quarta-feira, julho 31, 2002

Sem lembrança

31 de julho, madrugada de terça para quarta-feira

Não consegui lembrar os sonhos dessa noite. Para compensar aí vão três poemas de Fernando Pessoa.

Durmo, cheio de nada, e amanhã

Durmo, cheio de nada, e amanhã
é, em meu coração,
Qualquer coisa sem ser, pública e vã
Dada a um público vão.
O sono! este mistério entre dois dias
Que traz ao que não dorme
À terra que de aqui visões nuas, vazias,
Num outro mundo enorme.

O sono! que cansaço me vem dar
O que não mais me traz
Que uma onda lenta, sempre a ressacar,
Sobre o que a vida faz ?!

Durmo. Se sonho, ao despertar não sei

Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.

Durmo. Regresso ou espero?

Durmo. Regresso ou espero?
Não sei. Um outro flui
Entre o que sou e o que quero
Entre o que sou e o que fui.

Esses poemas estão publicados em:
Jornal de Poesia
Imperdível.

terça-feira, julho 30, 2002

Adivinhem

Sonhei mais uma vez com trabalho. É a época do ano, estou razoavelmente acostumada. Mas essa noite a família também entrou na jogada.

30 de julho, madrugada de segunda para terça-feira

Fichas

Estávamos na minha sala eu, Uriel e Fernando. O Uriel me pedia para transformar em fichas todos os documentos da empresa, porque assim eles ocupariam menos espaço. Eu argumentava que passar todas as informações de todos os documentos para as fichas seria um trabalho muito grande e que não teríamos tempo hábil para colocar o precedimento em prática. O Uriel no entanto, insistia na idéia. Já o Fernando estava querendo usar meu computador para alguma coisa, o que acentece de vez em quando na vida real.

Jogador

Sonhei que visitava minha tia Dulcinha, viúva do tio Zé. Na casa dela estavam, além de mim e minha mãe, a Daniela (que casou há pouco tempo) e o Astolfo, caçula, que de fato, ainda mora com ela. A Daniela, que está grávida, já tinha ganhado bebê, mas ele não aparece no sonho. Inclusive, ela ainda estava com uma barriguinha de uns cinco meses, mas no sonho, era uma espécie de sequela da gravidez e iria passar.

Num determinado momento, a tia Dulcinha começa a dizer que não sabe dos documentos do tio Zé, que ela não consegue achar o testamento e que ela estava muito chateada com isso. Eu não entendo porque ela tocou naquele assunto, porque a visita não tinha nada com aquilo.

Então, meu primo chega com vários papéis que ele havia buscado em um cartório. Entre os documentos tinha o contrato social de uma empresa de esportes. No documento havia uma parte escrita assim: "Jogador principal: José Vito Pizarro" (nome do meu tio). Aí nós percebemos que o meu tio tinha aberto a tal empresa para administrar uma carreira de jogador de futebol que nunca aconteceu.
Meu primo Astolfo, que também é aficcionado com esporte, com o pai era em vida, chegou a comentar: "ele poderia ter se dado muito bem no futebol".

segunda-feira, julho 29, 2002

Aviso aos navegantes

Esse blog está um pouco diferente: agora temos links para outros blogs legais e a para o meu e-mail. Portanto, aproveite.

29 de julho, madrugada de domingo para segunda-feira

Detetive

Nesse sonho, havia um detetive japonês que estava investigando o sequestro do Ayrton Sena. De vez em quando eu tomava o lugar do detetive, mas na maior parte do tempo, eu era uma espécie de observadora que não participava da história. O detetive usava um sobre-tudo bege que ia até o joelho e um bonezinho esquisito. Parecia um detetive de desenho animado.

Não me lembro muito bem como, o detitive foi parar em uma caverna onde o bandido tinha amarrado o Ayrton Sena. O carcereiro era aquele negão de mais de dois metros que fez uns filmes do Bruce Lee. Quando o negão precebeu que o detetive estava dentro da caverna eu passei a ser o detetive. Nessa hora abriu uma espécie de passagem secreta na parede da caverna e o Ayrton Sena estava lá, em pé, com o macacão vermelho que ele usava na fórmula 01. Quando o negão veio para o meu lado, eu (sim, EU) dei um golpe na nuca dele com a mão. A impressão que eu tinha era que o meu golpe não tinha força nenhuma, mas o negão ficou parado, todo rígido, mostrando os dentes para mim. Isso me deu tempo para pensar: "Meus golpes não têm força nenhuma, mas já que ele está parado vou aproveitar para acertar o saco dele, assim ele cai no chão e eu tenho tempo de fugir. Então eu começo a chutar entre as pernas do negão mas ele não cai, continua lá, parado, mostrando os dentes. Nesse momento eu acordei.

