Como profissional de marketing, reconheço que somos treinados para identificar tendências e padrões. O objetivo é agregar valor aos produtos que vendemos. Quanto mais um produto (seja um pedaço de plástico, um sabonete, um avião, ou um componente de computador) ganhar ‘valor’ subjetivo por meio do marketing, melhor. Para fazer isso identificamos na sociedade padrões e valores que nos auxiliam nesse intuito. Sim, administração e marketing são ciências sociais e suas ações interferem, impactam, transformam e consolidam papéis na realidade social. Até aí tudo bem. Vivemos em uma sociedade capitalista e convivemos com as dores e delícias dessa realidade.
E como sociedade, temos que aprender mesmo que a duras penas. Com a indústria tabagista, por exemplo, aprendemos que limites são necessários. Há 50 anos a indústria do cigarro fazia todo tipo de publicidade, patrocinava Hollywood, fazia um marketing perfeito: vendia desejo, status, prazer. As mais de mil substâncias tóxicas envolvidas no papelzinho branco eram meros detalhes. A dependência química, quando descoberta, foi motivo de alegria e não de preocupação. Hoje pensar nisso nos parece uma loucura não? Voltando ao exemplo, o fato é que o número absurdo de mortes e o descaso da indústria com os “efeitos indesejáveis” de seu produto dos sonhos fez com que a sociedade se mobilizasse. Através do Estado, que mudou suas leis, informou a população dos riscos e cobrou na justiça, hoje a indústria tabagista é regulada. Fuma quem quer, mas a festa da propaganda acabou.
Gosto desse exemplo porque ele serve para duas reflexões importantes. A necessidade de regular os abusos mercadológicos da indústria alimentícia, de brinquedos, de cosméticos que não se constrangem em focar deliberadamente nas crianças, é uma delas. A outra é o papel da sociedade nessa batalha.
E aí me lembro da Giselle e a tal propaganda de calcinha. Será que os profissionais de marketing vão continuar virando as costas para a sociedade e fingindo que é legal tratar a mulher como idiota? Será que eles não percebem que se a Secretaria de Políticas para as Mulheres tomou uma atitude foi porque a sociedade assim solicitou? Por mais que os reacionários e comprometidos com as gordas verbas publicitárias bradem que não, gritem e esperneiem como baratas submersas no Detefon, isso é um fato.
Não adianta tapar os ouvidos, os movimentos sociais existem. E sim, eles também interferem no mercado. Os profissionais de marketing deveriam saber disso. Todo produto pode ser vendido com inteligência e ética. O desafio que fica é justamente descobrir os padrões e tendências certos. Não porque isso é louvável, mas porque é necessário para atender as demandas da sociedade. Isso vale para vender veneno em doses homeopáticas, comida, sutiã ou brinquedos.
E aí finalmente chegamos ao dia das crianças. Tudo que foi colocado aqui se aplica, infelizmente, ao bombardeamento que as crianças sofrem para consumir. E nessa data específica, o recado permanece para o mercado, mas é mais importante para os pais. Estamos no meio da batalha para não transformar nossos filhos em meros compradores de produtos. O arsenal, quando se trata de crianças, é pesado. Mas quem define ainda somos nós. Temos que entender que não existem brinquedos de meninos e de meninas, assim como nenhuma entre dez estrelas jamais usou lux luxo na vida. Dividir as gôndolas das lojas em ‘azul’ e ‘rosa’, vender esmalte ou batons “próprios para meninas” são artifícios mercadológicos meticulosamente avaliados para otimizar vendas. Apontar para as consequências maléficas que isso causa para a construção da autoimagem das nossas crianças, é problema nosso.
Hoje, a minha filha ganhou uma mesa de ferramentas com martelo, alicate, parafusos e uma furadeira. Quando foi perguntada, ela disse que usaria o martelo para consertar a porta e a furadeira para fazer papá. Morremos de rir. É essa liberdade que aos dois anos ela precisa, de opções e liberdade para exercitar a imaginação. Pense nisso na próxima vez que comprar a primeira bobagem cor de rosa que um vendedor lhe apresentar.
Este post retira esse blog de sua tumba e faz parte de uma blogagem coletiva sobre infância e Consumo do grupo de discussão Blogueiras Feministas.
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quarta-feira, outubro 12, 2011
segunda-feira, novembro 01, 2010
Muito bom
Hoje eu tô feliz.
