sexta-feira, janeiro 31, 2003

31 de janeiro, madrugada do quinta para sexta-feira

Fafich

Sonhei com as festas da Faculdade. Tinha banda tocando e muita gente. Lembro de ver a Rosi e a Ludmila por lá.
Também encontrei gente na festa sem conexão direta com essa época: o Fernando, da Pinheiro, e alguns primos mais velhos: Grão, Flávio e Beto.

Teoria do Kenji: o vinho tomado ontem me fez lembrar os tempos de Fafich.
Minha observação: o vinho de ontem era muito, muito melhor do que os servidos nas festas de faculdade.

quinta-feira, janeiro 30, 2003

30 de janeiro, madrugada de quarta para quinta-feira

Débora

Sonhei que a Débora, que era a produtora gráfica da Impacto antes de mim, estava viajando numa Kombi. De repente a Kombi pára bruscamente em frente a um buraco enorme no asfalta. Por causa da parada repentinda, um caminhão bateu na Kombi, mas ninguém se machucou. (No sonho, eu via tudo isso, como se fosse um filme, mas sem participar da cena).

Então, a Débora sai da Kombi e vai para estrada avisar os outros carros do buraco. A estrada estava lotada e ninguém dá atenção para ela. O resultado é que os carros caem no buraco, e a confusão se instaura.

Num outro momento estamos sentados eu, a Débora e o Eduardo Barretto da MRV, conversando. A Débora está super abalada ainda com o ocorrido, tem um cobertor nas costas e está tomando uma caneca de café. Então, o Eduardo fala com a Débora que por causa do acidente e pelo fato dela ter tentado ajudar as pessoas, o pessoal da Unimed (hoje ela trabalha na Fundação Unimed) iria arranjar um bolsa para ela estudar no exterior.

Acabou que o sonho terminou bem. :o)
30 de janeiro

( )

Ontem nós fomos assistir Spider. Um Cronenberg atípico para muitos. Eu não sei.

Em todos os filmes dele que assisti o tema sempre foi “até onde a mente humana pode chegar”. Principalmente quando o assunto é esquisitice. Gente com poderes paranormais, gente obcecada por câmeras, ou por joguinhos de realidade virtual. Até gente que sente tesão por carro. O que poderia ser mais esquisito que a mente de um esquizofrênico?

Aí vem o estranhamento dos que acompanham o Cronenberg. O filme é cru, não tem fantasia, não tem duplo sentido. Por quê?

Porque o esquizofrênico é assim. Para ele não existe metáfora. O que é, é. O que não é, é também, pois ele não sabe distinguir realidade, fantasia, cisma, dor. Um esquizofrênico não tem dúvidas.

Ele usa todas as camisas para não ter que sofrer escolhendo qual usar naquele dia; não olha diretamente para nada que possa lembra-lo algum sofrimento; anota todos seus planos de vingança num caderninho para não esquece-los (como se ele não pensasse exclusivamente nisso); é capaz de lavar as mãos de minuto em minuto mesmo ficando mais de um mês sem tomar banho (ou vice-versa); realmente ouve e vê todos os fantasmas que atormentam a sua cabeça.

Cronenberg optou pela verossimilhança. Realizou um filme que disseca, descreve com riqueza de detalhes, uma patologia que resume e aprofunda o seu tema preferido. Uma obsessão tão forte com os nós da própria mente, que transforma o ambiente e cria uma realidade pessoal. Uma aranha presa na própria teia.

Entre minhas primeiras lembranças, acho que com 4 anos mais ou menos, está uma brincadeira. A cama de casal da minha tia, sempre com uma colcha vermelha, enorme para duas crianças, era uma teia. Ora eu era a aranha, ora eu era o mosquito. A brincadeira chamava teia de aranha e eu brincava com meu primo Binho.


quarta-feira, janeiro 29, 2003

29 de janeiro, madrugada de terça para quarta-feira.

Mais uma noite sem sonhos. Já que é assim, Alváro de Campos:

Insônia

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente. Mas não durmo.

