terça-feira, julho 27, 2004

O Encouraçado Potenkin

Fui eu que envelheci ou já não se fazem mais
Filmes,
Poemas,
Quadrinhos,
Romances,
Professores,
Exposições,
Performances,
Manifestações Públicas,
Brigadeiros,
Líderes Políticos,
e Inferninhos,

Como antigamente?



 

quinta-feira, julho 15, 2004

Coneheads
 
Eu não sei porque, mas estou me sentindo uma completa cabeça-oca.
 
 
  
  
 

segunda-feira, julho 12, 2004

A flor do meu segredo

Meus sonhos andam tão estranhos, que eu não tenho coragem suficiente para publicá-los aqui. Todo mundo vai pensar que eu estou ficando doida (será?). Num deles eu estava conversando com uma foto do meu avô, pai da minha mãe. O engraçado é que no sonho eu sabia que aquilo não era possível e falava com a foto:

- Pois é, avô, pena que essa conversa não é possível, se fosse nós já teríamos conversado antes...

E o meu avô, na foto, acenava afirmativamente...

Mudando completamente de assunto, ontem nós jogamos Mofão aqui em casa. Foi ótimo, quem não veio perdeu e já está convidado para a próxima rodada!





quarta-feira, julho 07, 2004

Mentes que Brilham

Agora tem uma comunidade no Orkut sobre o Mofão.
Isso me lembrou os bons tempos da graduação.
Sem dúvida, matar aula para jogar mofão no CEC
era uma das melhores coisas para se fazer naquele prédio.
E você poderia, com sorte, agregar coisas bacanas
no mesmo dia, como matar aula,
jogar mofão, fumar, ir a uma calourada beber
vinho barato e quente, subir no telhado,
assistir um filme em um D.A. qualquer,
jogar mais mofão, e assim sucessivamente.
Mas não era só o mofão.
A primeira aula de semiótica,
o primeiro texto do Walter Benjamim,
o primeiro estágio,
a primeira matéria para o jornal laboratório Alternativa,
as trocentas calouradas,
os trocentos shows musicais e teatrais,
as aulas do Júlio, da Vera, do César, do Helton,
as grandes amizades,
as grandes decisões,
a perda da ingenuidade,
o último texto do Gilles Delleuze,
o último circular SC05,
o último estágio.

O Kenji tem uma camiseta que diz: "Existe hora e lugar para tudo. E esse lugar se chama Faculdade". Bicho, como isso é verdade.






sexta-feira, julho 02, 2004

Um bonde chamado desejo

Hoje o mundo ficou menos bonito, menos inspirador, menos polêmico, menos gostoso.




terça-feira, junho 29, 2004

segunda-feira, junho 28, 2004

Crash - Estranhos Prazeres

Bateu.

Depois de um evento para lá de cansativo, fiquei o findi dentro de casa, comendo e dormindo.

Relaxei bastante e o resultado:

Acordei gribada.





quinta-feira, junho 24, 2004



...E o Vento Levou

Pois é, o VII Congresso Mineiro de Radiodifusão acabou e espero resgatar os meus laços sociais. No frigir de todos os ovos, acho que o resultado foi bom!
Ah! Eu tive sonhos muuuito estranhos, depois publico porque há uns 10 dias atrás eu assisti "Diário de Motocicleta" e quis escrever um post e não tive tempo, então, mesmo sendo um assunto antigo, eu vou publicar agora porque eu quero. Fodasss.