Primeiro porque o Brasil acaba de eleger a primeira mulher presidente da república.
Isso é tão rico, tão bacana, tem tanto a ver com sonhos de 1989.
Depois porque meu fim de semana foi ótimo.
Meu sábado foi fantástico na casa da Cyntia, do Murilo e do Max.
O passeio, o pão de requeijão e até o banho da Teresa, tudo perfeito. Adorei.
E hoje a galera de Sampa. Pudemos colocar a conversa em dia, bater papo como nos bons e velhos tempos.
Meu cooktop funcionou lindamente e pudemos comer fondue e beber vinhho aos montes. Sem contar a saudade que eu estava de uma boa e verdadeira dose de Fofinha, a melhor cachaça de todo os tempos. (Aliás, Osmar, meu amigo, se você ainda puder me
ouvir, por favor, me arrume mais algumas garrafas, ok?)
E a Teresa ainda ganhou uma camiseta rock star com uma caveirinha bordada.
Como alguém pode ser mais feliz que isso?? ;-)
Primeiro porque o Brasil acaba de eleger a primeira mulher presidente da república.
Isso é tão rico, tão bacana, tem tanto a ver com sonhos de 1989.
Depois porque meu fim de semana foi ótimo.
Meu sábado foi fantástico na casa da Cyntia, do Murilo e do Max.
O passeio, o pão de requeijão e até o banho da Teresa, tudo perfeito. Adorei.
E hoje a galera de Sampa. Pudemos colocar a conversa em dia, bater papo como nos bons e velhos tempos.
Meu cooktop funcionou lindamente e pudemos comer fondue e beber vinhho aos montes. Sem contar a saudade que eu estava de uma boa e verdadeira dose de Fofinha, a melhor cachaça de todo os tempos. (Aliás, Osmar, meu amigo, se você ainda puder me
ouvir, por favor, me arrume mais algumas garrafas, ok?)
E a Teresa ainda ganhou uma camiseta rock star com uma caveirinha bordada.
Como alguém pode ser mais feliz que isso?? ;-)
sábado, outubro 02, 2010
Bubuia
- Bubuia
- Bubuia filhinha, o que é?
- Bubuia...buubuia... bubuiaa
- Tá bom, filhinha, bubuia.
Dois dias depois:
- Bubuia
- Mais bubuia, Tetê?
- Bubu...ia...Bubu..ie...
- Bubuie??
- Bubu...Bubu...ie...
- ??
- Bubu...ieta! Bubuieta! (sorrisão)
Hoje no carro:
- E a borboleta, Tetê?
- Boboieta! (sorriso super seguro de si!)
- Bubuia filhinha, o que é?
- Bubuia...buubuia... bubuiaa
- Tá bom, filhinha, bubuia.
Dois dias depois:
- Bubuia
- Mais bubuia, Tetê?
- Bubu...ia...Bubu..ie...
- Bubuie??
- Bubu...Bubu...ie...
- ??
- Bubu...ieta! Bubuieta! (sorrisão)
Hoje no carro:
- E a borboleta, Tetê?
- Boboieta! (sorriso super seguro de si!)
segunda-feira, setembro 27, 2010
No susto
Acabei de surrupiar do Marcelo Belico a gracinha acima. Por que? Porque é livro, porque é lindo e porque eu e Teresa merecemos. Saiba mais
quarta-feira, setembro 22, 2010
Conto Africano

Devidamente lido para Teresa uma noite dessas. É mais ou menos assim:
A história da GATA ou como os gatos se tornaram domésticos
(vejam bem, ninguém disse que eles foram domesticados...)
Era uma vez uma gata selvagem que cansou de ser sozinha. Aí ela encontrou um gato selvagem e pensou: esse gato selvagem é o animal mais bacana da floresta! E foi viver com ele.
Num belo dia, um leopardo apareceu e deu um surra no gato selvagem. A gata pensou: oh, o leopardo é o animal mais incrível da selva! E trocou de parceiro.
Evidentemente, em outro dia, apareceu o leão e a história se repetiu. E depois do leão, veio o elefante, que pisou na cabeça do rei das selvas, e passou a ser o querido da gata.
