Olha que bacana, o Sapujo, o grande pai da pequena Sara, abriu uma loja de instrumento de percussão virtual, a Onjó Angoma. Lá tem caixa, berimbau, cajón, bongô, agogô, caxixi e muitos outros instrumentos.
Eu que já brinquei muito de tocar pandeiro, que tenho uma saudade fudida da galera do pandeiro mineiro, achei a ideia o máximo.
Vale lembrar que muitos anos atrás, o Onjó do Sapujo era dividido com o Kenji. Epocazinha boa, lúdica, quando eu e Sheila éramos ilustres convidadas naquele apê aconchegante onde a gente se divertia as pampas.
Acho que todo mundo que eu conheço e que eu já conhecia naquela época, se divertiu ali. Aliás, os domingos felizes foram, de certa forma, projetados no apê da Rua Timbiras.
Dá um saudade danada. Acho que até hoje, se a vida fosse um pouco mais simples do que a realidade a faz, eu convidaria o Sapujo e a Sheila para comprar uma casa em Santa Luzia, para dividirmos as despesas e criarmos nossas crianças juntas, com pé na terra, calcinha suja de terra, muita música e capoeira.
Mas isso é só delírio, deixa eu voltar para o mundo real. :-)
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terça-feira, julho 27, 2010
segunda-feira, julho 02, 2007
Prezados leitores, um comunicado importante
A Barbearia de Blues
voltou a funcionar, todo sábado, de 17 às 19 horas no Espaço Cultural Solar, Av. Bernardo Monteiro, 60 – Floresta (ao lado do Amarelinho).
Inspirada na Lori, farei um FAQ da Barbearia:
Que idéia esdrúxula é essa?
A inspiração para a Barbearia de Blues em BH veio dos States.
Um bando de gente se reúne semanalmente em Washington para tocar Blues numa Barbearia velha.
O antigo dono dessa barbearia era bluseiro e quando morreu seus amigos, para homenageá-lo e matar a saudade, resolveram se encontrar e tocar Blues.
A diferença básica entre as duas barbearias é que por aqui ninguém morreu.
Dessa forma o único objetivo é encontrar e tocar mesmo.
Nomes, datas e regrinhas no site .
Quem pode ir à Barbearia?
Todo mundo que gosta de tocar e ouvir Blues.
Se eu não toco nenhum instrumento nem canto eu posso ir à Barbearia?
Pode.
E porque eu faria isso?
Para se divertir.
Além de ouvir Blues, você poderá beber e comer no agradável Espaço Cultural Solar, encontrar velhos amigos e fazer novos.
Lembre-se, você está em Belo Horizonte, onde iniciativas como essa, são raras.
Provavelmente reunirá pessoas que, como você, sentem falta de opções que não envolvam apenas forró ou samba (nada contra nenhum dos dois gêneros, que eu gosto muito).
Ou seja, pessoas com gostos e interesses parecidos com os seus.
Se eu toco um instrumento/canto, mas tenho vergonha de fazê-lo em público, posso ir à Barbearia?
Pode e deve.
Por que posso e devo?
Porque você é o principal público alvo da Barbearia.
A idéia é justamente reunir amadores que adoram Blues, mas não têm espaço para tocar.
Não se preocupe, ninguém vai obrigá-lo a tocar na primeira vez que aparecer.
Você vai tocar quando quiser e quando perceber que tem um monte de gente que toca do mesmo jeito e que você nem é tão ruim assim.
E se eu toco um instrumento/canto para caralho, mas não tenho banda nem onde tocar, posso ir?
Pode e deve.
Você não vai ganhar dinheiro nenhum com isso, no entanto poderá tocar horrores, conhecer pessoas que curtem Blues tanto quanto você e quem sabe até encontrar outros músicos para montar sua sonhada banda.
E se eu toco um instrumento/canto para caralho, tenho banda e até ganho dinheiro com isso, porque iria gastar meu precioso tempo indo à Barbearia?