domingo, julho 28, 2002

27 de julho, madrugada de sexta para sábado

Mais trabalho

Sonhei com trabalho, para variar. Estava na 4a Feira Mineira de Móveis (que realmente é o próximo evento da Pinheiro) e tinha organizado um fila indiana com os expositores para que eles pudessem pegar seus crachás e pagar a taxa da prefeitura de R$ 30,00.
Muitos reclamavam que não sabiam da existência da taxa, que ela era cara, que não queriam ficar na fila. Eu, muito feliz e contente, tinha permissão da chefia para ser taxativa: "sinto muito, sem o pagamento da taxa não posso entregar os crachás e sem os crachás os seus funcionários não podem entrar na feira".

O que acontece na realidade: a taxa tem que ser cobrada e teoricamente os crachás só podem ser entregues com o seu pagamento. Todavia, como os crachás são entregues aos expositores nos momentos mais diversos e normalmente cada hora por uma pessoa diferente, nem sempre (quer dizer, quase nunca) a taxa é cobrada nesse momento. Como os expositores também não querem pagar, a cobrança desses R$ 30,00 é sempre muito chata e ocorre no decorrer da feira.

Resumindo: no sonho, eu estava resolvendo o problema. Pena que na vida real a coisa não é tão simples como fazer uma fila indiana.

28 de julho, tarde de domingo

Max again

O primeiro sonho publicado nesse blog foi com o Max. Hoje à tarde voltei a sonhar com esse meu amigo. Estávamos numa das reuniões que o Max costuma fazer na casa dele. Entre os seus amigos tinha uma banda de heavy metal com caras cabeludos de preto e uma baterista mulher que se chamava Andréia. Ela também estava de preto e um boné vermelho na cabeça. Eu estava imprimindo alguma coisa e a impressora do Max ficava do lado da baterista. Eu pedia para ela colocar papel na impressora mas ela não conseguia fazer direito, colocando a folha sempre no lugar errado. Eu Pensava "esse povo que só fica tocando rock'n'roll é muito divertido mas é meio burrinho..." O guitarrista tentava ajudar mas também não conseguia.

A impressora do Max não ajudava muito. O carregador de papel era um negócio enorme, feito de uma estrutura metálica que formava uma espécie de elipse vertical de mais ou menos um metro. Isso fazia com que o papel antes de entrar na impressora "passeasse" pela estrutura que parecia aquela volta de montanha russa de 360 graus.

A casa do Max também era diferente. Não se tratava do apartamento dele, mas uma casa mesmo sé que conjugada com outras. Então, o portão era o mesmo para ele e para os seus vizinhos que moravam em outras casas nos fundos. A casa dele era a mais próxima do portão o que não o agradava nem um pouco, porque os vizinhos sempre passavam na frente e ficavam olhando o que estava acontecendo dentro. Nós dois estávamos conversando e ele falava que tinha vontade de contruir uma entrada independente para ele, porque muitas vezes os vizinhos passavam e não só olhavam indescretamente para dentro como faziam comentários do tipo: "E aí? Tá fazendo um churrasco com seus amigos?" "Olha, será que é festa?" "Nossa, quanta gente, hein?" e que ele ficava muito puto com isso.

sexta-feira, julho 26, 2002

Para cortar o ciclo

Depois de três dias consecutivos me lembrando dos meus sonhos, essa noite nada aconteceu. Quer dizer, aconteceu, mas me lembro apenas de um rápido flash. Espero ter mais sorte amanhã.

26 de julho, madrugada de quinta para sexta-feira

Estava lendo um livro enorme, que estava em cima de uma mesa. Nada além disso.

quinta-feira, julho 25, 2002


25 de julho, madrugada de quarta para quinta-feira

Flashes

Não consigo me lembrar de um sonho completo essa noite. Mas alguns flashes interessantes:

Estava num lugar que eu não sei bem se era uma escola ou um acampamento e não sei o que as pessoas faziam ali. Mas eu sei que a minha prima Lô (Leônia) estava lá e todo mundo, inclusive eu, era mais novo, como se o sonho se passasse há 10, 15 anos atrás. Outra pessoa que eu encontrei nesse lugar, que era aberto, mas tinha umas barraquinhas como aquelas de vender cerveja em calourada, foi o Dyerre, outro amigo que eu não vejo há muito, muito tempo.

