acontecer. Não existe nenhuma criança no mundo que não tenha adoecido e a maioria delas acaba passando pelo menos um 'susto' de verdade nos pais. Ou seja, o máximo que é possível fazer é preparar o espírito e a cabeça. Tanto pela Zen como pelas próximas dores de cabeça que virão. E é claro, acreditar, sempre, sempre, sempre que tudo vai dar certo no final.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Pra não dizer que não falei...
Não tenho escrito muito por aqui porque estou absolutamente monotemática. Diria mais, estou barrigocêntrica. E tenho a impressão que o tema interessa apenas a mim e a mais ninguém. De qualquer forma, vamos lá.
Sabe aqueles documentários batidos tipo 'a volta ao mundo em 180 dias' ou 'a incrível viagem pelos mistérios da mente humana'? Pois é, poderiam chamar a gravidez de '40 semanas de revoluções por minuto: assim nascem os bebês'. Quando as pessoas falam em nove meses pode parecer muito tempo, mas são milhões de coisas acontecendo e tudo é muito rápido.
Apenas para se ter uma idéia, em 2000 eu pesava mais ou menos 45 quilos e em 2008, quando descobri a gravidez, pesava 49. Ou seja, em um período de 8 anos uma variação de 4 quilos. Hoje, 5 meses depois da revelação, peso 58. Ou seja, em 5 meses eu ganhei 9 quilos. Não se trata de uma questão estética e sim da relação com o seu próprio corpo. Ganhei em 5 meses 18 vezes mais do que estava acostumada a ganhar em 1 ano. Essa mudança talvez esteja entre as mais visíveis, mas inclusive está, também, entre as mais irrelevantes do processo. Sim, engordar aínda é o de menos.
Além disso, tem os enjôos, os hormônios, a retenção de líquido, as variações no metabolismo, que, por exemplo, causam muito calor. Além desses efeitos físicos inevitáveis, tem a sua relação com o mundo. O que você come, bebe, inala, afeta não apenas você, mas o bebê também. Você se torna duplamente responsável. Sem contar que com isso vem o terror: o grande e insidioso medo de fazer - ou ainda pior - ter feito, alguma coisa errada.
E não faltam fontes para o terror. O chá verde é um exemplo. Até o 4o mês eu bebia chá verde normalmente e até numa quantidade razoável. Um belo dia, lendo uma daquelas revistas genéricas tipo "Meu Bebê" encontrei um artigo que não recomendava tomar chá verde, nem branco, nem preto, nem mate, porque todos eles são a mesma erva que, teoricamente, pode ter um efeito abortivo. Pronto. Por mais que racionalmente eu considere uma bobagem, não tomei mais chá verde. Nem um copo. Porque a gente nunca sabe...melhor evitar... E é sempre assim. Remédio então, não passo nem pomada.
O lance é que existem milhões de informações espalhadas pelo mundo sobre como garantir uma gravidez perfeita. Desde a internet até a sua tia de 82 anos, passando pelos periódicos especializados, livros, amigos, amigas que já foram mães, parentes. E todos dão palpite. Todos, invariavelmente. Eu prefiro me informar. No início os livros ajudaram muito principalmente a me situar na nova condição. Mas também é necessário tentar, quando possível, não enlouquecer com tanta informação. Não vou negar, as vezes é difícil.
Isso tudo não significa que não é bom. Pelo contrário, é realmente muito bom. Eu nem sei dizer o quanto é bom e muito menos porque é tão bom. Mas é. Imensamente. E nada melhor do que "passar de fase". Cada mudança, cada evolução, cada ultrassom é festejado com uma alegria gigante, quase boba. Ouvir de um médico "está tudo bem" ou "o neném está ótimo" ou "os exames estão todos perfeitos" é outra maravilha, que enche você de orgulho e satisfação.
Até agora, na verdade, só escrevi sobre os efeitos físicos da gravidez. Nem toquei em duas outras questões que também ocupam horas e horas da vida de uma gestante. O preparo psicológico para receber um bebê e o preparo financeiro.
