quarta-feira, setembro 25, 2002

Pelourinho

25 de setembro, madrugada de terça para quarta-feira

Sonhei com férias novamente. Estava na casa do Pop (Próspero, meu amigo de Teófilo Otoni) que morava em um apartamento muito parecido com o do Kenji, inclusive com varandinha, só que no Pelourinho, Salvador, Bahia.

Minha família também estava lá. Encontrei a minha mãe e minha prima Lelé passeando pela casa.

Em um determinado momento, decidimos ir almoçar. O Pop nos levou em restaurante com muitas verduras e eu, claro, adorei.
Na rua, parecia que era carnaval, se ouvia música da Bahia em todos os lugares, o tempo todo. Mas estava um dia super ensolarado e bonito.

A única opção que existia à música da Bahia eram vários dançarinos na rua imitando o Michael Jackson. Um deles, inclusive, tinha uma maquiagem muito interessante: a cara pintada de branco e o desenho do rosto do Michael Jackson pintado por cima do pó compacto. Claro que só funciona em sonho, mas eu via o rosto do Michael Jackson perfeitinho desenhado na cara do sujeito.

Acordei com preguiça.

terça-feira, setembro 24, 2002

24 de setembro, madrugada de segunda para terça-feira

Férias

Sonhei que estava passando as férias com meu pai em uma praia. A areia da praia era muito escura e lembrava a de Santos, mas no sonho, nós estávamos em Vitória da Conquista/BA, onde meu pai realmente mora mas não existe praia.

Havia duas crianças também conosco, mas não eram meus irmãos. Eram duas meninas muito bonitinhas mas que eu nunca tinha visto. A mais nova deitava a cabecinha na areia e dormia profundamente.

Não me lembro de maiores detalhes. Hoje eu não foi acordada pelo Aécio Neves e sim pelo nefasto Ciro Gomes. Acordar assim deveria ser crime eleitoral. Nesse caso eu processaria todos os políticos.

sexta-feira, setembro 20, 2002

Drácula

20 de setembro, madrugada de quinta para sexta-feira

Sonhei que o conde Drácula estava me perseguindo. No sonho, o conde drácula estava numa casa. Ele não podia me morder porque estava de dia e porque em frente a tal casa havia uma igreja. Mas ele podia sair da casa e ficar fazendo terror. Eu, por algum motivo desconhecido, queria ler jornal sentada em um banco em frente ao portão da casa do Drácula. Então, eu sentava, começava a ler e imediatamente o conde Drácula vinha pertubar e ameaçar me morder. Eu sabia que ele não podia morder, mas ficava morrendo de medo mesmo assim, e corria para a igreja do outro lado da rua. Detalhe: não sei porquê, eu não conseguia correr, só me arrastar pelo chão, com o Drácula sobrevoando minha cabeça (ele podia voar) e demorava séculos para chegar na igreja.

Interpretação do sonho: a tal cachaça de salinas é realmente mais forte que as outras.

quarta-feira, setembro 18, 2002

Aos poucos

Voltei! E é muito bom estar de volta! Como era de se esperar, não trouxe um único sonho de Carmo do Cajuru. Todas as noites encostava minha cabeça no travesseiro, apagava e acordava com o sol de 6 da matina na minha cara. Não havia cortina no quarto do hotel. Além disso, um batalhão de passarinhos fazia questão de vir cantar bem na minha janela. Achou bucólico? Não se iluda, com apenas cinco ou seis horas de sono, a única coisa que você quer fazer é assassinar todos os passarinhos do mundo.

Felizmente, aos poucos, meus sonhos estão voltando. Vale a pena citar dois deles, rápidos e sem muitos detalhes.

17 de setembro, madrugada de segunda para terça-feira

Sonhei que trabalhava no programa do Chacrinha. Naquele dia estávamos comemorando os 72 anos de TV do Chacrinha. O sonho, na verdade, era uma espécie de lembrança, uma vez que eu sabia que o comunicador já havia morrido há muito tempo. Por curiosidade: Chacrinha estreou na TV em 1956, na TV Tupi com o Programa "Rancho Alegre". Portanto, ele comemoraria 72 anos de televisão em 2028.