Em algum momento eu fui parar em uma festa de uma velhinha que era dona de uma das barracas. Era uma espécie de sarau e dentro da barraca tinha um piano de cauda e um divã. (!)

No outro dia depois da festa eu estava com meus cobertores e tinha que arrumar um lugar para guardá-los. Além deles tinha um colchão enorme que eu não sabia onde eu ia enfiar mas que eu deveria guardar junto com os cobertores. Pensei em guardar dentro da barraca da velhinha, mas era tudo aberto e eu sabia (não sei como) que molharia. Então eu fui parar em um cômodo (ele apareceu do nada, porque até então era tudo na rua). Nele, a minha prima Lô estava assistindo televisão e tinha um guarda-roupa que eu conhecia mas as gavetas estavam em lugares trocados, onde deveria ter porta tinha gaveta, onde antes era gaveta tinha prateleira essas coisas. Mas eu consegui encontrar um lugar para colocar meus cobertores e meu colchão.

Num outro momento eu estava fumando. Quando acabei de fumar ainda pensei: não vou contar para ninguém que eu fumei esse cigarro. E vou tentar não fumar mais. Bem coisa de viciado, né?

quarta-feira, julho 24, 2002


24 de julho, madrugada de terça para quarta-feira

Trabalho, trabalho

Essa noite eu trabalhei e estudei. Primeiro, eu estava atendendo um cliente da época do Escritório do Comunicação, o Wiliam da Campos Guimarães. Nós estávamos fazendo uma permuta: eu fazia as peças publicitárias dele e ele me ensinava inglês e contabilidade(?!) Eu anotava tudo em um caderno aspiral com umas modelos na capa, muito parecido com aqueles que eu usava na época da escola.

Minha reunião acabou e eu fui encontrar a minha mãe no mesmo prédio. Peguei o elevador e ele descia muito rápido, o que me deixava com uma sensação de queda horrível. Saí do elevador pensando como ele era detestável. Encontrei a minha mãe, que estava conversando com um atendente de um balcão. Ele estava falando que segundo o perfil da minha mãe e um acordo feito entre a Cemig e a Copasa, ela poderia pagar apenas metade da conta de água todo mês. Minha mãe respondeu que não queria pagar só metade da conta, que ela sabia que eles cobrariam mais caro depois por causa disso. O rapaz explicou de novo que era só ela assinar um papel que apenas metade da conta seria cobrada, mas ela estava irredutível e disse que não assinaria. Eu entrei na história e disse: "Eu assino! Onde tem que assinar? Para pagar só metade da conta, eu assino". Mas eu não poderia assinar por ela e nós perdemos a promoção. (!!)

Depois disso fui para aula, porque eu estava fazendo um curso de especialização em Marketing. A sala era igual de cursinho (como no Pitágoras, onde estudei). A maioria das pessoas estava muito bem vestida (terno ou tailleur) o que destoava um pouco daquele clima de cursinho.

A professora tinha o cabelo curtinho e eu anotava tudo que ela falava no meu caderno, que tinha páginas e páginas escritas dos meus cursos de inglês, contabilidade e marketing. O pior de tudo: as pessoas não se chamavam apenas pelo nome. Durante as aulas as pessoas tinham que falar "executivo fulano" ou "executiva beltrana". A última coisa que me lembro do sonho é a sensação de peixe fora d'água que aquele curso me dava.

terça-feira, julho 23, 2002

23 de julho, madrugada de segunda para terça-feira

Religião

Eu estava em um mosteiro que ficava em uma montanha muito alta de um país da Europa. O lugar era muito antigo e bonito mas tinha um defeito: tocava música da bahia. Mas só axé music da pesada mesmo, tipo "É o tchan" e similares. Eu ficava pensando: "nossa, mas num lugar onde as pessoas são tão cultas, no meio da Europa, berço da civilização, eles ficam ouvindo essa música tão ruim". Depois eu concluí que eles, na verdade, não sabiam que tipo de música era aquela, não tinha noção da letra (até porque era um monte de padre que não falava português), e portanto aquilo não passava de ingenuidade.