Mas não vou entrar nesses assuntos agora porque esse post já está suficientemente grande. :-)

Uma barriga de sêxtuplos (essa é Kate, do programa John e Kate + 8)
Não tenho escrito muito por aqui porque estou absolutamente monotemática. Diria mais, estou barrigocêntrica. E tenho a impressão que o tema interessa apenas a mim e a mais ninguém. De qualquer forma, vamos lá.
Sabe aqueles documentários batidos tipo 'a volta ao mundo em 180 dias' ou 'a incrível viagem pelos mistérios da mente humana'? Pois é, poderiam chamar a gravidez de '40 semanas de revoluções por minuto: assim nascem os bebês'. Quando as pessoas falam em nove meses pode parecer muito tempo, mas são milhões de coisas acontecendo e tudo é muito rápido.
Apenas para se ter uma idéia, em 2000 eu pesava mais ou menos 45 quilos e em 2008, quando descobri a gravidez, pesava 49. Ou seja, em um período de 8 anos uma variação de 4 quilos. Hoje, 5 meses depois da revelação, peso 58. Ou seja, em 5 meses eu ganhei 9 quilos. Não se trata de uma questão estética e sim da relação com o seu próprio corpo. Ganhei em 5 meses 18 vezes mais do que estava acostumada a ganhar em 1 ano. Essa mudança talvez esteja entre as mais visíveis, mas inclusive está, também, entre as mais irrelevantes do processo. Sim, engordar aínda é o de menos.
Além disso, tem os enjôos, os hormônios, a retenção de líquido, as variações no metabolismo, que, por exemplo, causam muito calor. Além desses efeitos físicos inevitáveis, tem a sua relação com o mundo. O que você come, bebe, inala, afeta não apenas você, mas o bebê também. Você se torna duplamente responsável. Sem contar que com isso vem o terror: o grande e insidioso medo de fazer - ou ainda pior - ter feito, alguma coisa errada.
E não faltam fontes para o terror. O chá verde é um exemplo. Até o 4o mês eu bebia chá verde normalmente e até numa quantidade razoável. Um belo dia, lendo uma daquelas revistas genéricas tipo "Meu Bebê" encontrei um artigo que não recomendava tomar chá verde, nem branco, nem preto, nem mate, porque todos eles são a mesma erva que, teoricamente, pode ter um efeito abortivo. Pronto. Por mais que racionalmente eu considere uma bobagem, não tomei mais chá verde. Nem um copo. Porque a gente nunca sabe...melhor evitar... E é sempre assim. Remédio então, não passo nem pomada.
O lance é que existem milhões de informações espalhadas pelo mundo sobre como garantir uma gravidez perfeita. Desde a internet até a sua tia de 82 anos, passando pelos periódicos especializados, livros, amigos, amigas que já foram mães, parentes. E todos dão palpite. Todos, invariavelmente. Eu prefiro me informar. No início os livros ajudaram muito principalmente a me situar na nova condição. Mas também é necessário tentar, quando possível, não enlouquecer com tanta informação. Não vou negar, as vezes é difícil.
Isso tudo não significa que não é bom. Pelo contrário, é realmente muito bom. Eu nem sei dizer o quanto é bom e muito menos porque é tão bom. Mas é. Imensamente. E nada melhor do que "passar de fase". Cada mudança, cada evolução, cada ultrassom é festejado com uma alegria gigante, quase boba. Ouvir de um médico "está tudo bem" ou "o neném está ótimo" ou "os exames estão todos perfeitos" é outra maravilha, que enche você de orgulho e satisfação.
Até agora, na verdade, só escrevi sobre os efeitos físicos da gravidez. Nem toquei em duas outras questões que também ocupam horas e horas da vida de uma gestante. O preparo psicológico para receber um bebê e o preparo financeiro.
Mas não vou entrar nesses assuntos agora porque esse post já está suficientemente grande. :-)
Uma barriga de sêxtuplos (essa é Kate, do programa John e Kate + 8)
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Mais!
Aí ontem eu descobri, não sabia, que o poema de ontem, Teresa, de Manuel Bandeira, faz referência a esse, do Castro Alves.