18 de setembro, madrugada de terça para quarta-feira

No início do sonho eu já estava sentada, na cadeira de um cabelereiro que, por sinal, não era o Renato. Não tinha certeza se queria realmente cortar meu cabelo, mas como já estava lá... O cabelereiro resolveu então, que eu deveria retocar as minhas mexas, já que eu cortaria o cabelo. Pensei comigo: "Putz, não sei nem se quero cortar o cabelo e esse cara ainda está querendo me fazer gastar mais R$ 50,00 com tintura?" No sonho eu também estava na dúvida se o cabelereiro desconhecido saberia fazer o serviço direito. Então pensei: "Bom, eu devo ter parado aqui por algum motivo, então ele não deve ser tão ruim assim no que faz." Não consigo me lembrar se o tal cabelereiro chegou a cortar meu cabelo ou não.

sexta-feira, agosto 30, 2002

Vigília

Amigos, em função dessa minha vida agitada [três eventos, praticamente na mesma data, dois em BH e um deles em Carmo do Cajuru (onde??! Carmo do Cajuru, pertinho de Divinópolis)] provavelmente vou ficar um tempo sem postar nesse blog. Provavelmente eu vou dormir pouco e portanto sonhar pouco também. Mas não desistam de visitar-me!! Retorno à vida, e aos sonhos, próximo do dia 16 de setembro.

Sei que é meio deprê, mas os únicos versos que me vêm à cabeça são da última estrofe de "Travessia" (tudo a ver, tudo a ver), do Milton Nascimento:
"Já não sonho,
hoje faço
com meu braço
meu viver".

sexta-feira, agosto 23, 2002

Miscelânea total

23 de agosto, madrugada de quinta para sexta-feira

Tive mais um sonho que misturava tudo: trabalho, lembranças, lazer, tudo junto. Foi tão confuso que vou dividir em cenas, para ficar mais fácil de descrever. Mas o interessante é exatamente que está tudo acontecendo junto, ao mesmo tempo e mais ou menos no mesmo cenário.

- Cena 1: Eu estou numa festa com o Kenji e o resto do povo: Rosi, Mônica, Max, Adriana, etc. Estou sentada em um sofá com o Kenji e na nossa frente tem um cara que eu não conheço, mas no sonho eu conhecia, dançando e querendo aparecer. Eu penso: "meu deus, que babaca".

- Cena 2: Tem um menino muito bonitinho de uns cinco anos, com cara de índio, com a gente. Eu não sei muito bem como, mas ele iria participar da Feira de Móveis (que realmente acontece semana que vem), com alguma ação de divulgação. No sonho não fica claro se ele estaria participando do comercial ou se ele estaria no evento mesmo. De repente aparece alguém, da Pinheiro, responsável por essa tal ação com o menino. Esse cara, que eu também não sei quem é na realidade, mas que eu conhecia no sonho, estava estressadíssimo, falando que não daria tempo de realizar as coisas e que aquele menino era muito chato e que não sabia porquê utilizar a imagem dele em uma Feira de Móveis. A Dodora também aparece nesse momento, mas não me lembro como nem porquê.

3- Eu e o Kenji estamos dentro de um taxi, saindo da festa da primeira cena e indo para a Obra. A festa estava acontecendo em um lugar aberto, tipo o bar do FIT, mas não era o bar do FIT. Dentro do táxi eu viro para o Kenji e falo: "nossa, não aguento mais ficar indo sempre aos mesmos lugares, ou a Obra ou aqui (estava me referindo a esse lugar parecido com o bar do FIT).

