quarta-feira, dezembro 29, 2004

Dying Young

Eu já quis ser a Susan Sontag quando crescesse.



* 16-01-1933
+ 28-12-2004

Trechos de uma entrevista:

Devo dizer que não sou contra metáforas. Mas venho me dedicando há muito tempo a dizer "isto é o que é, não alguma outra coisa". Desde meus escritos de quando tinha 20 anos até hoje me guio pelo interesse de mostrar as coisas como elas são. Assim é mais fácil entendermos melhor a vida. Não sou contra a metáfora na poesia, claro, mas essa figura de linguagem é muito poderosa e pode servir para demagogia e mistificação. Se você for para os EUA hoje não vai ver guerra alguma, só um país mais repressivo. Antes havia o "império do mal", a União Soviética. Depois eles se suicidaram. Por 20 anos os EUA não tiveram um "império" contra quem lutar. Agora eles têm novamente. E é um império virtual.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Femme Fatale

Acho importante dividir os momentos importantes da nossa vida com os amigos.
Acredito que divulgando minhas experiências posso auxiliar outras pessoas a procurar ajuda.
Por essa razão tenho a honra de dizer a todos:
Eu estou há 1 ano sem TPM!! E isso é muito bom!

Pode parecer marketing, mas não é: procure seu médico. ;-)




quarta-feira, dezembro 22, 2004

Minority Report

Vamos falar sobre gatos. Ontem a Zul passou a noite no hospital. O objetivo era fazer uma limpeza decente no ouvido dela, já que ela não nos permitiu fazê-lo em casa. Para tanto, o atual veterinário, já é o terceiro, precisou sedá-la.

Aliás, esse veterinário tem um comportamento diferente dos outros dois. Ele me parece mais prático. Só não sei se isso é bom ou ruim.

O que vocês, meus amigos que têm gatos, gostam de gatos e entendem de gatos, acham??

È melhor um veterinário mais pragmático, que não tem pudores em sedar para examinar, cobra caro e cuida de bicho de rico, mas tem apresentado resultados,

OU

Um veterinário mais 'humano', mais barato, ligado às causas dos bichos, como adoção, e utilização de exames menos estressantes (leia-se: se não der, não encoste), tratamentos alternativos como floral, e que até hoje, de fato, não fez nenhuma bobagem mas também não resolveu o problema?




terça-feira, dezembro 21, 2004

With A Little Help From My Friends

Ainda sem palavras para descrever como o fim de semana foi bom.
Ainda sem tempo para atualizar esse blog decentemente.
Ainda tem showzim do Max & Kenji essa quinta.
Ainda curtindo as coisas boas de 2004.




quinta-feira, dezembro 16, 2004



Eu não sou muito chegada a músicas românticas, mas dessa eu realmente gosto.

Universally Speaking

I saw your face
Elegant and tired
Cut up from the chase
Still I so admired
Bloodshot your smile
Delicate and wild
Give me she wolf style
Rip right thru me

Silveretta the jets of a lifetime
Go and get her I've got her on my mind
Nothing better the feeling is so fine
Simply put I saw your love stream flow

Come on baby 'cos cause there's no name for
Give it up and I got what I came for
Universally speaking
Take it back and you make me nervous
Nothing better than love and service
Universally speaking
I win in the long run

I saw your crime
Dying to get high
Two of a kind
Beat all hands tonight

Silveretta the jets of a lifetime
Go and get her I've got her on my mind
Nothing better the feeling is so fine
Simply put I saw your love stream flow

Come on baby 'cos cause there's no name for
Give it up and I got what I came for
Universally speaking
Take it back and you make me nervous
Nothing better than love and service
Universally speaking
I win in the long run

Silveretta the jets of a lifetime
Go and get her I've got her on my mind
Nothing better the feeling is so fine
Simply put I saw your love stream flow

Simply put I saw your love stream flow
Let's go!

Red Hot Chili Peppers; in: By The Way






segunda-feira, dezembro 13, 2004

Brilho eterno de uma mente sem lembrança

Gostaria de avisar que estou me devendo a atualização dos links ao lado. Eu sempre lembro, mas depois sempre esqueço de colocar naquela lista blogs ótimos, que eu sempre visito, mas não estão aí porque eu sou uma cabeça oca. Exemplos: o novo blog da Roberta, o da Lola, o da Lori, o do Omni e o imperdível Idéia de Jerico.
Prometo para breve.