Reparem no primeiro verso de cada poema.
Então lá vai, mais um poema para a minha Teresa, que já é cultura. ;-)
O "adeus" de Teresa
Castro Alves
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Passaram tempos sec'los de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"
Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquesta
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!
E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"

Castro Alves, não por acaso o poeta preferido de meu pai
Aí ontem eu descobri, não sabia, que o poema de ontem, Teresa, de Manuel Bandeira, faz referência a esse, do Castro Alves.
Reparem no primeiro verso de cada poema.
Então lá vai, mais um poema para a minha Teresa, que já é cultura. ;-)
O "adeus" de Teresa
Castro Alves
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Passaram tempos sec'los de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"
Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquesta
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!
E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
Castro Alves, não por acaso o poeta preferido de meu pai
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Pra minha filhinha:
Teresa
Manuel Bandeira
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
Teresa
Manuel Bandeira
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Roda Viva
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
Tem dias que não tem jeito, só uma música pra expressar.
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
Tem dias que não tem jeito, só uma música pra expressar.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Bandido
Estava eu no blog da Ivana Arruda Leite, minha autora viva preferida (link ao lado), quando me deparei com o seguinte texto:
BANDIDO
O amor nos deixa doente, fora do juízo, nos faz fugir de casa, renegar nossos pais, nossos amigos, nossos velhos amores. O amor nos obriga a abrir conta conjunta, a assinar procuração em branco e passar tudo para o nome dele. O amor não tem a menor compostura. Devia ser preso o amor.
12 Novembro, 2008 by doidivana
Aí eu lembrei da coitada da Suzana Vieira. Ninguém merece o que ela está passando, muito menos passar por isso com o Brasil inteiro olhando, sabendo, tendo pena. Acho que as pessoas deveriam deixá-la em paz.
Estava eu no blog da Ivana Arruda Leite, minha autora viva preferida (link ao lado), quando me deparei com o seguinte texto:
BANDIDO
O amor nos deixa doente, fora do juízo, nos faz fugir de casa, renegar nossos pais, nossos amigos, nossos velhos amores. O amor nos obriga a abrir conta conjunta, a assinar procuração em branco e passar tudo para o nome dele. O amor não tem a menor compostura. Devia ser preso o amor.
12 Novembro, 2008 by doidivana
Aí eu lembrei da coitada da Suzana Vieira. Ninguém merece o que ela está passando, muito menos passar por isso com o Brasil inteiro olhando, sabendo, tendo pena. Acho que as pessoas deveriam deixá-la em paz.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Onde nós estávamos?
O jornalista Sérgio Dávila publicou um podcast com o título "Onde você estava quando Obama foi eleito?". Para Dávila nossos filhos nos farão essa pergunta daqui a 40 anos. Bom, para lembrar, escrevo.
Em 4 de novembro de 2008, quando os Estados Unidos elegeram o seu primeiro presidente negro (e que eu particularmente preferiria que tivessem elegido sua primeira presidente mulher), eu estava trabalhando muito, no início do quinto mês de gravidez, sentindo um calor horroroso, com o pé direito distruído por uma bolha estourada e minhas preocupações eram, basicamente:
os efeitos da crise financeira no meu bolso em 2009,
os testes que os físicos estão fazendo com um acelerador de partículas gigante na Europa,
a péssima qualidade da imprensa brasileira,
a péssima qualidade do ensino no Brasil (inclusive das escolas particulares).
E você, onde estava?
O jornalista Sérgio Dávila publicou um podcast com o título "Onde você estava quando Obama foi eleito?". Para Dávila nossos filhos nos farão essa pergunta daqui a 40 anos. Bom, para lembrar, escrevo.
Em 4 de novembro de 2008, quando os Estados Unidos elegeram o seu primeiro presidente negro (e que eu particularmente preferiria que tivessem elegido sua primeira presidente mulher), eu estava trabalhando muito, no início do quinto mês de gravidez, sentindo um calor horroroso, com o pé direito distruído por uma bolha estourada e minhas preocupações eram, basicamente:
os efeitos da crise financeira no meu bolso em 2009,
os testes que os físicos estão fazendo com um acelerador de partículas gigante na Europa,
a péssima qualidade da imprensa brasileira,
a péssima qualidade do ensino no Brasil (inclusive das escolas particulares).