4 - Eu e Kenji (que esteve presente em todas as cenas) estamos em um porto, cheio de navios por todos os lados e com vários casais de namorados. Também está lá o menino da Feira de Móveis, só que maior (tipo 13, 14 anos), com uma namorada e com os cabelos encaracolados. Ficamos apenas observando a paisagem.

Foi isso.

quarta-feira, agosto 21, 2002

Retorno

Oops, pessoal! Fiquei meio sem tempo mas retorno, aos trancos e barrancos.

Filmes

Vale a pena citar quais os filmes que assisti esse fim de semana, antes desse sonho

. Minority Report (Spielberg)
. eXisteZ (Cronenberg)
. Hamlet (com o Ethan Hawke)
. um pedacinho de um filme que a Glenn Close quer engravidar...

Madrugada desse fim de semana, na casa do Kenji

Sonhei que eu estava ajudando a Dra. Iris Hineman, do Minority Report (atriz: Lois Smith), em pesquisas sobre reprodução humana artificial. O cenário do sonho era o laboratório dela no filme. Eu estava ajudando exatamente um casal. Eu não sei precisar exatamente como era essa minha ajuda, mas acho que eu seria uma barriga de aluguel. Por causa disso, eu tinha que tomar uma injeção, que era igual ao joy stick orgânico que tinha no eXistenZ do Cronenberg. Para quem viu o filme: aquele menor que entra dentro da bioporta dos protagonistas quando eles já estão jogando.

Depois o pai do casal vem falar comigo: ele é o Claudius (Kyle Maclachlan), padrasto e tio do Hamlet no filme. Ele quer conversar comigo porque, segundo ele, eu vou poder unir as impressões de todo mundo depois da "experiência". No sonho, como eu disse, não fica muito claro qual é a experiência e qual minha participação.

21 de agosto, madrugada de terça para quarta-feira

Regimes

Estávamos na minha casa: eu, minha mãe, a Lô (Leônia) minha prima e a Nena, minha prima também e irmã da Lô.

Para esclarecer: minha mãe, a Lô e a Nena têm problema de obesidade. O problema é bem mais sério com a Nena que há cerca de dois meses fez uma cirurgia e tirou boa parte do estômago e do intestino delgado.

Voltando ao sonho: minha mãe e a Lô estavam fazendo regime, mas a Nena não. Elas estavam satisfeitas com os resultados do regime e diziam que já estavam emagrecendo. A Nena fazia cara de "nem te ligo". Eu estava no sonho, mas não dei pitaco em momento algum. De repente chegou outra Nena, que já tinha feito cirurgia e estava mais magra e mais contente. No sonho eu reparo que a Nena II está realmente menor, mas no sonho era como se ela tivesse realmente diminuído e não emagrecido. Lógica de sonho, difícil de descrever. Bem, então a Nena I começa a reclamar porque todo mundo que estava lá estava fazendo regime menos ela e que isso era muito injusto. O sonho acaba aqui.

Pesadelo

Acordo todos os dias às 7h20min com o rádio relógio. Atualmente está passando o horário eleitoral gratuito. Hoje eu fui obrigada a ouvir o Aécio Neves "sendo entrevistado" e contando que "quando jovem" estudou no "Colégio Santo Antônio" e passava as Férias com o vovô Tancredo "que já era parlamentar" em São Jão Del Rey. Ele disse que a moral dele foi formada junto "aquelas pedras seculares, ao lado do meu avô, em São João Del Rey". Acordar assim é pior que muito pesadelo.

quarta-feira, agosto 14, 2002

Acho que estou preocupada com dinheiro...

14 de agosto, madrugada de terça para quarta-feira

Estavam todos os funcionários da empresa e os dois chefes reunidos na minha sala. O Uriel estava explicando que os funcionários iriam pagar um taxa para utilizarem a internet. No sonho, essa idéia não era muito absurda. Como se fosse uma proposta comercial como outra qualquer. Então eu falei que não tinha nenhum interesse, que eu utilizava a rede para trabalhar e não pretendia pagar por ela.