Gêmeos, mórbida semelhança

Esse fim de semana eu tomei cachaça com hortelã no Sapujo e Absinto na Adrianinha.
Existe uma certa semelhança no paladar das duas bebidas, um certo je ne sais quois de Halls, sabe como?
Sinceramente, a cachaça com hortelã deu mais barato. Aliás...
Bem, o fato é que meu relacionamento com essa bebida genuinamente nacional, misturada como nós, está cada vez mais estreito. Viva o povo e a cachaça brasileira!





sexta-feira, dezembro 10, 2004

Z

Negativo. Tudo negativo. Nada de leucemia nem AIDS felina.
Nunca um não foi tão positivo!
A Zul e eu agradecemos imensamente, e de coração, toda torcida positiva dessa semana.
Além de mim, o Kenji e até a Zen, do jeito dela, estamos comemorando os resultados. Agora é continuar com o remedinho para que a caçula da casa fique bem de vez.




quinta-feira, dezembro 09, 2004

O Diário de Bridget Jones 2 ou
Bridget Jones: no limite da razão

Em homenagem ao filme que assisti ontem:

Diga não a mulher bibelô!
Diga não ao homem cristaleira! (aquele que adora exibir a mulher bibelô)
Antes acima do peso do que burra.
Antes bêbada do que hipócrita.
Antes fumante do que fútil.
Antes amante do que patroa.
Antes imperfeita do que falsa. (sim, isso também vale para próteses de silicone)
Antes um cérebro exercitado do que uma bunda durinha.

Momento TPM-radical-xiita para extravasar. Passageiro, mas necessário. ;-)




sexta-feira, dezembro 03, 2004

Fim dos dias

Pronto. Chegou dezembro. Agora é só ladeira abaixo, correria de um lado pro outro, comprar presente, combinar quem traz o chester, quem faz o salpicão. Parece que as formigas atacam os fundos de todas as pessoas que saem correndo e abanando as mãos para cima como loucas.

Bem, entramos no redomoinho.
Esse fim de semana, Santos - Lançamento do CD do Gaita-L V.
11/12 - Despedida do Sapujo e da Sheila que farão companhia ao Mário lá em Manaus.
18/12 - Churrasco Editora Fórum em Lagoa Santa e Lançamento do CD do Gaita-L V durante o Minas Harp, aqui em BH.
24/12 - Véspera de Natal.
31/12 - Véspera do Reveillon.

E que venha 2005.



Meu querido companheiro

Segunda-feira, 1o. de dezembro, dia internacional da luta contra a AIDS, a veterinária levanta a hipótese da minha menina caçula ser soropositiva. O resultado sai na próxima terça-feira e estamos torcendo. Meu coração está desse tamaninho.

Agora, se for positivo, vamos cuidar dela do mesmo jeito. E quer saber? Antes isso. Antes ela ter vindo parar nas mãos de dois doidos que adoram gatos, têm tempo e disposição. Tenho certeza que, diante das possibilidades, ela está ótima, crescendo linda, bagunceira e vai continuar assim.






domingo, novembro 28, 2004

A Missão

Finalmente terminei o primeiro volume de Memória do Fogo, coletânea de relatos históricos recontados e reinventados por Eduardo Galeano sobre a conquista da América. Durante toda a leitura, você se pergunta: Por que eles conseguiram? Como eles foram capazes? Quem permitiu??

Talvez seja essa a resposta:

1691
Placentia

ADARIO, CHEFE DOS ÍNDIOS HURÕES, FALA AO BARÃO DE LAHONTAN, COLONIZADOR FRANCÊS DE TERRANOVA

Não, já bastante miseráveis são os senhores; não imagino como poderiam ser piores. A que espécie de criaturas pertencem os europeus, que classe de homens são? Os europeus que só fazem o bem por obrigação, e não tem outro motivo para evitar o mal que o medo ao castigo...
Quem lhes deu os países que habitam? Com que direito os possuem? Estas terras pertenceram desde sempre aos algonquinos. De verdade, meu irmão, sinto pena de ti do fundo da minha alma. Siga meu conselho e faça-te hurão. Vejo claramente a diferença que há entre a minha condição e à tua. Eu sou meu amo, e o amo da minha condição. Eu sou o amo do meu próprio corpo, disponho de mim, faço o que me dá prazer, sou o primeiro e o último da minha nação, não tenho medo de ninguém e só dependo do Grande Espírito. Em compensação teu corpo e tua alma estão condenados, dependem do grande capitão, o vice-rei dispõe de ti, não tens liberdade de fazer o que te vier a cabeça; vives com medo dos ladrões, das falsas testemunhas, dos assassinos; e deves obediência a uma infinidade de pessoas que estão por cima de ti. É verdade ou não é verdade?
(Eduardo Galeano, Memória do Fogo, Vol. 1 - Os Nascimentos)

Quem sabe, a força-motriz de tanta violência e destruição não foi a inveja?








terça-feira, novembro 23, 2004

A Identidade Bourne

Eu acho muito engraçado quando percebo uma imagem minha formulada pelo outro. Na maioria das vezes não é uma imagem falsa, porém é diferente da que eu mantenho de mim mesma. Por esses dias, isso aconteceu em duas situações.

