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segunda-feira, julho 26, 2010

"Fez porque é machista"

Entrevista imperdível com a promotora de Justiça Luiza Eluf

Achei esses trechos fantásticos:

"A lei permite que se prenda o sujeito que ameaça a vida da mulher. Mas os juízes não mandam prender."

"Para eles as mulheres que estão na fatia decaída da sociedade são lixo. Eles, que tanto as procuram, têm ódio e desprezo por elas. Vamos continuar dividindo a sociedade entre as mulheres honestas e as decaídas? Essa divisão prejudica todas as mulheres, tem de acabar. Como? Trazendo as prostitutas para o lado bom da sociedade. É preciso enfrentar e dignificar a prostituição, porque ela não vai acabar."

"O espaço público é perigoso para os homens, que são 90% das pessoas assassinadas na rua. Mas o espaço doméstico é perigosíssimo para a mulher. Ela é atacada em casa. É vítima do marido, do pai, do irmão, do padrasto. São os homens que vivem em volta dela que batem, espancam, estupram e matam."

O melhor de todos:

O Pimenta não sabia que não podia matar a Sandra Gomide? Ele fez isso porque passava fome quando era pequeno ou porque apanhou dos pais? Não, fez isso porque é machista.


Entrevista publicada pela Revista Isto É da semana passada.

quinta-feira, julho 05, 2007

5th July or The Day After

Porque, na verdade, toda moeda tem duas faces.

Tradução livre de artigo publicado no site espanhol da Anistia Internacional.

2.000 dias de Guantánamo

O 4 de julho é um dia de festa nos Estados Unidos, aniversário de sua Declaração de Independência que consagra, entre outros, os seguintes princípios: que todos os homens são iguais, dotados pelo criador de certos direitos inalienáveis, que entre eles estão: a vida, a liberdade e a busca pela felicidade.

A amarga ironia é que, este ano, o 4 de julho também completa 2.000 dias desde que o governo norte-americano enviou os primeiros presos da "guerra contra o terror" para Guantánamo. (grifos originais)

Aproximadamente 375 presos permanecem reclusos em Guantánamo, muitos em condições cruéis, desumanas ou degradantes.

As autoridades norte-americanas afirmaram que entre 60 e 80 presos finalmente serão julgados por uma comissão militar. Um sistema de justiça que não reúne os requisitos mínimos, é discriminatório e que a Anistia Internacional pede aos Estados Unidos que abandone.

No ano passado pelo menos 15 presos "de alto valor" foram transferidos para Gantánamo vindos de centros de custódia secretos da CIA, o que reafirma o papel fundamental de Guantánamo na rede de detenções ilegais/ilegítimas dos Estados Unidos na "guerra contra o terror".

Cada dia que Guatánamo continua aberto, é um dia demais.