Enquanto eu andava pelo mosteiro eu vi um escravo africano cego preso em uma cela. Fiquei muito comovida com a situação dele e revoltada com o fato dos padres manterem um escravo. Eu conversei um pouco com ele para tentar conforta-lo e ele me disse que até que não era mal tratado, que os padres eram bons para ele por causa da cegueira. Pelo que eu entendi da conversa ele era um escravo do tempo da escravidão mesmo (coisa de sonho) e tinha sido levado para o mosteiro porque era cego. Mesmo assim ele ficava naquela cela e tinha roupa de escravo, o que continuou me revoltando.

De repente entra o bispo mau na história. O mosteiro era dirigido pelo bispo bom que era muito velhinho e parecia o Padre Cícero. Tinha também o bispo mau que queria roubar o terço do bispo bom para que ele não pudesse fazer a cerimônia que teria naquele dia à noite. Ele queria impedir a cerimônia só de sacanagem.

Então ele entra no quarto onde o bispo bom está dormindo e pega o terço que tem um sininho que toca e acorda o bispo bom. Nessa hora, o bispo bom vira a minha mãe e eu tomo o lugar do bispo ruim. A minha mãe me xinga porque eu queria roubar o negócio dela e atrapalhar a cerimônia. Então eu começo a brincar com o terço e contar quantos diamantes e rubis tem no terço, que é uma peça muito valiosa, mas meio feiosa.

Eu não tenho mais inteção de roubar nada e fico conversando com a minha mãe sobre a cerimônia. Agora, essa cerimônia seria para a minha mãe ficar no lugar do bispo bom, que estava muito velhinho. Aí eu pego uma caixa com os apetrechos que a minha mãe vai precisar à noite. Dentro da caixa tem um monte de coisa, inclusive alguns dentes humanos. Eu lembro a minha mãe que durante a tal cerimônia ela vai ter que arrancar um dente, tipo uma prova de fidelidade. Inclusive eu mostro para ela um dente do bispo bom (eu não como eu sei que o dente é dele, mas eu sei).

Mas ela diz que essa tradição é muito antiga e que ela não iria arrancar dente nenhum. Eu fico mais tranquila, porque a idéia de um dente da minha mãe sendo arrancado a frio estava me incomodando. Depois disso não me lembro do que aconteceu.

segunda-feira, julho 22, 2002

20 de julho, madrugada de sexta-feira para sábado

Sonhei primeiro que eu estava dentro de um western, daqueles bem convencionais. Eu era professora, vestia roupa de couro cru, marrom e tinha um cabelo enorme. Numa determinada altura do sonho eu largo os meus alunos e vou enfrentar o bandido que está na cidade, mas o Tom Seleck (aquele ator que fazia o seriado Magnum) é uma espécie de líder dos homens que estão caçando o bandido e não quer que eu vá porque eu sou mulher. Mesmo assim eu subo no cavalo e vou também.

Depois eu sonhei que estávamos eu, Kenji, Artur, Ana, Max e Márcio no Diamond Mall. O motivo do encontro era a visita à cidade da Ana que é namorada do Artur e mora em Floripa. No mesmo sábado eu realmente encontrei a Ana e o Artur, à noite, no Acorde (um boteco simpático).

22 de julho, madrugada de domingo para segunda-feira

Misturando tudo

Sonhei que o meu pai precisava de uma relação completa das peças publicitárias produzidas para a Feira de Rádio. A única forma de enviar essa relação ao meu pai seria usando o fax do Fred (amigo do Artur e do Max) e quem estava me ajudando a montar essa listagem era a Rosiane. Detalhe: o fax do Fred ficava em um camelô de frutas na av. Alfredo Balena.
Algumas relações com o sonho:
. Na sexta-feira meu pai ligou me pedindo que fosse encontrar a Luana, minha irmã, no aeroporto da Pampulha.
. Também na sexta, o Almindo tinha que finalizar a relação das peças publicitárias produzidas para a Feira de Rádio, porque ele estaria iniciando hoje, segunda, seu período de férias.
. No sábado, o Artur tinha me falado que havia encontrado o Fred na noite anterior.
. Nesse mesmo sábado eu tinha conversado com a Rosiane sobre o aniversário do Marcelo e qual caminho ela faria para ir.
Resumindo: eu misturei tudo na minha cabeça e deu isso. Só não consegui entender de onde saiu o fax no camelô da av. Alfredo Balena. Alguém tem alguma sugestão??

quinta-feira, julho 18, 2002

Pena

Essa noite eu tive um sonho longo, mas consegui esquece-lo no momento em que eu acordei. É uma Pena. Para não voltar para casa de mãos vazias, publico dois sonhos super divertidos que na época me deixaram muito feliz.