Diário de Motocicleta

Em primeiro lugar, eu concordo que o filme é bom, bonito e zams.
Agora, saí do filme pensando: Putz, quem fez esse filme? O filho de um banqueiro??
A palavra comunista aparece uma única hora no filme inteiro!
Alguém aqui acha que o Guevara viajaria mais de dez mil quilômetros sem discutir política??
Alguém acha que o Guevara não era comunista, ou pelo menos pensava nisso, naquela época??
Alguém acha que ele não fumou nenhum baseado? (Se alguém tem alguma dúvida se ele era chegado basta ler qualquer um dos seus diários...)
Alguém acha que o Guevara que morreu aos 39 anos, que participou de uma porrada de guerrilha e teve tempo para ter cinco filhos, viajou mais de dez mil quilômetros e não comeu ninguém??
Pelo amor de deus, né?
A cena final, quando o Guevara vira pro amigo e fala: "Ah, eu tenho que pensar no que fazer... são tantas injustiças..." Gente, ele não estava pensando em o que fazer, ele estava pensando em como fazer!
O fato é que a lente politicamente correta do filme transformou Che Guevara em um quase seminarista e cá entre nós, santo ele não era. Felizmente.
E o fato do diretor, produtor, ou sei lá quem, discordar de alguns fatos e pensamentos não o impede de descrevê-los. O que não é possível é simplesmente apagá-los como se nunca tivessem acontecido!

Também concordo com todas armininas que o tal Gael Garcia é realmente muito bonitinho. Mas o meu sex-simbol está aí: Ernesto "Che" Guevara. O homem, aquele que sabia endurecer, sem perder a doçura, se é que vocês me entendem... hohoho...




sábado, junho 12, 2004

Teoria da Conspiração

Celine Dion.
O negócio é o seguinte, eu acho que a Celine Dion é, ou já foi, homem.
Todo mundo sabe que a história dela é mais ou menos assim.
Era uma vez uma cantora, sem expressão, meio sem gracinha
e feia pra diabo vivendo lá no meio do Canadá.
Um dia ela se casa com um velho ricaço que
dá um banho de loja na moça, contrata os melhores
produtores e temos a Celine Dion de hoje:
elegante, chique, classuda (porque bonita, convenhamos,
não há dinheiro no mundo que consiga essa façanha).
Agora, como explicar aquele queixo?
Aquela cara de homem?
Aquele tamanho de perna?
O escarpin 42?
A minha teoria:
Celine Dion sempre foi um traveco,
que encontrou uma bicha velha e rica que pagou a
cirurgia de mudança de sexo, a produção
e o resto da história todo mundo já conhece.
Mas a verdade não escapa aos olhos clínicos.
Outro dia, assistindo a um show na TV
eu quase consegui ver o pomo-de-adão.



Celine Dion and I.

quarta-feira, junho 09, 2004



Vanilla Sky

Assisti, de novo, outro dia. Acho que o mérito do filme é o espectador não se tocar que se trata de uma ficção-científica. Parece um romance qualquer, mas é ficção-científica. Tipo, não tem ninguém com um aquário na cabeça para dizer: "Veja bem, nós estamos no futuro!". O que deixa o futuro do filme bem plausível.

Aí eu sonhei que estava com o Kenji, em alguma cidadezinha dessas bonitinhas, tipo Lavras Novas (mas não era Lavras Novas). Já era noite e olhávamos um céu lindo, com umas nuvens muito brancas, em oposição ao azul marinho do céu, que formavam desenhos em forma de fractais.

Ontem a casa ganhou um novo upgrade. Agora temos dois computadores e duas mesas em "L" azuis, no escritório, capa cor de burro quando foge para o sofá e fotos na parede. Sexta-feira chegam as persianas para fechar o ciclo.

Bem, bem, como diria Doroty, não há lugar como o nosso lar.

sábado, junho 05, 2004

Alta Fidelidade

White Rabbitt, Janis Joplin.

Superstition, Stevie Wonder.

Superstyling', Groove Armada.

Moliendo Café, Ismael Rivera.

What Sound, Lamb.

Chan Chan, Macaco.

Chan Chan, Orishas.

Summertime, Morphine.

El Reloj Cuco, Mana.

More than I can bear, Matt Bianco.

Well, Well, Sthero e Nelly Furtado.

Kinna Sonna Tehnoon, Nusrat Fateh Ali Khan.