Álvaro de Campos - um dos heterônimos de Fernando Pessoa.


terça-feira, janeiro 28, 2003

28 de janeiro, madrugada de segunda para terça-feira

Lobos

Sonhei com pessoas que se transformavam em lobos. Não lembro o que tinha com aquilo tudo, mas, no sonho, eu não tinha medo dos lobos, tinha medo das pessoas que os lobos se transformavam. Provavelmente, o sonho foi inspirado no clip da Bjork com imagens da Princesa Mononoke (Mononoke Princess/Hayao Miyazaki/1997).

Plantão

Sonhei com serviço outra vez. Toda vez que a MRV lança um residencial, eles tiram fotos do local onde vai ser o plantão de vendas e nós colocamos, nessas imagens, a logomarca do residencial, da MRV, o telefone, etc. Assim, o pintor vê essa imagem e sabe como fazer o trabalho seguindo o padrão da empresa. Bem, eu sonhei que eu estava em um plantão da MRV no Rio de Janeiro. Realmente é o proximo lançamento da MRV. Além mim, estavam o Ramiro, que trabalha na criação da Impacto, a Rute e o Yuri, ambos da MRV. Nós estávamos lá para pintar o Plantão.

No sonho, eu pegava uma ferramenta igual ao do Corel Draw, e cobria o muro de branco, clicava e a logomarca aparecia, essas coisas. Não me perguntem como, mas eu não precisava de um computador para isso. Bastava eu pensar, que acontecia.

Eu estava muito preocupada, com medo de atrasar a obra, porque eu tinha que terminar tudo durante uma manhã, mas sabia que aquilo não levaria menos de um dia inteiro. Ainda pensava: "Pôxa, o Ramiro bem que podia me ajudar, porque ele tem mais experiência que eu".

segunda-feira, janeiro 27, 2003

25 de janeiro, madrugada de sexta para sábado

Dr. Rubens

Sonhei com serviço. Estava na MRV e todos estávamos correndo porque o Dr. Rubens, presidente da empresa, iria passar por lá, numa espécie de visita/vistoria. Estávamos o Eduardo (chefe da Rute), a Rute (meu contato direto na MRV), a Angela (minha chefe, dona da Impacto) e eu tomando as últimas providências.
No meu sonho, o Dr. Rubens (que eu não conheço, mas é realmente presidente da MRV) era uma mistura entre o mestre Yoda e o Roberto Marinho: velhinho, careca (o pouco cabelo muito branco), enrugado, cheio de mancha na testa, baixinho e vestia um terno azul marinho.
No mesmo sonho o boy da Impacto, Elias, estava voltando de férias e tinha um monte de trancinha no cabelo. Essa segunda-feira ele voltou mesmo de férias, mas com o cabelo normal. Uma pena, as trancinhas tinham caído bem. :o)

Sábado e Domingo não lembrei dos meus sonhos.

sexta-feira, janeiro 24, 2003

24 de janeiro, madrugada de quinta para sexta-feira

Distantes

Essa noite sonhei com pessoas que eu não vejo há muito tempo: a Flávia (que canta no Amaranto) e o Guilherme (Guinfs). Sonhei que eu estava visitando a Agência de Publicidade que eles tinham e ficava no Ed. Maleta (por que será? :P) Eu ficava conversando com os dois e o Guinfs ficava numa mesa de corte enooorme, montando layout. Engraçado. Boas pessoas.

quinta-feira, janeiro 23, 2003

23 de janeiro, madrugada de quarta para quinta-feira

Após tão poucas horas de sono, não foi possível sonhar. Para compensar deixo um belo poema de Drummond:

Acordar, Viver

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, janeiro 22, 2003

22 de janeiro, madrugada de terça para quarta-feira

Sabará

Sonhei com a Liziane de Sabará. Estávamos eu e o Kenji visitando a Liziane que no sonho tinha uma filhinha de 07 meses. No sonho eu ficava assim:
- Liziane, deixa eu ver sua filha...
Uma hora a menina estava dormindo, outra hora o avô da bebê tinha levado não sei onde. Conclusão: não vi a criança no sonho.
Na vida real, a Liziane realmente tem um filho, mas eu não sei se é menina ou menino e é mais velho, já deve ter uns 2 anos.

Acho que eu estou precisando visitar meus amigos com filhos. Um monte já nasceu e eu não conheço. :o)

terça-feira, janeiro 21, 2003

Olá Rapaziada

Voltei! Esse blog começou com um sonho que eu tive com o Max. Portanto ele retorna de seu "sono profundo" da mesma forma.