Eles ficaram surpresos e disseram que já haviam passado uma correspondência dizendo que seria daquele jeito e ninguém tinha se manifestado contra. Então eu expliquei que tinha um custo fixo mensal muito alto com outras coisas, inclusive citei dentista, telefone celular, condomínio (os dois primeiros realmente são caros e me preocupam, mas condomínio, de fato, eu nunca paguei).

Meu chefe falou assim: - Tudo bem então, mas eu acho estranho, porque vocês (ele falava dos funcionários) não têm um atitude de equipe, porque quando vocês vão ao restaurante, cada um paga o que come e o ideal seria que todos rachassem a conta igualmente.
Eu ainda retruquei e disse que concordava com ele, que o ideal seria que todos pudessem pagar a mesma quantia, mas isso não era possível por causa da falta de dinheiro. (?!)

Casa

Em outro momento do sonho, a Pinheiro funcionava em uma casa com um quintal muito grande. O lugar me lembrava muito o Barreiro, onde eu morei nos meus primeiros 10 anos em BH. De repente chegou a Cláudia, que é a nova faxineira da Pinheiro (ela começou a trabalhar essa semana), com um carrinho cheio de guloseimas. Tinha todas as bobagens de criança: suspiro daqueles pintados com anilina rosa, verde, azul e amarelo; chiclets, paçoca de rolha e umas roscas cheias de açucar em cima. Eu conversei um pouquinho com ela e logo me lembrei que eu tinha que ir embora.

Para ir para casa eu tinha que pegar dois ônibus, o primeiro era o 9203 (que passa realmente perto da minha casa no Santa Efigênia) mas o ponto de ônibus, que ficava em frente a Pinheiro Promoções, era o mesmo que eu usava no Barreiro (exatamente igual). Depois eu deveria descer perto dos hospitais e pegar outra lotação.

Quando eu cheguei nesse ponto o 9203 passou e eu encontrei o Leobaldo dentro dele. O Leobaldo foi meu calouro na faculdade e hoje em dia ele trabalhava na TV Alterosa, pertinho de mim e nós já pegamos ônibus juntos umas duas ou três vezes.

terça-feira, agosto 13, 2002

De novo

Cheguei a conclusão que o importante é não levantar da cama antes de lembrar dos sonhos. Mais uma vez sei que sonhei e esqueci absolutamente tudo. Para não perder a viagem vou fazer um levantamento de alguns temas recorrentes nesse blog.

Trabalho: é incrível como eu sonho com trabalho. Deve ser disparado o mais recorrente entre os assuntos.

Estradas e ônibus: também costumo "viajar" nos meus sonhos. Estradas largas, estradas estreitas, viagens rápidas, perigosas, boas, ruins. O mais interessante é que quase sempre estou em um ônibus. Carros são raríssimos nos meus sonhos. Claro que isso é reflexo do hábito. Quem manda não ter carro, não é mesmo?

Conhecidos: evidentemente minha mãe e o Kenji são figurinhas frequentes, mas amigos e familiares também estão por aí. Nesse blog: meu pai, minha irmã, Almindo, Max, Artur, Rosi, Mônica, Marcelo, Míriam, primos, primas, tias e os Shikidas Cláudio, S. Jorge e D. Zezé. Interessante também quando algumas pessoas que eu não vejo há muito, muito, tempo também aparecem. Acho que é uma forma da cabeça resgatar pessoas e sentimentos legais. Serve inclusive para matar saudade.