E você, onde estava?
quinta-feira, outubro 23, 2008
Assunto nada a ver
Mas eu tenho achado esse caso da menina que o namorado matou em Santo André a cara do Brasil.
- É policial com pena de sequestrador (um dos argumentos dos policiais envolvidos na operação de porque não simplesmente atiraram na cabeça do tal do Lindemberg é que a 'sociedade ficaria contra a polícia nesse caso')
- Refém voltando para o cativeiro
- Bomba que não consegue arrebentar uma porta com uma cômoda na frente (Eu fico imaginando a cara do policial depois da explosão: "Ó, não abriu.")
- O pai da menina é foragido da polícia,
- Outra: os transplantados com os órgãos da menina se transformam em pseudo-celebridades. Eu não duvido, não duvido, se tiver uma moça com menos de 25 anos e até 50 quilos entre eles, que ela não apareça na capa de uma revista masculina da vida.
- Agora, parece que eles descobriram que os policiais que fizeram a negociação por mais de 100 horas, não poderiam ter feito isso. Era obrigação de outra unidade da polícia. (Eu fico pensando se "a outra equipe" não se perguntou: ué, não era a gente que deveria estar lá? Por que eles não foram até o cativeiro e tomaram conta do caso? Eles não lêem jornal?)
É muito surreal. Não parece roteiro dessas novelas sensacionalistas da Globo tipo 'A Favorita'?
Só que na novela é de mentirinha e nenhuma menina de 15 anos perde a vida tão sem motivo. É tão triste e trágico que não dá nem pra ser cômico. :-(
Mas eu tenho achado esse caso da menina que o namorado matou em Santo André a cara do Brasil.
- É policial com pena de sequestrador (um dos argumentos dos policiais envolvidos na operação de porque não simplesmente atiraram na cabeça do tal do Lindemberg é que a 'sociedade ficaria contra a polícia nesse caso')
- Refém voltando para o cativeiro
- Bomba que não consegue arrebentar uma porta com uma cômoda na frente (Eu fico imaginando a cara do policial depois da explosão: "Ó, não abriu.")
- O pai da menina é foragido da polícia,
- Outra: os transplantados com os órgãos da menina se transformam em pseudo-celebridades. Eu não duvido, não duvido, se tiver uma moça com menos de 25 anos e até 50 quilos entre eles, que ela não apareça na capa de uma revista masculina da vida.
- Agora, parece que eles descobriram que os policiais que fizeram a negociação por mais de 100 horas, não poderiam ter feito isso. Era obrigação de outra unidade da polícia. (Eu fico pensando se "a outra equipe" não se perguntou: ué, não era a gente que deveria estar lá? Por que eles não foram até o cativeiro e tomaram conta do caso? Eles não lêem jornal?)
É muito surreal. Não parece roteiro dessas novelas sensacionalistas da Globo tipo 'A Favorita'?
Só que na novela é de mentirinha e nenhuma menina de 15 anos perde a vida tão sem motivo. É tão triste e trágico que não dá nem pra ser cômico. :-(
quinta-feira, outubro 16, 2008
Every Breath You Take
The Police
Composição: Sting
Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take
I'll be watching you
Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I'll be watching you
Oh can't you see
You belong to me
My poor heart aches
With every step you take
Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I'll be watching you
Since you've gone I've been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it's you I can't replace
I feel so cold and I long for your embrace
I keep crying baby, baby, please
Oh can't you see
You belong to me
My poor heart aches
With every step you take
Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I'll be watching you
Every move you make
Every step you take
I'll be watching you
The Police
Composição: Sting
Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take
I'll be watching you
Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I'll be watching you
Oh can't you see
You belong to me
My poor heart aches
With every step you take
Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I'll be watching you
Since you've gone I've been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it's you I can't replace
I feel so cold and I long for your embrace
I keep crying baby, baby, please
Oh can't you see
You belong to me
My poor heart aches
With every step you take
Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I'll be watching you
Every move you make
Every step you take
I'll be watching you
sexta-feira, setembro 05, 2008
Drops
- Grávidas devem ler o livro "o que esperar quando você está esperando"
Não grávidas NÃO devem ler o livro "o que esperar quando você está esperando". Pode ser muuuito estranho.