Por favor, divulguem (entre amigos, claro), ludreams está de volta! :)

18 de janeiro, madrugada de sexta para sábado

Inini Inini

Sonhei que eu e o Kenji estávamos procurando um Motel. No sonho, a gente costumava ir numa mercearia/motel, como aquelas mercearias do Mercado Central que vendem enlatados e feijão a granel. Nessa, tinha uma escadinha que levava para os quartos. Só que o quarto que a gente ia não tinha banheiro, o banheiro ficava do lado de fora. Aí eu falei com o Kenji:
- Vamos ver se o cara (dono de estabelecimento) não tem um quarto melhor, quem sabe.
Então o Kenji perguntou e o cara disse que tinha, mas que precisaríamos esperar porque ele estava ocupado e nos indicou onde aguardar.

Subimos a escadinha e encontramos o Artur, o Márcio e mais uma galera, batendo papo, tomando umas e tal. Foi aí que descobrimos que o quarto estava sendo ocupado pelo Max e pela Jennifer.

Num determinado momento o Max e a Jeniffer saem do quarto e começam a bater papo com a gente também .Aí a Jeniffer fala assim:
- Vamos aproveitar e tocar umas músicas...o Artur está com violão, o Kenji com as gaitas, vamos cantar.
Eu pergunto: - Cantar qual música?
A Jeniffer responde: - Inini Inini Inini Ininiiiii (isso era um som muito esquisito que o mais próximo de descrevê-lo escrevendo que eu consigo chegar é isso)
Bom, aí eu penso com meus botões: - Que diabo de música é essa...
Aí a irmã da Jeniffer que também estava lá vira e fala assim:
- Olha, é aquela música assim, ó: Inini Inini Inini Ininiiiii
Eu continuo tentando encontrar a tal música na minha memória.

Nesse hora eu e o Kenji decidimos entrar no quarto e deixar o povo se divertindo lá fora.
A primeira coisa que eu encontro no tal quarto é um berço. Eu me pergunto: "Mas será que tem gente que traz o filho para o Motel?" Eu vou entrando e vejo mais dois berços e concluo: "Nossa mas tem gente que traz a filharada toda..."

19 de janeiro, madrugada de sábado para domingo

Faraó

Sonhei que eu trabalhava em uma prefeitura (o sonho não revela em qual) e que estava ocorrendo uma expedição. Aí nós encontramos a tumba de um faraó. Nessa expedição, além de mim, estava o prefeito da cidade, sua secretária, algumas crianças entre outras pessoas. Eu falei então:

- Gente, temos que recolher tudo isso e mandar para o museu antes que alguém decida saquear esse lugar.
todo mundo, evidentemente, concordou.

Depois, debaixo da tumba, se abre uma passagem secreta e todo mundo cai lá dentro. Nesse lugar tinha um tesouro e todo mundo (incluindo o prefeito) começa a catar as coisas para si.

Aí eu grito:
Ô pessoal, eu não acabei de falar que a gente tem que levar essas coisas todas para o museu?!
As pessoas, incluindo o prefeito, responde: "Ah é, né? Tem sim...vamos levar para o museu...
E iam devolvendo as coisas bem devagar, meio que com dó, meio que com vergonha.

Um dos meninos ficou me olhando com cara feia e agarrou uma cômoda (isso mesmo, uma cômoda aquele móvel de colocar roupa) de ouro e queria ficar com ele. Então eu me aproximei e ele perguntou:
- Por que eu não posso ficar com ela?
Eu respondi: - Porque a gente tem que levar para o museu. Mas quando você for grande, você pode levar seu filho lá e dizer "olha, o seu pai achou essa cômoda". Assim você também vai fazer parte da história.

quarta-feira, setembro 25, 2002

Pelourinho

25 de setembro, madrugada de terça para quarta-feira

Sonhei com férias novamente. Estava na casa do Pop (Próspero, meu amigo de Teófilo Otoni) que morava em um apartamento muito parecido com o do Kenji, inclusive com varandinha, só que no Pelourinho, Salvador, Bahia.

Minha família também estava lá. Encontrei a minha mãe e minha prima Lelé passeando pela casa.