Numa manhã ensolarada, a gata que ronronava na orelha do elefante, ouve um estrondo e vê o elefante tombar no chão. Tentando entender o que havia acontecido, encontra o homem e sua espingarda. Mais uma vez, a gata pensa: está aí o animal mais admirável da floresta e o segue até sua aldeia. Chegando lá, deita na palha que serve de telhado para a choupana do homem e fica por lá caçando os ratos da redondeza.
O tempo passa e quando tudo parece bem, a gata ouve uma gritaria na casa do homem. São as vozes do homem e sua mulher. Em seguida, o homem sai da choupana e cai estendido na terra.
'Finalmente! Encontrei o animal mais incrível da natureza: a mulher'. Assim, a gata entra na casa, aninha-se próximo ao fogareiro e nunca mais vai embora.
sexta-feira, setembro 10, 2010
Desmame - como fazer
Para encerrar o assunto, acho que vale a pena deixar uma dica sobre como desmamar sem sofrer com leite empedrado no peito para aquelas que desmamarão um dia. Essa informação, infelizmente, não encontrei em lugar algum e só depois de ligar para a minha ginecologista que a coisa melhorou.
Bom, primeiro os fatos. Mesmo amamentando com um peito só, eu ainda produzia uma quantidade de leite boa quando decidi desmamar a Teresa definitivamente. A pediatra havia sugerido, meio por alto, que eu deveria parar de uma vez, enfaixar o peito e colocar compressa fria (gelo) para diminuir a produção do leite.
Eu entendi que apenas a compressa fria estava relacionada com a produção de leite e deduzi que a faixa seria apenas para diminuir o acesso do bebê ao peito. Como a Teresa não ligou muito, eu pulei a parte da faixa e fiquei só com a compressa fria. Erro um. Também fui orientada a não ordenhar o leite que fosse produzido porque é o leite 'parado' no peito que inibe a produção de mais. Segui essa orientação à risca e esse foi o meu segundo erro.
O que aconteceu foi que o meu peito lotou de leite, empedrou e eu fiquei uns três dias morrendo de dor. Além do desconforto de ter a nítida sensação que a mama havia sido substituída por uma prótese de concreto, qualquer coisa que encostasse nela me fazia gritar de dor. Pensei até em tomar uns remédios para suprimir a produção de leite e liguei para minha ginecologista. Essa foi a salvação da lavoura.
Ela me explicou que as compressas frias eram boas mas não seriam o suficiente (até porque não dá para ficar o dia inteiro com gelo no peito em dia de expediente, né?), que deveria esvaziar o meu peito (porque muito da dor era causada pelo leite parado), e enfaixar, para dar sustenção ao peito e inibir a produção (sim, a faixa também ajuda nesse processo. Arrá!). Como o meu peito ainda doía muito, tomei um banho quente (a água quente ajuda na circulação da mama e por isso 'amolece' o leite
empedrado e facilita horrores na hora da ordenha), tirei o máximo de leite que consegui, enfaixei as mamas bem firmes e ainda coloquei um bustiê para dar mais sustentação.
Aí foi batata. A dor diminuiu e o peito realmente não voltou a produzir aquela quantidade de leite. Por isso, mamães, a minha dica na hora de desmamar é:
Amamente pela última vez. Com o peito vazio enfaixe firme. Quando sentir o peso do leite, utilize a compressa de gelo para ajudar. Se começar a pesar muito e empedrar, ordenhe. Realmente, o leite 'parado' diminui a produção, mas também causa dor. Então, não sofra sem necessidade, retire o leite que está incomodando. A faixa e a compressa vão diminuir a quantidade naturalmente.
É super simples e se eu tivesse feito dessa forma desde o início teria me poupado de
um bocado de dor. Portanto, fica a dica. :-)
Bom, primeiro os fatos. Mesmo amamentando com um peito só, eu ainda produzia uma quantidade de leite boa quando decidi desmamar a Teresa definitivamente. A pediatra havia sugerido, meio por alto, que eu deveria parar de uma vez, enfaixar o peito e colocar compressa fria (gelo) para diminuir a produção do leite.
Eu entendi que apenas a compressa fria estava relacionada com a produção de leite e deduzi que a faixa seria apenas para diminuir o acesso do bebê ao peito. Como a Teresa não ligou muito, eu pulei a parte da faixa e fiquei só com a compressa fria. Erro um. Também fui orientada a não ordenhar o leite que fosse produzido porque é o leite 'parado' no peito que inibe a produção de mais. Segui essa orientação à risca e esse foi o meu segundo erro.