Grávidas, não grávidas, amigos e familiares de grávidas podem ler o livro das Motherns. Leitura agradável, situações divertidas, e boas idéias de como lidar com um universo onde coexistem crianças e vida social.
A Cyntia me deu uma dica legal: escolher uma cor 'de base' para a decoração do quarto do bebê. Pensei em laranja, uma cor quente, divertida, abre o apetite e é unissex. Laranja é unissex, não é?
Tem momentos que eu me sinto bem esquisita. Meu corpo está esquisito, meu apetite, tenho sonhos esquisitíssimos. Em outros, tudo parece normal, calmo e tranquilo, até demais, o que também não deixa de ser, assim, diferente. Vocês me entendem, não é mesmo?
- Grávidas devem ler o livro "o que esperar quando você está esperando"
Não grávidas NÃO devem ler o livro "o que esperar quando você está esperando". Pode ser muuuito estranho.
Grávidas, não grávidas, amigos e familiares de grávidas podem ler o livro das Motherns. Leitura agradável, situações divertidas, e boas idéias de como lidar com um universo onde coexistem crianças e vida social.
A Cyntia me deu uma dica legal: escolher uma cor 'de base' para a decoração do quarto do bebê. Pensei em laranja, uma cor quente, divertida, abre o apetite e é unissex. Laranja é unissex, não é?
Tem momentos que eu me sinto bem esquisita. Meu corpo está esquisito, meu apetite, tenho sonhos esquisitíssimos. Em outros, tudo parece normal, calmo e tranquilo, até demais, o que também não deixa de ser, assim, diferente. Vocês me entendem, não é mesmo?
quarta-feira, agosto 27, 2008
Tudo sobre o que eu ainda não sei
primeiras impressões de uma grávida de primeira viagem
- Euforia. Tudo é lindo, pelo menos nesse começo. Talvez seja um sintoma de que a ficha ainda vai cair. A minha com certeza não caiu por completo.
- Às vezes eu acho que eu estou passando por um processo de alienação hormonal. Não é possível que eu esteja tão calma.
- Na minha humilde opinião esse negócio de maternidade é uma construção, mas a natureza é realmente sábia. Um bom tempo antes de ter conhecimento do fato meu organismo começou a rejeitar um monte de coisas, tipo café, refrigerante. Álcool então eu nem lembro a última vez que bebi. Isso me impressiona.
- Eu não sei se é psicológico mas tenho a impressão que o meu sutiã está diminuindo.
- Meu mantra atual: seja menino ou menina, que puxe o cabelo do pai.
- Ultrassom: um barato. Eu descobri que o neném já tem 7 semanas e 5 dias, mede 1,4cm, que o caração dele bate 182 vezes por minuto e que eu ovulei do meu ovário esquerdo (como não poderia deixar de ser...). Preciso não? :-)
primeiras impressões de uma grávida de primeira viagem
- Euforia. Tudo é lindo, pelo menos nesse começo. Talvez seja um sintoma de que a ficha ainda vai cair. A minha com certeza não caiu por completo.
- Às vezes eu acho que eu estou passando por um processo de alienação hormonal. Não é possível que eu esteja tão calma.
- Na minha humilde opinião esse negócio de maternidade é uma construção, mas a natureza é realmente sábia. Um bom tempo antes de ter conhecimento do fato meu organismo começou a rejeitar um monte de coisas, tipo café, refrigerante. Álcool então eu nem lembro a última vez que bebi. Isso me impressiona.
- Eu não sei se é psicológico mas tenho a impressão que o meu sutiã está diminuindo.
- Meu mantra atual: seja menino ou menina, que puxe o cabelo do pai.