Personalidades: eu devo ser a pessoa mais influenciada pela mídia que eu conheço. É incrível como sonho com ator, atriz, cantor, qualquer ser humano que tenha algum destaque, se transforma em símbolo para mim. Exemplo: falei em novela, (ontem) aparece a Regina Duarte e o Antônio Fagundes. Um casal que é a "cara" da novelas da Globo, não tem jeito. Mas o melhor de todos foi o Guimarães Rosa. Pelo menos uma vez sonhar com uma personalidade foi um verdadeiro presente para mim.

segunda-feira, agosto 12, 2002

12 de agosto, madrugada de domingo para segunda-feira

Novela e Viagem

Sonhei que tinha uma idéia genial para o enredo de uma novela. (Não me lembro qual foi). Procurei então a Regina Duarte e o Antônio Fagundes para apresentar a idéia e saber se eles a consideravam viável. Minha preocupação, eu expus aos dois, não era escrever a história central, mas as tramas parelelas. Tinha receio de não conseguir manter o ritmo da novela e a relação entre os personagens centrais e os secundários.

Ambos gostaram da idéia e me aconselharam ir para São Paulo apresenta-la à Rede Globo. Como eu tinha que ir a São Paulo para fazer um exame de sange (hoje, realmente, eu fiz um exame) achei a idéia boa.

Na viagem para São Paulo estávamos: eu, Mônica e Rosiane. No sonho, a viagem era rápida e o ônibus passava por estradas largas e bem asfaltadas. Chegando em São Paulo fomos parar num lugar cheio de casas, como um condomínio, todas pintadas de vinho muito forte e ornamentadas com vasos cheios de plantinhas muito verdes. Nesse lugar eu iria fazer o exame, mas à noite esse mesmo local transformava-se no point da música eletrônica e nós ficaríamos por lá. Inclusive, o amigo Bobs da Rosi também estava lá.

Eu não sabia como levar a idéia da novela para Globo, então eu liguei para o Rodrigo (que faz a assessoria de imprensa da FEMOCC - Feira de Móveis de Carmo do Cajuru e Região, para a Pinheiro, em Divinópolis/MG) porque, de alguma forma, eu sabia que ele tinha essa informação para mim.

A última imagem que eu tenho somos nós (eu, Mônica, Rosi e Bobs) sentados numa mesa no meio das casas vinho e eu falando com o Rodrigo pelo telefone.

sexta-feira, agosto 09, 2002

09 de agosto, madrugada de quinta para sexa-feira

Memória e Consciência

Mais uma noite que eu sei que sonhei mas não consigo me lembrar o quê exatamente. Provavelmente a minha memória, ou meu inconsciente, querem me pregar uma peça. Será?


quinta-feira, agosto 08, 2002

08 de agosto, madrugada de quarta para quinta-feira

No Dreams

Não consigo me lembrar de nenhum sonho dessa noite. Mas acho que sonhei com meu pai.



Pablo Picasso. Sleeping Peasants. 1919.
Tempera, watercolor and pencil on paper, 12 1/4 x 19 1/4" (41.1 x 48.9 cm).
The Museum of Modern Art, New York.

quarta-feira, agosto 07, 2002

07 de agosto, madrugada de terça para quarta-feira

Kenji

Sonhei que estava levando o Kenji ao médico. Ele estava debilitado, com febre e eu estava preocupada. Fomos para um hospital muito parecido com um que eu frequentava em São Paulo, quando criança. Antes de chegar no ambulatório, é necessário passar por um quintal muito grande e cheio de árvores.

O Kenji foi atendido por uma médica que já me atendeu no Semper e nessa oportunidade me tratou muito mal. O Kenji entrou sozinho e eu só percebi que era a tal mulher quando ele saiu do consultório. Quando eu a vi tive certeza que atendimento havia sido ruim e a cara do Kenji também não era das melhores. Eu senti uma raiva tremenda e o sonho acabou na hora que eu estava pensando em pular no pescoço da tal médica.