Rumba Dub Style, Ojos de Bruxo.

Que suerte, Peret e Amparanoia.

Kung Fu Fighting, intérprete genérico.

Jockey Full of Bourbon, Tom Waitts.

Coqueiro Verde, Trio Mocotó.

Zunguluke, Baaba Maal e mais um monte de gente.





terça-feira, junho 01, 2004

Volta ao mundo em 180 dias

Tópico 1 - Sonho (afinal de contas, esse blog ainda se chama ludreams)

De sábado para domingo eu sonhei que o Osvaldo Montenegro era meu professor de *artes dramáticas*. Para desenvolver a nossa *dramaticidade*, ele pede que os alunos descrevam um pesadelo. Na primeira página do trabalho eu coloco um grande relógio de ponteiros. Não sei porquê, esse relógio tem alguma relação com os meus pais.
Na segunda página, eu coloco a imagem da madrasta da branca de neve do Walt Disney, mas a bruxa, com uma berruga no nariz.
Não me lembro de mais nada do tal trabalho, mas, no sonho, tirei nota máxima.

Eu sei, Freud explica, mas deixemos as explicações de lado, ok?

Tópico 2 - Ricbit esteve aqui

A visita do nosso ilustre amigo Ricardo Bittencourt me fez (re)aprender algumas coisas:

Nada como uma boa desculpa para reunir os bons e velhos amigos.

O ap novo dá conta do recado, é acolhedor e foi muito bem inaugurado. Bom sinal.

A Obra é diversão garantida ou seu dinheiro de volta, mesmo quando o Tião não quer
guardar o seu casaco.

Algumas vezes até eu tenho vontade de trabalhar na Vetta.

Para conhecer uma cidade de verdade esqueça os pontos turísticos convencionais.

Ric-beet: você é meu amigo pra caraaaalho!

Tópico 3 - Hard

Estou trabalhando como o burrinho pedrês.

Estou fumando como um chimpanzé de circo.

Image Hosted by ImageShack.us

Não resisti, essa foto ficou linda! By Kenji.



quarta-feira, maio 26, 2004

Jornada ao Centro da Terra

Encontrei esses poemas do Chacal no Jornal de Poesia (link ao lado)
Impossível publicar um só!

Na porta lá de casa

Na porta lá de casa
tem dizendo lar romi lar
uma bandeira de papel
na porta lá de casa
as crianças passam
e se atiram no chão
e se olham por dentro
das bocas das palavras
na falta de qualquer espelho
na porta lá de casa
passa o amor o calor
de cada um que passa
na porta lá de casa.

Rápido e Rasteiro

Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.





quinta-feira, maio 20, 2004

Fita verde no cabelo - João Guimarães Rosa




(...)
Mas agora Fita-Verde se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:

- "Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!"

- "É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta...? " a avó murmurou.

- "Vovozinha, mas que lábios, ai, tão arroxeados!"

- "É porque não vou poder nunca mais poder te beijar, minha neta...? " a avó suspirou.

- "Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, nesse rosto encovado, pálido?"

- "É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha...?" a avó ainda gemeu.

Fita-Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.

Gritou: - "Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!"

Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.

In: Ave, Palavra



segunda-feira, maio 17, 2004

Insônia

Eu tenho milhões de coisas pra escrever: sonhos, idéias, fofocas.
Mas o tempo é tão curto, o cansaço anda vencendo o ânimo.
As vespinhas, no entanto, continuam aqui, aguardando o melhor momento para usar seus ferrões! Alegria e cansaço não se misturam. Felizmente.




quinta-feira, maio 13, 2004

Notícias do Front

Cof..Cof... Saindo da trincheira para dar notícias...

O serviço está apertando...

O Kenji tirou carteira! ÊÊÊÊÊ!