- Ultrassom: um barato. Eu descobri que o neném já tem 7 semanas e 5 dias, mede 1,4cm, que o caração dele bate 182 vezes por minuto e que eu ovulei do meu ovário esquerdo (como não poderia deixar de ser...). Preciso não? :-)
terça-feira, agosto 05, 2008
sexta-feira, julho 18, 2008
terça-feira, julho 08, 2008
Primeira Vez
Olha como são as coisas da vida.
Nesse fim de semana, pela primeira vez, eu tive a oportunidade, muito feliz por sinal, de conviver com meu pai e meus dois irmãos, o Pedrinho de 08 anos e a Luana da 14, por dois dias inteiros.
Pode parecer incrível para algumas pessoas, mas isso nunca havia acontecido antes.
Precisou esse acontecimento histórico na minha vida para que eu realizasse outras coisas inéditas como andar de Kart e ir a um jogo de futebol no minerão.
Tudo foi muito emocionante para mim.
Eu tive a oportunidade de perceber como algumas coisas corriqueiras são importantes no nosso bem estar. Como que sair da rotina e deixar-se impressionar por perspectivas até então inusitadas podem fazer bem e, é claro, como faz falta a convivência com aquelas pessoas que são importantes para você.
É um bom momento para refletir sobre as escolhas da vida, e principalmente, sobre as situações que a gente não escolhe, mas tem que aprender a conviver e, quando é possível, curtir. Do jeito que der.
Olha como são as coisas da vida.
Nesse fim de semana, pela primeira vez, eu tive a oportunidade, muito feliz por sinal, de conviver com meu pai e meus dois irmãos, o Pedrinho de 08 anos e a Luana da 14, por dois dias inteiros.
Pode parecer incrível para algumas pessoas, mas isso nunca havia acontecido antes.
Precisou esse acontecimento histórico na minha vida para que eu realizasse outras coisas inéditas como andar de Kart e ir a um jogo de futebol no minerão.
Tudo foi muito emocionante para mim.
Eu tive a oportunidade de perceber como algumas coisas corriqueiras são importantes no nosso bem estar. Como que sair da rotina e deixar-se impressionar por perspectivas até então inusitadas podem fazer bem e, é claro, como faz falta a convivência com aquelas pessoas que são importantes para você.
É um bom momento para refletir sobre as escolhas da vida, e principalmente, sobre as situações que a gente não escolhe, mas tem que aprender a conviver e, quando é possível, curtir. Do jeito que der.
segunda-feira, março 17, 2008
Todos Juntos (Os Saltimbancos)
Composição: Enriquez - Bardotti - Chico Buarque
Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente vamos ver o que é que dá
Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
Uma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá
Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no mundo dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós.
Para o Simba, que foi um grande amigo por 13 anos e que será, por toda minha vida, uma lembrança doce, de um companheiro inigualável.
Composição: Enriquez - Bardotti - Chico Buarque
Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente vamos ver o que é que dá
Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
Uma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá
Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no mundo dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós.
Para o Simba, que foi um grande amigo por 13 anos e que será, por toda minha vida, uma lembrança doce, de um companheiro inigualável.
domingo, março 16, 2008
Risoto Kenji&Lud ou
Risoto de funghi com couve
Ótima receita para se fazer num domingo a dois, dividindo as tarefas.
Ingredientes
1 a 2 cebolas picadas
Azeite extra-virgem
2 tomates sem pele e sem semente bem picadinhos
2 ½ xícaras de arroz arbório
1 taça de conhaque (a receita original dizia vinho branco, como eu não tinha, usei conhaque, se eu não tivesse, usaria saquê ou cachaça, ou cerveja. Se você algum dia utilizar qualquer outra opção alcoólica, por favor, me conte se ficou bom)
Água fervente
1 pacote de funghi secchi
2 ou 3 folhas de couve sem talo
1 ½ colher de manteiga gelada
300 gramas de queijo da sua preferência (eu usei o queijo do Márcio, que é uma espécie de mussarela menos cozida, mas você pode usar o queijo que gostar: parmesão fresco, canastra, mussarela normal...)
tempero alho e sal
Opcional:
- 400 gr de peito de frango
- 300 gr de lingüiça calabresa (comprada na feira dos produtores)
3 long necks de cerveja e uma garrafa de vinho (nós usamos Kaiser Gold e um Santa Helena Carmenere/Malbec)
Modo de preparo
Enquanto vai fazendo, consuma a cerveja.