Ribeirão Preto

Depois disso sonhei que eu estava visitando a casa onde meu pai morou, em Ribeirão Preto, quando eu tinha 11, 12 anos. Cheguei no lugar sozinha, ninguém morava na casa e os móveis ainda estavam lá, como se estivessem ficado por lá durante esses anos. Passei por cada cômodo e fiquei emocionada com as lembranças. A casa do sonho era, na verdade, um pouco diferente da casa real, mas algumas peças eram perfeitas como a luminária da Dora em estilo japonês, o sofá e o tapete verdes que formavam um conjunto.

terça-feira, agosto 06, 2002

Show

06 de agosto, madrugada de segunda para terça-feira

Eu e o Kenji estávamos indo a uma boate assistir um show. Não sei quem eram os outros artistas, mas o Herbert Vianna estava entre eles e com certeza seriam várias apresentações. Estávamos animados e eu sabia que o "investimento" tinha sido alto. Quer dizer, o ingresso caro.

O Marcelo Belico trabalhava nessa boate e nos recebeu naquele dia. Ele era uma espécie de Promoter. O lugar era como uma arquibancada chique: as mesinhas ficavam em níveis diferentes e o palco em baixo. O Marcelo nos levou até uma mesinha para duas pessoas no alto. O sonho acabou antes do show começar.

sexta-feira, agosto 02, 2002

Quase um pesadelo

02 de agosto, madrugada de quinta para sexta-feira

Sonhei que estava trabalhando o dia inteiro em uma associação que foi parceira da Pinheiro num dos eventos que nós realizamos. Durante o sonho eu estava trabalhando diretamente com o presidente dessa Associação e com uma jornalista que trabalha lá. Não me lembro de detalhes, porém estávamos trabalhando bastante e não estava relacionado com um evento não.

Quando estávamos indo embora, o presidente me ofereceu carona. Descemos até a garagem do prédio onde estávamos, eu fiquei um pouco atrás do presidente e de repente eu vejo no chão: um sapo marrom muito nojento. Imediatamente o sapo pula na direção da minha cabeça e do meu cabelo. Eu começo a gritar e chacoalhar a cabeça em total desespero. O sonho acaba aqui.

Para quem não sabe, eu tenho total e absoluto pavor de sapos, rãs, pererecas, afins e suas perninhas saltitantes.

quinta-feira, agosto 01, 2002

Tempo

01 de agosto, madrugada de quarta para quinta-feira

Sonhei que estava conversando com a Miriam do Fórum Mineiro de Saúde Mental. Eu mostrava para ela um álbum de retrato muito interessante: eram fotos minhas, da minha infância especificamente, e o álbum em si era um peça de plástico que lembrava um fusca de brinquedo cor de rosa. Mostrava o álbum com muita empolgação porque era uma peça feita com minhas próprias mãos.

Enquanto eu mostrava as fotos para Miriam, comecei a prestar atenção nelas: lá estavam meus primos, meus tios e algumas fotos parecidas com algumas que eu realmente tenho em casa. Numa delas eu estava com a minha mãe. O mais interessante é que na mesma foto a minha mãe aparece duas vezes em períodos diferentes da vida dela. Eu presto atenção nessa foto e observo como o tempo foi modificando a minha mãe.

Em outra foto estou com meus primos, ainda criança e a minha irmã também está na foto. Quando eu reparo isso, penso: “olha, as pessoas sabiam que eu tinha uma irmã, mas só me contaram depois de adulta” (desprezando completamente o fato que a minha irmã não poderia estar naquela foto já que ela tem hoje oito anos e na foto eu estou mais nova que isso).

Depois que eu analisei as fotos com a Miriam, o Kenji chegou trazendo uma torta sorvete de banana simplesmente enorme. Eu tinha certeza que o sabor da torta era banana mesmo e isso realmente me agradou. A torta era retangular, mas nas pontas tinha uma borda recheada que fazia com que ela ficasse maior ainda. Nós três estávamos indo comer a torta quando o sonho acabou.

É curioso como o tempo cronológico foi subvertido para que as imagens surgissem. Aliás, esse sonho tem elementos muito interessantes, realmente importantes para mim. Vou guarda-lo com muito carinho e cuidado.

quarta-feira, julho 31, 2002

Sem lembrança

31 de julho, madrugada de terça para quarta-feira

Não consegui lembrar os sonhos dessa noite. Para compensar aí vão três poemas de Fernando Pessoa.