Em um determinado momento, decidimos ir almoçar. O Pop nos levou em restaurante com muitas verduras e eu, claro, adorei.
Na rua, parecia que era carnaval, se ouvia música da Bahia em todos os lugares, o tempo todo. Mas estava um dia super ensolarado e bonito.

A única opção que existia à música da Bahia eram vários dançarinos na rua imitando o Michael Jackson. Um deles, inclusive, tinha uma maquiagem muito interessante: a cara pintada de branco e o desenho do rosto do Michael Jackson pintado por cima do pó compacto. Claro que só funciona em sonho, mas eu via o rosto do Michael Jackson perfeitinho desenhado na cara do sujeito.

Acordei com preguiça.

terça-feira, setembro 24, 2002

24 de setembro, madrugada de segunda para terça-feira

Férias

Sonhei que estava passando as férias com meu pai em uma praia. A areia da praia era muito escura e lembrava a de Santos, mas no sonho, nós estávamos em Vitória da Conquista/BA, onde meu pai realmente mora mas não existe praia.

Havia duas crianças também conosco, mas não eram meus irmãos. Eram duas meninas muito bonitinhas mas que eu nunca tinha visto. A mais nova deitava a cabecinha na areia e dormia profundamente.

Não me lembro de maiores detalhes. Hoje eu não foi acordada pelo Aécio Neves e sim pelo nefasto Ciro Gomes. Acordar assim deveria ser crime eleitoral. Nesse caso eu processaria todos os políticos.

sexta-feira, setembro 20, 2002

Drácula

20 de setembro, madrugada de quinta para sexta-feira

Sonhei que o conde Drácula estava me perseguindo. No sonho, o conde drácula estava numa casa. Ele não podia me morder porque estava de dia e porque em frente a tal casa havia uma igreja. Mas ele podia sair da casa e ficar fazendo terror. Eu, por algum motivo desconhecido, queria ler jornal sentada em um banco em frente ao portão da casa do Drácula. Então, eu sentava, começava a ler e imediatamente o conde Drácula vinha pertubar e ameaçar me morder. Eu sabia que ele não podia morder, mas ficava morrendo de medo mesmo assim, e corria para a igreja do outro lado da rua. Detalhe: não sei porquê, eu não conseguia correr, só me arrastar pelo chão, com o Drácula sobrevoando minha cabeça (ele podia voar) e demorava séculos para chegar na igreja.

Interpretação do sonho: a tal cachaça de salinas é realmente mais forte que as outras.

quarta-feira, setembro 18, 2002

Aos poucos

Voltei! E é muito bom estar de volta! Como era de se esperar, não trouxe um único sonho de Carmo do Cajuru. Todas as noites encostava minha cabeça no travesseiro, apagava e acordava com o sol de 6 da matina na minha cara. Não havia cortina no quarto do hotel. Além disso, um batalhão de passarinhos fazia questão de vir cantar bem na minha janela. Achou bucólico? Não se iluda, com apenas cinco ou seis horas de sono, a única coisa que você quer fazer é assassinar todos os passarinhos do mundo.

Felizmente, aos poucos, meus sonhos estão voltando. Vale a pena citar dois deles, rápidos e sem muitos detalhes.

17 de setembro, madrugada de segunda para terça-feira

Sonhei que trabalhava no programa do Chacrinha. Naquele dia estávamos comemorando os 72 anos de TV do Chacrinha. O sonho, na verdade, era uma espécie de lembrança, uma vez que eu sabia que o comunicador já havia morrido há muito tempo. Por curiosidade: Chacrinha estreou na TV em 1956, na TV Tupi com o Programa "Rancho Alegre". Portanto, ele comemoraria 72 anos de televisão em 2028.