Primeiro hidrate o funghi (o jeito certo é ferver a água e depois colocar o funghi por cerca de 30 minutos. Se estiver sem tempo, ferva a água já com o funghi e deixe por mais uns 5 ou 10 minutos. Foi assim que eu fiz). Separe o funghi e utilize a água para cozinhar o arroz.
Refogue quase uma cebola com azeite extra-virgem (aqui em casa a gente usa muito azeite, é pro colesterol bom) e o tomate. Refogar é a hora de também colocar o tempero, ok?
Antes de o tomate desmanchar, coloque o arroz e deixe fritar um pouquinho.
Depois jogue mais ou menos 1/3 da água do funghi.
Enquanto cozinha, pique: o frango, a lingüiça, a couve e o funghi, rale o queijo.
Para temperar o frango use água filtrada, suco de 1 limão e um pouquinho de tempero alho e sal.
Enquanto isso o arroz vai cozinhando. Na segunda ou terceira água, aquela que hidratou o cogumelo, que deve estar quentinha, coloque o funghi e a couve picadinhos.
Aí você já pode começar a fritar o frango. O processo é o mesmo: azeite com cebola, depois o frango. Nesse caso é legal tampar a panela no início do processo para cozinhar. O Kenji teve uma idéia genial e jogou shoyu (molho de soja). Ficou uma delícia.
Esse é o momento ideal para experimentar o risoto, conferir o tempero e se o arroz já cozinhou. Se estiver faltando alguma coisa, coloque agora, cozinhe mais um pouquinho e desligue.
Assim que tirar do fogo, coloque a manteiga gelada e o queijo, que vão derreter lindamente na sua frente.
O ideal é servir logo em seguida, mas a gente não conseguiu fazer isso porque tinha que fritar a lingüiça, então guardamos no forno.
Enquanto o frango já está quase pronto, frite a lingüiça com azeite e cebola também.
Agora você já pode comer! Quem é de frango come com frango, quem é de lingüiça come com lingüiça e quem é vegan come sem carne. Fica bom de qualquer jeito. Vale também colocar um pouco de queijo ralado por cima.
Consuma com o vinho, de preferência, acompanhado por boa música. E é claro, com quem ajudou a fazer, porque a companhia é o principal tempero.
Risoto de funghi com couve
Ótima receita para se fazer num domingo a dois, dividindo as tarefas.
Ingredientes
1 a 2 cebolas picadas
Azeite extra-virgem
2 tomates sem pele e sem semente bem picadinhos
2 ½ xícaras de arroz arbório
1 taça de conhaque (a receita original dizia vinho branco, como eu não tinha, usei conhaque, se eu não tivesse, usaria saquê ou cachaça, ou cerveja. Se você algum dia utilizar qualquer outra opção alcoólica, por favor, me conte se ficou bom)
Água fervente
1 pacote de funghi secchi
2 ou 3 folhas de couve sem talo
1 ½ colher de manteiga gelada
300 gramas de queijo da sua preferência (eu usei o queijo do Márcio, que é uma espécie de mussarela menos cozida, mas você pode usar o queijo que gostar: parmesão fresco, canastra, mussarela normal...)
tempero alho e sal
Opcional:
- 400 gr de peito de frango
- 300 gr de lingüiça calabresa (comprada na feira dos produtores)
3 long necks de cerveja e uma garrafa de vinho (nós usamos Kaiser Gold e um Santa Helena Carmenere/Malbec)
Modo de preparo
Enquanto vai fazendo, consuma a cerveja.