O ap continua uma bagunça, mas já começa a ter ares de casa:
Tem fogão?
Teeeem.
Tem amassador de latinha?
Teeeem.
Tem posters na parede?
Teeeem.
Tem internet?
Teeeem.
Tem Telecine?
Teeeem.

Tem caixa vazia?
Teeeem.
Tem caixa cheia?
Teeeem.
Tem poeira no chão todo?
Teeeem.
Tem roupa sem passar?
Teeeem.
Tem comida na geladeira?
Nãããão.

Tem Coca Cola Music sábado???
Teeeem!!!!!!






sexta-feira, maio 07, 2004

As Horas

Hoje é aniversário do meu pai e da minha irmã Jade. (thanx, mamy!)

Amanhã é a mudança. Veja isso!

Eu quero reunir todas as minhas forças para beber com a galera, porque eu estou morrendo de saudade.

Minhas borboletas estão alvoroçadas como vespas!

To fill a Gap

To fill a Gap
Insert the Thing that caused it –
Block it up
With Other – and ‘twill yawn the more –

You cannot solder an Abyss
With Air


Emily Dickinson – Fifty Poems
(thanx, K.)




quarta-feira, maio 05, 2004

Brincando nos campos do senhor

Tenda Espírita

Resolvo qualquer problema.
Faço qualquer trabalho.
Trago a pessoa amada de volta.





segunda-feira, maio 03, 2004

Imensidão Azul
ou
Que mistérios tem Clarice
Ou
Para quem entende japonês tão bem quanto eu

Iruka (Golfinho)

irukairuka Há golfinhos?
inaikairuka Não há golfinhos?
inaiinaiiruka Não, não há golfinhos!
itsunarairuka Quando virão os golfinhos?
yorunarairuka Será que virão de noite?
matakitemiruka Os golfinhos voltarão de novo?

irukainaika Há golfinhos?
inaikairuka Não há golfinhos?
iruiruiruka Há, há golfinhos!
ippaiiruka Um monte de golfinhos!
neteiruiruka Os golfinhos estão dormindo!
yumemiteiruka Bons sonhos, golfinhos!

Autor: Shuntarou Tanikawa
Tradução livre: Ricardo Bittencourt
(Domo Arigato Gozaimashita, Ric-San!)





domingo, maio 02, 2004

Eles não usam black-tie

Essa noite sonhei com o Eduardo Galeano. No sonho, ele dizia que quando “As veias abertas da América Latina” foi lançado, ele realmente acreditava que o livro poderia mudar mundo, que as pessoas o leriam e, informadas, iriam para as ruas, mudariam o sistema.

Ontem foi primeiro de maio. Do carro de som que passou aqui no centro da cidade, eles gritavam no microfone:
Eu já falei, vou repetir,
O Lula é vendido, pro FMI


Em São Paulo, dois milhões de pessoas lotaram as manifestações da CUT e da Força Sindical. Claro, além de shows com Wanessa Camargo, Sandy e Júnior, Daniel, eles sortearam até apartamento.

Meu sonho fala um pouco de desilusão. O tom do Eduardo Galeano era de “olha que bobagem...”. E no fundo é uma bobagem mesmo. Mas a bobagem é minha, de me deixar envolver por essa superficialidade que hoje impera em algumas esferas da vida política. Por mais que as políticas públicas adotadas pelo governo Lula e a sua inércia sejam uma enorme decepção, por mais que movimentos sociais organizados, que apresentam uma estrutura tradiconal, como o sindicalismo não nos diga mais absolutamente nada, nem tudo está perdido. Em outros lugares, através de novas configurações, na maioria das vezes distantes da mídia, muitos ainda se reúnem, atuam, planejam, desenvolvem ações. Nesses espaços novos, onde uma nova mentalidade está sendo formada, permanece ativa a possibilidade de mudança, de participação e de desenvolvimento social.

Eu sei que um único livro não pode mudar o mundo. Agora, seria possível mudar qualquer coisa no mundo, se os livros não fossem escritos?