18 de setembro, madrugada de terça para quarta-feira

No início do sonho eu já estava sentada, na cadeira de um cabelereiro que, por sinal, não era o Renato. Não tinha certeza se queria realmente cortar meu cabelo, mas como já estava lá... O cabelereiro resolveu então, que eu deveria retocar as minhas mexas, já que eu cortaria o cabelo. Pensei comigo: "Putz, não sei nem se quero cortar o cabelo e esse cara ainda está querendo me fazer gastar mais R$ 50,00 com tintura?" No sonho eu também estava na dúvida se o cabelereiro desconhecido saberia fazer o serviço direito. Então pensei: "Bom, eu devo ter parado aqui por algum motivo, então ele não deve ser tão ruim assim no que faz." Não consigo me lembrar se o tal cabelereiro chegou a cortar meu cabelo ou não.

sexta-feira, agosto 30, 2002

Vigília

Amigos, em função dessa minha vida agitada [três eventos, praticamente na mesma data, dois em BH e um deles em Carmo do Cajuru (onde??! Carmo do Cajuru, pertinho de Divinópolis)] provavelmente vou ficar um tempo sem postar nesse blog. Provavelmente eu vou dormir pouco e portanto sonhar pouco também. Mas não desistam de visitar-me!! Retorno à vida, e aos sonhos, próximo do dia 16 de setembro.

Sei que é meio deprê, mas os únicos versos que me vêm à cabeça são da última estrofe de "Travessia" (tudo a ver, tudo a ver), do Milton Nascimento:
"Já não sonho,
hoje faço
com meu braço
meu viver".

sexta-feira, agosto 23, 2002

Miscelânea total

23 de agosto, madrugada de quinta para sexta-feira

Tive mais um sonho que misturava tudo: trabalho, lembranças, lazer, tudo junto. Foi tão confuso que vou dividir em cenas, para ficar mais fácil de descrever. Mas o interessante é exatamente que está tudo acontecendo junto, ao mesmo tempo e mais ou menos no mesmo cenário.

- Cena 1: Eu estou numa festa com o Kenji e o resto do povo: Rosi, Mônica, Max, Adriana, etc. Estou sentada em um sofá com o Kenji e na nossa frente tem um cara que eu não conheço, mas no sonho eu conhecia, dançando e querendo aparecer. Eu penso: "meu deus, que babaca".

- Cena 2: Tem um menino muito bonitinho de uns cinco anos, com cara de índio, com a gente. Eu não sei muito bem como, mas ele iria participar da Feira de Móveis (que realmente acontece semana que vem), com alguma ação de divulgação. No sonho não fica claro se ele estaria participando do comercial ou se ele estaria no evento mesmo. De repente aparece alguém, da Pinheiro, responsável por essa tal ação com o menino. Esse cara, que eu também não sei quem é na realidade, mas que eu conhecia no sonho, estava estressadíssimo, falando que não daria tempo de realizar as coisas e que aquele menino era muito chato e que não sabia porquê utilizar a imagem dele em uma Feira de Móveis. A Dodora também aparece nesse momento, mas não me lembro como nem porquê.

3- Eu e o Kenji estamos dentro de um taxi, saindo da festa da primeira cena e indo para a Obra. A festa estava acontecendo em um lugar aberto, tipo o bar do FIT, mas não era o bar do FIT. Dentro do táxi eu viro para o Kenji e falo: "nossa, não aguento mais ficar indo sempre aos mesmos lugares, ou a Obra ou aqui (estava me referindo a esse lugar parecido com o bar do FIT).

4 - Eu e Kenji (que esteve presente em todas as cenas) estamos em um porto, cheio de navios por todos os lados e com vários casais de namorados. Também está lá o menino da Feira de Móveis, só que maior (tipo 13, 14 anos), com uma namorada e com os cabelos encaracolados. Ficamos apenas observando a paisagem.

Foi isso.

quarta-feira, agosto 21, 2002

Retorno

Oops, pessoal! Fiquei meio sem tempo mas retorno, aos trancos e barrancos.

Filmes

Vale a pena citar quais os filmes que assisti esse fim de semana, antes desse sonho

. Minority Report (Spielberg)
. eXisteZ (Cronenberg)
. Hamlet (com o Ethan Hawke)
. um pedacinho de um filme que a Glenn Close quer engravidar...

Madrugada desse fim de semana, na casa do Kenji

Sonhei que eu estava ajudando a Dra. Iris Hineman, do Minority Report (atriz: Lois Smith), em pesquisas sobre reprodução humana artificial. O cenário do sonho era o laboratório dela no filme. Eu estava ajudando exatamente um casal. Eu não sei precisar exatamente como era essa minha ajuda, mas acho que eu seria uma barriga de aluguel. Por causa disso, eu tinha que tomar uma injeção, que era igual ao joy stick orgânico que tinha no eXistenZ do Cronenberg. Para quem viu o filme: aquele menor que entra dentro da bioporta dos protagonistas quando eles já estão jogando.