Primeiro hidrate o funghi (o jeito certo é ferver a água e depois colocar o funghi por cerca de 30 minutos. Se estiver sem tempo, ferva a água já com o funghi e deixe por mais uns 5 ou 10 minutos. Foi assim que eu fiz). Separe o funghi e utilize a água para cozinhar o arroz.
Refogue quase uma cebola com azeite extra-virgem (aqui em casa a gente usa muito azeite, é pro colesterol bom) e o tomate. Refogar é a hora de também colocar o tempero, ok?
Antes de o tomate desmanchar, coloque o arroz e deixe fritar um pouquinho.
Depois jogue mais ou menos 1/3 da água do funghi.
Enquanto cozinha, pique: o frango, a lingüiça, a couve e o funghi, rale o queijo.
Para temperar o frango use água filtrada, suco de 1 limão e um pouquinho de tempero alho e sal.
Enquanto isso o arroz vai cozinhando. Na segunda ou terceira água, aquela que hidratou o cogumelo, que deve estar quentinha, coloque o funghi e a couve picadinhos.
Aí você já pode começar a fritar o frango. O processo é o mesmo: azeite com cebola, depois o frango. Nesse caso é legal tampar a panela no início do processo para cozinhar. O Kenji teve uma idéia genial e jogou shoyu (molho de soja). Ficou uma delícia.
Esse é o momento ideal para experimentar o risoto, conferir o tempero e se o arroz já cozinhou. Se estiver faltando alguma coisa, coloque agora, cozinhe mais um pouquinho e desligue.
Assim que tirar do fogo, coloque a manteiga gelada e o queijo, que vão derreter lindamente na sua frente.
O ideal é servir logo em seguida, mas a gente não conseguiu fazer isso porque tinha que fritar a lingüiça, então guardamos no forno.
Enquanto o frango já está quase pronto, frite a lingüiça com azeite e cebola também.
Agora você já pode comer! Quem é de frango come com frango, quem é de lingüiça come com lingüiça e quem é vegan come sem carne. Fica bom de qualquer jeito. Vale também colocar um pouco de queijo ralado por cima.
Consuma com o vinho, de preferência, acompanhado por boa música. E é claro, com quem ajudou a fazer, porque a companhia é o principal tempero.
terça-feira, março 11, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Iroko
Eu ando doida para escrever nesse blog.
Queria publicar uma foto bacanona de mim mesma toda feliz e sorridente tocando tambor na chuva em Ouro Preto.
Contar da visita da minha irmã Luana, de 14 anos, que foi sensacional.
Discutir com as meninas as bundas, tanto da Simone de Beauvoir como a do Cheiro do Ralo, filme fantástico que eu só assisti outro dia.
Avisar que a Zen está bem, que a cirurgia foi um sucesso, tanto que desde a dita a gata não brigou com ninguém, nem mesmo com a Capitu.
Reclamar da sinusite que não passa tem mais de mês e da telemig celular que me deixou dias e dias sem celular (mas agora a situação já resolveu, felizmente)
Mas tudo isso com tempo, desenvolvendo as idéias, descrevendo processos.
Mas não deu. Não dá. Então eu deixo assim mesmo, em tópicos. Depois eu conto mais, no dia que der.

Orixá Tempo
Eu ando doida para escrever nesse blog.
Queria publicar uma foto bacanona de mim mesma toda feliz e sorridente tocando tambor na chuva em Ouro Preto.
Contar da visita da minha irmã Luana, de 14 anos, que foi sensacional.
Discutir com as meninas as bundas, tanto da Simone de Beauvoir como a do Cheiro do Ralo, filme fantástico que eu só assisti outro dia.
Avisar que a Zen está bem, que a cirurgia foi um sucesso, tanto que desde a dita a gata não brigou com ninguém, nem mesmo com a Capitu.
Reclamar da sinusite que não passa tem mais de mês e da telemig celular que me deixou dias e dias sem celular (mas agora a situação já resolveu, felizmente)
Mas tudo isso com tempo, desenvolvendo as idéias, descrevendo processos.
Mas não deu. Não dá. Então eu deixo assim mesmo, em tópicos. Depois eu conto mais, no dia que der.
Orixá Tempo
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