Durmo, cheio de nada, e amanhã

Durmo, cheio de nada, e amanhã
é, em meu coração,
Qualquer coisa sem ser, pública e vã
Dada a um público vão.
O sono! este mistério entre dois dias
Que traz ao que não dorme
À terra que de aqui visões nuas, vazias,
Num outro mundo enorme.

O sono! que cansaço me vem dar
O que não mais me traz
Que uma onda lenta, sempre a ressacar,
Sobre o que a vida faz ?!

Durmo. Se sonho, ao despertar não sei

Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.

Durmo. Regresso ou espero?

Durmo. Regresso ou espero?
Não sei. Um outro flui
Entre o que sou e o que quero
Entre o que sou e o que fui.

Esses poemas estão publicados em:
Jornal de Poesia
Imperdível.

terça-feira, julho 30, 2002

Adivinhem

Sonhei mais uma vez com trabalho. É a época do ano, estou razoavelmente acostumada. Mas essa noite a família também entrou na jogada.

30 de julho, madrugada de segunda para terça-feira

Fichas

Estávamos na minha sala eu, Uriel e Fernando. O Uriel me pedia para transformar em fichas todos os documentos da empresa, porque assim eles ocupariam menos espaço. Eu argumentava que passar todas as informações de todos os documentos para as fichas seria um trabalho muito grande e que não teríamos tempo hábil para colocar o precedimento em prática. O Uriel no entanto, insistia na idéia. Já o Fernando estava querendo usar meu computador para alguma coisa, o que acentece de vez em quando na vida real.

Jogador

Sonhei que visitava minha tia Dulcinha, viúva do tio Zé. Na casa dela estavam, além de mim e minha mãe, a Daniela (que casou há pouco tempo) e o Astolfo, caçula, que de fato, ainda mora com ela. A Daniela, que está grávida, já tinha ganhado bebê, mas ele não aparece no sonho. Inclusive, ela ainda estava com uma barriguinha de uns cinco meses, mas no sonho, era uma espécie de sequela da gravidez e iria passar.

Num determinado momento, a tia Dulcinha começa a dizer que não sabe dos documentos do tio Zé, que ela não consegue achar o testamento e que ela estava muito chateada com isso. Eu não entendo porque ela tocou naquele assunto, porque a visita não tinha nada com aquilo.

Então, meu primo chega com vários papéis que ele havia buscado em um cartório. Entre os documentos tinha o contrato social de uma empresa de esportes. No documento havia uma parte escrita assim: "Jogador principal: José Vito Pizarro" (nome do meu tio). Aí nós percebemos que o meu tio tinha aberto a tal empresa para administrar uma carreira de jogador de futebol que nunca aconteceu.
Meu primo Astolfo, que também é aficcionado com esporte, com o pai era em vida, chegou a comentar: "ele poderia ter se dado muito bem no futebol".

segunda-feira, julho 29, 2002

Aviso aos navegantes

Esse blog está um pouco diferente: agora temos links para outros blogs legais e a para o meu e-mail. Portanto, aproveite.

29 de julho, madrugada de domingo para segunda-feira

Detetive

Nesse sonho, havia um detetive japonês que estava investigando o sequestro do Ayrton Sena. De vez em quando eu tomava o lugar do detetive, mas na maior parte do tempo, eu era uma espécie de observadora que não participava da história. O detetive usava um sobre-tudo bege que ia até o joelho e um bonezinho esquisito. Parecia um detetive de desenho animado.