Na primeira, descobri que, dentro de um determinado universo, eu sou a Ludmila do MST. Explico-me: em função de uma situação, entrei em uma comunidade do ORKUT denominada Anti-MST. Minha intenção ao trocar idéias naquele espaço, não era exatamente defender esse ou aquele movimento, mas no fundo, apresentar a possibilidade àquelas pessoas de manter um diálogo civilizado e racional com outras pessoas que pensam diferente delas.

Aliás, acredito eu, atualmente essa tem sido uma das minhas principais bandeiras: a tolerância. As pessoas podem discordar sem se ofender ou abrir mão de preceitos éticos, morais, sociais e de boa convivência.

Voltando ao ponto. Depois de mais de um mês do ocorrido, algumas pessoas comentaram comigo sobre o fato, como se ele, de certa forma, definisse a minha identidade ideológica.

Isso é muito interessante porque, na verdade, eu não tenho nenhuma relação com o MST, minha simpatia pelo movimento é cercada de reticências, mas o fato é que expondo meus pontos de vista acabei recebendo uma nova identidade. Longe de mim rejeitá-la, confesso que a recebi com estranheza mas também com um certo orgulho.

O segundo caso é que, para minha surpresa, algumas pessoas me consideram uma apreciadora de cachaça. Não é que eu não goste realmente, acontece que agora sou tratada (muito bem, diga-se de passagem), como uma exímia conhecedora da marvada.

Fui agraciada com duas garrafas esse sábado. Uma diretamente de Florianópolis, presente de um verdadeiro apreciador da bebida. A outra ganhei do Fred, da fazenda do pai dele, ou seja, fabricação própria. Outro interessante detalhe desse fenômeno é que agora, quando me convidam para uma festa, alguém sempre comenta: "olha, vai ter uma cachacinha , da terra do meu avô (ou algo que o valha), você não pode perder, aparece por lá".

Se eu gosto de cachaça? Gosto sim. Se eu entendo? Sinceramente, muito pouco. Por que as pessoas acham que eu entendo do assunto? Não tenho a menor idéia. Tudo bem que eu tenho casos engraçados que envolvem cachaça. Tudo bem que eu já cheguei na Letras & Expressões e a garçonete perguntou: E você Ludmila, o de sempre? E o de sempre era uma dose de Lua Cheia. Isso não significa, entretanto, que eu saiba diferenciar cachaças além de: essa eu gostei e essa eu não gostei. Na verdade, eu entendo é de beber, só isso, e ficava até meio receosa de ficar com fama de bebum, desregrada, e tal. Quem diria que beber cachaça hoje em dia é cult...

Aproveito a oportunidade e aviso aos navegantes que, nesse segundo caso, eu faço fama e deito na cama. Não rejeito, pelo contrário, agradeço todas as garrafas e doses que ganhei e prometo continuar me esforçando para merecer um dia o respeito dos amigos e apreciadores que me presentearam.





segunda-feira, novembro 15, 2004

Todos dizem Eu te amo

Pela terceira vez, serei madrinha de casamento!
Fico muito feliz quando isso acontece.
Primeiro porque considero o convite uma demonstração de afeto dos noivos e segundo porque sempre tive a sorte de "casar" pessoas bacanas.

Sexta é a vez do Edson e da Zaine. Espero que eles sejam muito felizes.




quarta-feira, novembro 10, 2004

Laços de Ternura

Tem dias de sol que a gente acorda completamente cinza.

Tem notícias no jornal que bombardeiam qualquer bom humor.

O Bush vence, o Arafat piora...

Algumas perguntas teimam em continuar sem respostas.

Às vezes, até pessoas bacanas dizem bobagens sem tamanho.

Agora, de vez em quando, pra não ressecar demais, é bom lembrar de algumas palavrinhas como mesmo e assim.

Mesmo assim, a molecada continua crescendo e chegando.

Mesmo assim, sempre há novos amigos para se fazer.

Mesmo assim, sempre há velhos e bons amigos para se reencontrar.

Mesmo assim, namorar é muito bom.

Mesmo assim, depois de um dia trabalhoso, você pode chegar em casa e encontrar abacaxi e melancia na geladeira.

Mesmo assim, já dizia a minha avó, não há bem que sempre dure, não há mal que não se acabe.