Você pode não saber, mas tem vários motivos para ir.
O primeiro deles é divulgar o seu trabalho.
A Barbearia será um excelente local para mostrar o quanto você é foda e se aproximar de seus futuros fãs.
Na barbearia você também terá a oportunidade de testar seu repertório, saber se o seu som realmente agrada.
E o mais incrível de tudo, você poderá se divertir, o que dinheiro algum pode pagar.
Se eu já fui à Barbearia de Blues em suas primeiras edições, por que voltaria?
Porque você lembra o quanto é legal.
Se eu sou do gaita-bh, do gaita-l, conheço a galera há anos mas não tenho tempo e acho o local, a data e o horário péssimos, porque mesmo assim eu deveria ir?
Porque um dia você vai morrer e seus amigos também.
E quando você estiver velho, sem poder beber, nem fumar, com filhos dizendo que você é um inútil, suas opções serão:
- Arrepender-se porque poderia ter ido e tocado e estado com seus amigos muito mais vezes, mas você pensou só nos problemas, não apareceu na Barbearia de Blues e ficou a ver navios.
- Lembrar de todos os bons momentos que viveu na Barbearia de Blues e assumir que se hoje é um velho rabugento e inútil pelo menos fez coisas mais legais que os idiotas dos seus filhos.
- Se tivermos sorte e você ajudar, toda vez que se sentir um inútil, que não pode beber nem fumar, nem contar com os idiotas dos seus filhos, poderá, todos os sábados de 17 às 19 horas, tocar Blues com seus amigos.
Pense nisso.
A Barbearia de Blues
voltou a funcionar, todo sábado, de 17 às 19 horas no Espaço Cultural Solar, Av. Bernardo Monteiro, 60 – Floresta (ao lado do Amarelinho).
Inspirada na Lori, farei um FAQ da Barbearia:
Que idéia esdrúxula é essa?
A inspiração para a Barbearia de Blues em BH veio dos States.
Um bando de gente se reúne semanalmente em Washington para tocar Blues numa Barbearia velha.
O antigo dono dessa barbearia era bluseiro e quando morreu seus amigos, para homenageá-lo e matar a saudade, resolveram se encontrar e tocar Blues.
A diferença básica entre as duas barbearias é que por aqui ninguém morreu.
Dessa forma o único objetivo é encontrar e tocar mesmo.
Nomes, datas e regrinhas no site .
Quem pode ir à Barbearia?
Todo mundo que gosta de tocar e ouvir Blues.
Se eu não toco nenhum instrumento nem canto eu posso ir à Barbearia?
Pode.
E porque eu faria isso?
Para se divertir.
Além de ouvir Blues, você poderá beber e comer no agradável Espaço Cultural Solar, encontrar velhos amigos e fazer novos.
Lembre-se, você está em Belo Horizonte, onde iniciativas como essa, são raras.
Provavelmente reunirá pessoas que, como você, sentem falta de opções que não envolvam apenas forró ou samba (nada contra nenhum dos dois gêneros, que eu gosto muito).
Ou seja, pessoas com gostos e interesses parecidos com os seus.
Se eu toco um instrumento/canto, mas tenho vergonha de fazê-lo em público, posso ir à Barbearia?
Pode e deve.
Por que posso e devo?
Porque você é o principal público alvo da Barbearia.
A idéia é justamente reunir amadores que adoram Blues, mas não têm espaço para tocar.
Não se preocupe, ninguém vai obrigá-lo a tocar na primeira vez que aparecer.
Você vai tocar quando quiser e quando perceber que tem um monte de gente que toca do mesmo jeito e que você nem é tão ruim assim.
E se eu toco um instrumento/canto para caralho, mas não tenho banda nem onde tocar, posso ir?
Pode e deve.