Depois o pai do casal vem falar comigo: ele é o Claudius (Kyle Maclachlan), padrasto e tio do Hamlet no filme. Ele quer conversar comigo porque, segundo ele, eu vou poder unir as impressões de todo mundo depois da "experiência". No sonho, como eu disse, não fica muito claro qual é a experiência e qual minha participação.

21 de agosto, madrugada de terça para quarta-feira

Regimes

Estávamos na minha casa: eu, minha mãe, a Lô (Leônia) minha prima e a Nena, minha prima também e irmã da Lô.

Para esclarecer: minha mãe, a Lô e a Nena têm problema de obesidade. O problema é bem mais sério com a Nena que há cerca de dois meses fez uma cirurgia e tirou boa parte do estômago e do intestino delgado.

Voltando ao sonho: minha mãe e a Lô estavam fazendo regime, mas a Nena não. Elas estavam satisfeitas com os resultados do regime e diziam que já estavam emagrecendo. A Nena fazia cara de "nem te ligo". Eu estava no sonho, mas não dei pitaco em momento algum. De repente chegou outra Nena, que já tinha feito cirurgia e estava mais magra e mais contente. No sonho eu reparo que a Nena II está realmente menor, mas no sonho era como se ela tivesse realmente diminuído e não emagrecido. Lógica de sonho, difícil de descrever. Bem, então a Nena I começa a reclamar porque todo mundo que estava lá estava fazendo regime menos ela e que isso era muito injusto. O sonho acaba aqui.

Pesadelo

Acordo todos os dias às 7h20min com o rádio relógio. Atualmente está passando o horário eleitoral gratuito. Hoje eu fui obrigada a ouvir o Aécio Neves "sendo entrevistado" e contando que "quando jovem" estudou no "Colégio Santo Antônio" e passava as Férias com o vovô Tancredo "que já era parlamentar" em São Jão Del Rey. Ele disse que a moral dele foi formada junto "aquelas pedras seculares, ao lado do meu avô, em São João Del Rey". Acordar assim é pior que muito pesadelo.

quarta-feira, agosto 14, 2002

Acho que estou preocupada com dinheiro...

14 de agosto, madrugada de terça para quarta-feira

Estavam todos os funcionários da empresa e os dois chefes reunidos na minha sala. O Uriel estava explicando que os funcionários iriam pagar um taxa para utilizarem a internet. No sonho, essa idéia não era muito absurda. Como se fosse uma proposta comercial como outra qualquer. Então eu falei que não tinha nenhum interesse, que eu utilizava a rede para trabalhar e não pretendia pagar por ela.

Eles ficaram surpresos e disseram que já haviam passado uma correspondência dizendo que seria daquele jeito e ninguém tinha se manifestado contra. Então eu expliquei que tinha um custo fixo mensal muito alto com outras coisas, inclusive citei dentista, telefone celular, condomínio (os dois primeiros realmente são caros e me preocupam, mas condomínio, de fato, eu nunca paguei).

Meu chefe falou assim: - Tudo bem então, mas eu acho estranho, porque vocês (ele falava dos funcionários) não têm um atitude de equipe, porque quando vocês vão ao restaurante, cada um paga o que come e o ideal seria que todos rachassem a conta igualmente.
Eu ainda retruquei e disse que concordava com ele, que o ideal seria que todos pudessem pagar a mesma quantia, mas isso não era possível por causa da falta de dinheiro. (?!)

Casa

Em outro momento do sonho, a Pinheiro funcionava em uma casa com um quintal muito grande. O lugar me lembrava muito o Barreiro, onde eu morei nos meus primeiros 10 anos em BH. De repente chegou a Cláudia, que é a nova faxineira da Pinheiro (ela começou a trabalhar essa semana), com um carrinho cheio de guloseimas. Tinha todas as bobagens de criança: suspiro daqueles pintados com anilina rosa, verde, azul e amarelo; chiclets, paçoca de rolha e umas roscas cheias de açucar em cima. Eu conversei um pouquinho com ela e logo me lembrei que eu tinha que ir embora.