Mesmo assim, a gente pode ser meio emotivo, otimista, até ingênuo mesmo, de vez em quando. Faz mal não. Faz bem. Para gente e para os que estão em volta.

Então, um sambinha do Paulinho para mim e para você.
Com votos que ele melhore.

Argumento
Paulinho da Viola

Tá legal
Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não maltrate o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim

Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar

Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Toca o barco devagar.





quinta-feira, novembro 04, 2004

Il Postino

Poema em Linha Reta
Álvaro de Campos

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.




quarta-feira, outubro 27, 2004

Bridget Jones's Diary

Boas

Ontem o jantar no Fred foi ótimo. Pessoas amigas, agradabilíssimas, comida deliciosa, champagne, um luxo.

Exames negativos. Gatinhas saudáveis alegram meu mafuá.

Más

Ficamos presos no elevador e deparei-me com o indizível, o medo agudo, a fobia. Tenho pavor de trancafiamento. Necessito de janelas.

Terei de escolher, para os próximos três ou quatro meses um sapato para usar todos os dias. Hoje meu instrutor soltou-me a pérola:
"Outra sandália, Ludmila?!"





terça-feira, outubro 26, 2004

Comer, Beber, Viver

Carpe diem quam minimum credula postero

aproveita o dia, colha as dádivas do momento, sem confiar no amanhã

Fonte: Coluna O berço da Palavra, por Márcio Cotrim. Jornal Correio Braziliense




sexta-feira, outubro 22, 2004

Terra em Transe

Algumas considerações sobre o recente escândalo Herzog:

Eu, como cidadã brasileira, tenho o direito de saber de quem são aquelas fotos publicadas no jornal Correio Braziliense.

Independente da identidade do retratado, os brasileiros merecem que os fatos sejam investigados a fundo.

Caso trate-se de Vladmir Herzog, então que os arquivos sejam abertos e mais informações desvendadas sobre a repressão durante a ditadura militar. E, por favor, não me venham com essa história de ah, o que passou, passou. Não, não passou não. Ou seria uma excelente idéia, depois de quase 60 anos do fim da II Guerra Mundial esquecermos os campos de concentração? Afinal, são águas passadas, não é mesmo?

Caso as fotos sejam do tal padre canadense Leopoldo D'Aslous então que essa palhaçada, essa falta de respeito com os familiares de Vladimir Herzog e, claro, com esse padre, esse joguinho político, essa barrigada histórica, ou sei lá que tipo de baixeza, seja resolvida e os responsáveis punidos.

Espero que o governo federal dê a devida importância ao caso e que esse país aprenda a respeitar seu passado. A intolerância é filha primogênita da ignorância. A verdade, por mais dolorosa que seja, ainda é a única luz que não nos permite cometer os mesmo erros.

À Clarice Herzog (que, evidentemente, não me conhece nem nunca vai ler esse blog) e seus familiares minha total e irrestrita solidariedade, até porque, de uma maneira ou de outra, eu devo uma a família Herzog.



Feio, né? Eu também acho.


segunda-feira, outubro 18, 2004

Todas as coisas são belas

Modéstia à parte, eu tenho a parede mais bonita de todas.
A parede dos meus sonhos.
Agora, a parede da minha casa. :-)






em breve, tiro uma foto da parede e coloco aqui,
vai ficar mais fácil visualizar... ;-)


quarta-feira, outubro 13, 2004

O Homem nu



Empinei papagaio, conversei com as galinhas, investi em mal traçadas linhas, falei "quede" no lugar de "cadê", estudei, matei aula, roubei jabuticaba do meu próprio pé, tive medo de azedar, tive medo de cair, aceitei-me mentecapta, me chamei de menino, chamei o menino pra brincar, ri de mim, ri dos outros, contei causo, conheci Minas por dentro, por fora e do avesso, troquei cartas, aprontei as piores gafes, vi a lua quadrada, num céu que não era meu, fui peralta e gostei. Tudo, tudo, tudo dentro de seus livros.

Foi ele quem perguntou: será o tabuleiro de damas preto com quadrados brancos, branco com quadrados pretos, ou de outra cor, pintado com quadrados pretos e brancos?
Eu nunca respondi e não tenho a resposta, mas, pelo menos, nunca mais parei de me perguntar sempre: é branco? É preto? Ou é de outra cor escondida?
Isso também, dentro de seus livros.

Morreu menino. Talvez o último, na sua idade, dos meninos da minha cidade.
Eu fui pra debaixo do ipê, chorar, coração, cotovelo e joelhos arranhados, minha última queda de bicicleta.