O que aconteceu foi que o meu peito lotou de leite, empedrou e eu fiquei uns três dias morrendo de dor. Além do desconforto de ter a nítida sensação que a mama havia sido substituída por uma prótese de concreto, qualquer coisa que encostasse nela me fazia gritar de dor. Pensei até em tomar uns remédios para suprimir a produção de leite e liguei para minha ginecologista. Essa foi a salvação da lavoura.
Ela me explicou que as compressas frias eram boas mas não seriam o suficiente (até porque não dá para ficar o dia inteiro com gelo no peito em dia de expediente, né?), que deveria esvaziar o meu peito (porque muito da dor era causada pelo leite parado), e enfaixar, para dar sustenção ao peito e inibir a produção (sim, a faixa também ajuda nesse processo. Arrá!). Como o meu peito ainda doía muito, tomei um banho quente (a água quente ajuda na circulação da mama e por isso 'amolece' o leite
empedrado e facilita horrores na hora da ordenha), tirei o máximo de leite que consegui, enfaixei as mamas bem firmes e ainda coloquei um bustiê para dar mais sustentação.
Aí foi batata. A dor diminuiu e o peito realmente não voltou a produzir aquela quantidade de leite. Por isso, mamães, a minha dica na hora de desmamar é:
Amamente pela última vez. Com o peito vazio enfaixe firme. Quando sentir o peso do leite, utilize a compressa de gelo para ajudar. Se começar a pesar muito e empedrar, ordenhe. Realmente, o leite 'parado' diminui a produção, mas também causa dor. Então, não sofra sem necessidade, retire o leite que está incomodando. A faixa e a compressa vão diminuir a quantidade naturalmente.
É super simples e se eu tivesse feito dessa forma desde o início teria me poupado de
um bocado de dor. Portanto, fica a dica. :-)
quarta-feira, setembro 08, 2010
Desmame
Eu queria começar esse texto com um ponto. Assim: .
Uma coisa meio Clarice Lispector, sabe?
Porque é o que estou sentindo nesse momento. Um ponto final no meio do peito, com o alívio e a melancolia que isso traz.
A sensação de missão cumprida, de liberdade e a certeza que funcionou ajudam.
A Teresa não demonstrou falta alguma, está ótima e eu respiro aliviada.
Mamãe, mamãe não chore, a vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui.
O resto é comigo. Porque agora, que acabou, eu digo.
Ainda estou machucada, enfaixada, sentida. Não pretendo mentir nem esconder.
Mas a vida é assim. Aprende, mamãe.
Aprende a conviver com esse sentimento tresloucado que envolve um orgulho imenso e essa saudadezinha safada daquilo que não volta.
Aí eu penso no quanto a gente é instinto, bicho. Toda mãe é meio vaca, meio galinha. No sentido bacana mesmo, de ter peito (no sentido literal ou não) para nutrir e asa para agasalhar. Só que aí me lembro de que a gente também não pode ser só instinto, só vaca ou só galinha. Temos que ir além, respirar e deixar crescer, entregar para o mundo, com limites e valores. E isso demanda racionalidade, estudo, exercício.
Dizer que é fácil não dá, mas enriquece. Eu acho. Mesmo em dias como esse, que mesmo pais, ficamos menores que nossos filhos.
Uma coisa meio Clarice Lispector, sabe?
Porque é o que estou sentindo nesse momento. Um ponto final no meio do peito, com o alívio e a melancolia que isso traz.
A sensação de missão cumprida, de liberdade e a certeza que funcionou ajudam.
A Teresa não demonstrou falta alguma, está ótima e eu respiro aliviada.
Mamãe, mamãe não chore, a vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui.
O resto é comigo. Porque agora, que acabou, eu digo.
Ainda estou machucada, enfaixada, sentida. Não pretendo mentir nem esconder.
Mas a vida é assim. Aprende, mamãe.
Aprende a conviver com esse sentimento tresloucado que envolve um orgulho imenso e essa saudadezinha safada daquilo que não volta.
Aí eu penso no quanto a gente é instinto, bicho. Toda mãe é meio vaca, meio galinha. No sentido bacana mesmo, de ter peito (no sentido literal ou não) para nutrir e asa para agasalhar. Só que aí me lembro de que a gente também não pode ser só instinto, só vaca ou só galinha. Temos que ir além, respirar e deixar crescer, entregar para o mundo, com limites e valores. E isso demanda racionalidade, estudo, exercício.