Não me lembro muito bem como, o detitive foi parar em uma caverna onde o bandido tinha amarrado o Ayrton Sena. O carcereiro era aquele negão de mais de dois metros que fez uns filmes do Bruce Lee. Quando o negão precebeu que o detetive estava dentro da caverna eu passei a ser o detetive. Nessa hora abriu uma espécie de passagem secreta na parede da caverna e o Ayrton Sena estava lá, em pé, com o macacão vermelho que ele usava na fórmula 01. Quando o negão veio para o meu lado, eu (sim, EU) dei um golpe na nuca dele com a mão. A impressão que eu tinha era que o meu golpe não tinha força nenhuma, mas o negão ficou parado, todo rígido, mostrando os dentes para mim. Isso me deu tempo para pensar: "Meus golpes não têm força nenhuma, mas já que ele está parado vou aproveitar para acertar o saco dele, assim ele cai no chão e eu tenho tempo de fugir. Então eu começo a chutar entre as pernas do negão mas ele não cai, continua lá, parado, mostrando os dentes. Nesse momento eu acordei.

domingo, julho 28, 2002

27 de julho, madrugada de sexta para sábado

Mais trabalho

Sonhei com trabalho, para variar. Estava na 4a Feira Mineira de Móveis (que realmente é o próximo evento da Pinheiro) e tinha organizado um fila indiana com os expositores para que eles pudessem pegar seus crachás e pagar a taxa da prefeitura de R$ 30,00.
Muitos reclamavam que não sabiam da existência da taxa, que ela era cara, que não queriam ficar na fila. Eu, muito feliz e contente, tinha permissão da chefia para ser taxativa: "sinto muito, sem o pagamento da taxa não posso entregar os crachás e sem os crachás os seus funcionários não podem entrar na feira".

O que acontece na realidade: a taxa tem que ser cobrada e teoricamente os crachás só podem ser entregues com o seu pagamento. Todavia, como os crachás são entregues aos expositores nos momentos mais diversos e normalmente cada hora por uma pessoa diferente, nem sempre (quer dizer, quase nunca) a taxa é cobrada nesse momento. Como os expositores também não querem pagar, a cobrança desses R$ 30,00 é sempre muito chata e ocorre no decorrer da feira.

Resumindo: no sonho, eu estava resolvendo o problema. Pena que na vida real a coisa não é tão simples como fazer uma fila indiana.

28 de julho, tarde de domingo

Max again

O primeiro sonho publicado nesse blog foi com o Max. Hoje à tarde voltei a sonhar com esse meu amigo. Estávamos numa das reuniões que o Max costuma fazer na casa dele. Entre os seus amigos tinha uma banda de heavy metal com caras cabeludos de preto e uma baterista mulher que se chamava Andréia. Ela também estava de preto e um boné vermelho na cabeça. Eu estava imprimindo alguma coisa e a impressora do Max ficava do lado da baterista. Eu pedia para ela colocar papel na impressora mas ela não conseguia fazer direito, colocando a folha sempre no lugar errado. Eu Pensava "esse povo que só fica tocando rock'n'roll é muito divertido mas é meio burrinho..." O guitarrista tentava ajudar mas também não conseguia.

A impressora do Max não ajudava muito. O carregador de papel era um negócio enorme, feito de uma estrutura metálica que formava uma espécie de elipse vertical de mais ou menos um metro. Isso fazia com que o papel antes de entrar na impressora "passeasse" pela estrutura que parecia aquela volta de montanha russa de 360 graus.

A casa do Max também era diferente. Não se tratava do apartamento dele, mas uma casa mesmo sé que conjugada com outras. Então, o portão era o mesmo para ele e para os seus vizinhos que moravam em outras casas nos fundos. A casa dele era a mais próxima do portão o que não o agradava nem um pouco, porque os vizinhos sempre passavam na frente e ficavam olhando o que estava acontecendo dentro. Nós dois estávamos conversando e ele falava que tinha vontade de contruir uma entrada independente para ele, porque muitas vezes os vizinhos passavam e não só olhavam indescretamente para dentro como faziam comentários do tipo: "E aí? Tá fazendo um churrasco com seus amigos?" "Olha, será que é festa?" "Nossa, quanta gente, hein?" e que ele ficava muito puto com isso.