Você não vai ganhar dinheiro nenhum com isso, no entanto poderá tocar horrores, conhecer pessoas que curtem Blues tanto quanto você e quem sabe até encontrar outros músicos para montar sua sonhada banda.
E se eu toco um instrumento/canto para caralho, tenho banda e até ganho dinheiro com isso, porque iria gastar meu precioso tempo indo à Barbearia?
Você pode não saber, mas tem vários motivos para ir.
O primeiro deles é divulgar o seu trabalho.
A Barbearia será um excelente local para mostrar o quanto você é foda e se aproximar de seus futuros fãs.
Na barbearia você também terá a oportunidade de testar seu repertório, saber se o seu som realmente agrada.
E o mais incrível de tudo, você poderá se divertir, o que dinheiro algum pode pagar.
Se eu já fui à Barbearia de Blues em suas primeiras edições, por que voltaria?
Porque você lembra o quanto é legal.
Se eu sou do gaita-bh, do gaita-l, conheço a galera há anos mas não tenho tempo e acho o local, a data e o horário péssimos, porque mesmo assim eu deveria ir?
Porque um dia você vai morrer e seus amigos também.
E quando você estiver velho, sem poder beber, nem fumar, com filhos dizendo que você é um inútil, suas opções serão:
- Arrepender-se porque poderia ter ido e tocado e estado com seus amigos muito mais vezes, mas você pensou só nos problemas, não apareceu na Barbearia de Blues e ficou a ver navios.
- Lembrar de todos os bons momentos que viveu na Barbearia de Blues e assumir que se hoje é um velho rabugento e inútil pelo menos fez coisas mais legais que os idiotas dos seus filhos.
- Se tivermos sorte e você ajudar, toda vez que se sentir um inútil, que não pode beber nem fumar, nem contar com os idiotas dos seus filhos, poderá, todos os sábados de 17 às 19 horas, tocar Blues com seus amigos.
Pense nisso.
segunda-feira, junho 18, 2007
Heaven e porque eu adoro fim de semana
Sexta: Primeira experiência próxima de um domingo feliz no apê novo. Ana, Arthur, Murilo, Cíntia e Paulinho provaram a minha pizza de funghi secchi. Foi muito bacana. Todos conversaram sobre tudo e eu tive mais notícias do Max, nosso pequeno notável.
Sem contar que as gatas ficaram muito felizes, do jeito delas, com as visitas.
Sábado: diversão pura. O Luciano Batista, gaitista muito gente boa de Juiz de Fora, nos convidou para assistir no Chevrolet Hall o show do Emerson Nogueira, que ele acompanha na gaita e na flauta transversal. Como a gente já tinha combinado de ir ao Capim Limão ver o João Timponi na cromática, acabamos assistindo a passagem de som do Emerson. Foi muito bacana, porque é o making off do show. A gente tem noção do que é um esquema profissa em termos de música, ouve as histórias, é muito interessante. E à noite fomos ouvir um jazzinho super bem levado pela banda Dejà Vu. O Capim Limão também é um lugar interessante e dependendo do público pode proporcionar vários tipos de espetáculos. Nesse sábado, fomos brindados por um casal apaixonado que deu um verdadeiro show de pegação explícita. Só faltou a produção de luzes e os efeitos sonoros. Juro que não é moralismo. Não tenho nada contra o sexo livre e até mesmo público, porque não? Mas as caras, bocas e jogadas de cabelo que a mulher fazia e a falta de cerimônia com que o cara enfiava a mão no decote dela, além de outras cositas, quase me mataram de rir. Na boa, é o tipo de exibicionismo que me faz crer que nós, o público, nos divertimos mais que o próprio casal envolvido.