Dizer que é fácil não dá, mas enriquece. Eu acho. Mesmo em dias como esse, que mesmo pais, ficamos menores que nossos filhos.
segunda-feira, julho 19, 2010
Quem manda aqui?
Eu gosto de ir à pediatra da Teresa, a ótima Valentina, porque em toda consulta ela me lembra que na nossa relação, minha com a Teresa, quem manda sou eu. E é assim que tem que ser, para o bem da filhota, já que ela precisa de orientação e firmeza para se sentir segura. Isso parece muito simples e muito óbvio, mas é difícil pra caráleo. Sabe por que? Porque os bebês são lindos. E além de lindos, nós, os pais, os amamos profundamente. Como resistir?
Sabe aquele tipo de cara, lindo, inteligente, que tem o poder de fazer o que quiser com você?
Você sabe que ele está te enrolando, você sabe que não vai sair nada dali, mas ele é tão bonito, tão inteligente e você gosta tanto dele... Aí você acorda no outro dia, o celular dá fora de serviço ou desligado e você pensa: filho da puta, me enrolou de novo!
É assim com os bebês. Eles fazem beicinho, dão aquelas risadinhas deliciosas que só os bebês sabem dar, choram lágrimas sentidas e chamam mamãe... Mas você não pode ceder, porque eles só querem engalobar você.
Tem que cortar a unha, tem que andar de mão dada, tem que escovar dente e lavar atrás da orelha. Parece fácil, galera, mas cada item é uma luta diária.
Isso tudo pra dizer que depois de uma boa conversa com a Valentina combinamos que eu vou desmamar a Teresa nos próximos 90 dias. Concluímos que os benefícios da amamentação já foram todos aproveitados, ela está com peso e tamanho ótimos e já com quase 18 meses de vida. Portanto, move on, é pra frente que se anda. O prazo alargado, de fato, é para mim, não para Teresa. Como disse a Valentina: 'quem manda no peitão é você. Então prepare-se, e no dia que estiver pronta, simplesmente corte a amamentação. Ela vai reclamar um pouquinho, não vai querer a mamadeira, mas quando a fome apertar, tudo estará resolvido'.
Por isso estou aqui, me preparando emocionalmente para mais esse passo. Para resistir ao beicinho, ao choro, ao meu bebê querendo mais de mim e eu negando. Negando por ela, para que ela cresça e se desenvolva ainda mais. É assim que funciona, eu a incentivando a crescer por um lado e ela apresentando os desafios e me botando pra frente também.
Sabe aquele tipo de cara, lindo, inteligente, que tem o poder de fazer o que quiser com você?
Você sabe que ele está te enrolando, você sabe que não vai sair nada dali, mas ele é tão bonito, tão inteligente e você gosta tanto dele... Aí você acorda no outro dia, o celular dá fora de serviço ou desligado e você pensa: filho da puta, me enrolou de novo!
É assim com os bebês. Eles fazem beicinho, dão aquelas risadinhas deliciosas que só os bebês sabem dar, choram lágrimas sentidas e chamam mamãe... Mas você não pode ceder, porque eles só querem engalobar você.
Tem que cortar a unha, tem que andar de mão dada, tem que escovar dente e lavar atrás da orelha. Parece fácil, galera, mas cada item é uma luta diária.
Isso tudo pra dizer que depois de uma boa conversa com a Valentina combinamos que eu vou desmamar a Teresa nos próximos 90 dias. Concluímos que os benefícios da amamentação já foram todos aproveitados, ela está com peso e tamanho ótimos e já com quase 18 meses de vida. Portanto, move on, é pra frente que se anda. O prazo alargado, de fato, é para mim, não para Teresa. Como disse a Valentina: 'quem manda no peitão é você. Então prepare-se, e no dia que estiver pronta, simplesmente corte a amamentação. Ela vai reclamar um pouquinho, não vai querer a mamadeira, mas quando a fome apertar, tudo estará resolvido'.
Por isso estou aqui, me preparando emocionalmente para mais esse passo. Para resistir ao beicinho, ao choro, ao meu bebê querendo mais de mim e eu negando. Negando por ela, para que ela cresça e se desenvolva ainda mais. É assim que funciona, eu a incentivando a crescer por um lado e ela apresentando os desafios e me botando pra frente também.
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