Para ir para casa eu tinha que pegar dois ônibus, o primeiro era o 9203 (que passa realmente perto da minha casa no Santa Efigênia) mas o ponto de ônibus, que ficava em frente a Pinheiro Promoções, era o mesmo que eu usava no Barreiro (exatamente igual). Depois eu deveria descer perto dos hospitais e pegar outra lotação.

Quando eu cheguei nesse ponto o 9203 passou e eu encontrei o Leobaldo dentro dele. O Leobaldo foi meu calouro na faculdade e hoje em dia ele trabalhava na TV Alterosa, pertinho de mim e nós já pegamos ônibus juntos umas duas ou três vezes.

terça-feira, agosto 13, 2002

De novo

Cheguei a conclusão que o importante é não levantar da cama antes de lembrar dos sonhos. Mais uma vez sei que sonhei e esqueci absolutamente tudo. Para não perder a viagem vou fazer um levantamento de alguns temas recorrentes nesse blog.

Trabalho: é incrível como eu sonho com trabalho. Deve ser disparado o mais recorrente entre os assuntos.

Estradas e ônibus: também costumo "viajar" nos meus sonhos. Estradas largas, estradas estreitas, viagens rápidas, perigosas, boas, ruins. O mais interessante é que quase sempre estou em um ônibus. Carros são raríssimos nos meus sonhos. Claro que isso é reflexo do hábito. Quem manda não ter carro, não é mesmo?

Conhecidos: evidentemente minha mãe e o Kenji são figurinhas frequentes, mas amigos e familiares também estão por aí. Nesse blog: meu pai, minha irmã, Almindo, Max, Artur, Rosi, Mônica, Marcelo, Míriam, primos, primas, tias e os Shikidas Cláudio, S. Jorge e D. Zezé. Interessante também quando algumas pessoas que eu não vejo há muito, muito, tempo também aparecem. Acho que é uma forma da cabeça resgatar pessoas e sentimentos legais. Serve inclusive para matar saudade.

Personalidades: eu devo ser a pessoa mais influenciada pela mídia que eu conheço. É incrível como sonho com ator, atriz, cantor, qualquer ser humano que tenha algum destaque, se transforma em símbolo para mim. Exemplo: falei em novela, (ontem) aparece a Regina Duarte e o Antônio Fagundes. Um casal que é a "cara" da novelas da Globo, não tem jeito. Mas o melhor de todos foi o Guimarães Rosa. Pelo menos uma vez sonhar com uma personalidade foi um verdadeiro presente para mim.

segunda-feira, agosto 12, 2002

12 de agosto, madrugada de domingo para segunda-feira

Novela e Viagem

Sonhei que tinha uma idéia genial para o enredo de uma novela. (Não me lembro qual foi). Procurei então a Regina Duarte e o Antônio Fagundes para apresentar a idéia e saber se eles a consideravam viável. Minha preocupação, eu expus aos dois, não era escrever a história central, mas as tramas parelelas. Tinha receio de não conseguir manter o ritmo da novela e a relação entre os personagens centrais e os secundários.

Ambos gostaram da idéia e me aconselharam ir para São Paulo apresenta-la à Rede Globo. Como eu tinha que ir a São Paulo para fazer um exame de sange (hoje, realmente, eu fiz um exame) achei a idéia boa.

Na viagem para São Paulo estávamos: eu, Mônica e Rosiane. No sonho, a viagem era rápida e o ônibus passava por estradas largas e bem asfaltadas. Chegando em São Paulo fomos parar num lugar cheio de casas, como um condomínio, todas pintadas de vinho muito forte e ornamentadas com vasos cheios de plantinhas muito verdes. Nesse lugar eu iria fazer o exame, mas à noite esse mesmo local transformava-se no point da música eletrônica e nós ficaríamos por lá. Inclusive, o amigo Bobs da Rosi também estava lá.

Eu não sabia como levar a idéia da novela para Globo, então eu liguei para o Rodrigo (que faz a assessoria de imprensa da FEMOCC - Feira de Móveis de Carmo do Cajuru e Região, para a Pinheiro, em Divinópolis/MG) porque, de alguma forma, eu sabia que ele tinha essa informação para mim.

A última imagem que eu tenho somos nós (eu, Mônica, Rosi e Bobs) sentados numa mesa no meio das casas vinho e eu falando com o Rodrigo pelo telefone.