Domingo: para fechar o fim de semana musical, fomos à Praça da Liberdade assistir o show do Marcus Suzano, com um tecladista que eu esqueci o nome: Alex alguma coisa. Som totalmente eletrônico, pandeiro com pedais, bem interessante. O Marcus Suzano toca pandeiro como eu nunca vi ninguém tocar na vida. Dá vontade de chorar. Eu finalmente entendi o que meus amigos gaitistas sentem quando assistem o Eberienos ou o Róbson tocar. Realmente tem-se a vontade de jogar o instrumento fora e esquecer aquilo. "A responsabilidade de tocar o seu pandeiro é a responsabilidade de você manter-se inteiro", Chico Science. Adorei isso.
Sobre o filme Heaven, é interessante. Eu assisti muito por acaso, no Telecine Cult, num hotel de São Paulo durante uma viagem a trabalho. Simplesmente a-do-rei, mas não sabia quem era o diretor nem nada. Acabei de saber que o roteiro é do Krzysztof Kieslowski. Ah bom! Tudo explicado! A direção é do Tom Tykwer de Corra, Lola, Corra, o que também é bom sinal. Agora quero assistir O Perfume – história de um assassino também dirigido pelo Tykwer.

Recomendo muito
Sexta: Primeira experiência próxima de um domingo feliz no apê novo. Ana, Arthur, Murilo, Cíntia e Paulinho provaram a minha pizza de funghi secchi. Foi muito bacana. Todos conversaram sobre tudo e eu tive mais notícias do Max, nosso pequeno notável.
Sem contar que as gatas ficaram muito felizes, do jeito delas, com as visitas.
Sábado: diversão pura. O Luciano Batista, gaitista muito gente boa de Juiz de Fora, nos convidou para assistir no Chevrolet Hall o show do Emerson Nogueira, que ele acompanha na gaita e na flauta transversal. Como a gente já tinha combinado de ir ao Capim Limão ver o João Timponi na cromática, acabamos assistindo a passagem de som do Emerson. Foi muito bacana, porque é o making off do show. A gente tem noção do que é um esquema profissa em termos de música, ouve as histórias, é muito interessante. E à noite fomos ouvir um jazzinho super bem levado pela banda Dejà Vu. O Capim Limão também é um lugar interessante e dependendo do público pode proporcionar vários tipos de espetáculos. Nesse sábado, fomos brindados por um casal apaixonado que deu um verdadeiro show de pegação explícita. Só faltou a produção de luzes e os efeitos sonoros. Juro que não é moralismo. Não tenho nada contra o sexo livre e até mesmo público, porque não? Mas as caras, bocas e jogadas de cabelo que a mulher fazia e a falta de cerimônia com que o cara enfiava a mão no decote dela, além de outras cositas, quase me mataram de rir. Na boa, é o tipo de exibicionismo que me faz crer que nós, o público, nos divertimos mais que o próprio casal envolvido.
Domingo: para fechar o fim de semana musical, fomos à Praça da Liberdade assistir o show do Marcus Suzano, com um tecladista que eu esqueci o nome: Alex alguma coisa. Som totalmente eletrônico, pandeiro com pedais, bem interessante. O Marcus Suzano toca pandeiro como eu nunca vi ninguém tocar na vida. Dá vontade de chorar. Eu finalmente entendi o que meus amigos gaitistas sentem quando assistem o Eberienos ou o Róbson tocar. Realmente tem-se a vontade de jogar o instrumento fora e esquecer aquilo. "A responsabilidade de tocar o seu pandeiro é a responsabilidade de você manter-se inteiro", Chico Science. Adorei isso.
Sobre o filme Heaven, é interessante. Eu assisti muito por acaso, no Telecine Cult, num hotel de São Paulo durante uma viagem a trabalho. Simplesmente a-do-rei, mas não sabia quem era o diretor nem nada. Acabei de saber que o roteiro é do Krzysztof Kieslowski. Ah bom! Tudo explicado! A direção é do Tom Tykwer de Corra, Lola, Corra, o que também é bom sinal. Agora quero assistir O Perfume – história de um assassino também dirigido pelo Tykwer.
Recomendo muito
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