Madrugada dessas, já faz um tempo, casa do Kenji

Ô João!

Em uma noite iluminada sonhei que João Guimarães Rosa lavava as louças na pia da cozinha do Kenji. Eu estava sentada em um banquinho do lado, conversando.

Ele estava com aquele terno xadrezinho, gravata borboleta vermelha e os óculos redondos com armação preta.

Durante o papo, ele me contou que o Riobaldo e a Diadorim realmente existiram e que a Diadorim não tinha morrido nada, estava viva e trabalhava de faxineira no Shopping Del Rey. Eu revidei, surpresa:

- Ô Joããão, então porque você a matou no livro, Joãão?!

A explicação dele era alguma coisa em torno de que as mulheres são seres muito trágicos, por natureza, e que se ele não a tivesse matado, ela não ficaria satisfeita.

Muito tempo atrás, na época da faculdade

Nova Iorque – Paris

Nesse sonho eu estava a serviço, acompanhando a Naomi Campbel. Alguma coisa do tipo fazer uma reportagem sobre as viagens dela. Mas, no sonho, nós éramos meio amigas. O bom do sonho: eu estava me preparando para no dia seguinte embarcar para Paris. Aí vieram me avisar que o meu vôo para Paris iria fazer uma escala em Nova Iorque. Logo em seguida eu acordei.

quarta-feira, julho 17, 2002


Retorno

Pronto, esse blog está funcionando de novo. Aproveito para me desculpar pelo sumiço. Uma carga de trabalho absurda me impediu de pensar qualquer coisa que não fosse radiodifusão.

Aproveito a oportunidade para ressaltar que volto a publicar meus sonhos principalmente pela repercussão que esse blog teve. Muitos dos meus amigos vieram comentar meus sonhos, os sonhos deles, os sonhos sobre os meus sonhos, histórias de sonhos, sonhos de terceiros. Parece que o exercício de esmiuçar a cabeça através de sua manifestação mais lúdica tem funcionado tanto para a minha higiene mental quanto para as pessoas que eu gosto e convivo. Motivo mais do que justo para persistir na idéia.

17 de julho, madrugada de terça para quarta-feira

Cansaço ou o sonho anti-sono

Sonhei que eu andava na av. Augusto de Lima com o Kenji e o Sérgio, um cara muito grande que dava assessoria de informática na Super Marketing, agência de publicidade que trabalhei. Nós estávamos indo buscar um computador na Barroca.
O Sérgio me perguntou: Você entende de computador?
Eu brinquei: Não, eu não entendo nem esse conceito.
Resposta: Ótimo! Porque em outubro, no próximo lançamento da Microsoft, o conceito de computador vai mudar mesmo.

Nós continuamos a andar, estava fazendo um sol de rachar, insuportável e eu estava carregando a minha pasta de trabalho que estava incrivelmente pesada o que me dava uma dor nas costas terrível.

Eu estava exausta e suava muito por causa do sol. A Av. Augusto de Lima transformou-se na Av. Amazonas e nós chegamos no viaduto da Barroca. Nós estávamos indo a uma loja no Shopping Barroca que na verdade fica antes do viaduto, mas no meu sonho ficava depois. O viaduto também estava diferente. A passagem de pedestre era uma escada super íngreme, estreita, alta e não tinha proteção. (O sol continuava queimando) Quando vi aquilo, eu que já estava cansada, com uma dor nas costas horrível e tenho medo altura, desisti de acompanhá-los. O Kenji ao ver o viaduto me olhou e fez aquela cara de “ih, acho que a Lud não vai querer subir...”

Aí ele me levou para um buteco (buteco mesmo) com as paredes azuis e mesinhas na rua. Quando eu sentei uma mulher loura, bem parecida com essas mulheres que ficam no buteco o dia inteiro mesmo, mas simpática, puxou conversa comigo. Eu acordei no meio da noite, com dor nas costas e descansei pouco durante o sono.

Para não perder a viagem vou publicar mais dois sonhos que eu tive durante esses dias

15 de julho, madrugada de domingo para segunda-feira

Romeu e Julieta do Espaço

Sonhei com o seriado Jornada nas Estrelas. Era um diálogo entre o Spock e o Dr. McCoy.
Como todo mundo sabe, os dois nunca se bicaram no seriado. No meu sonho, o médico estava sendo irônico com o Spock dizendo que infelizmente, o filho dele não poderia se apaixonar por uma bela terráquea porque, como o pai, ele era Vulcano e não tinha sentimentos. Muito ironicamente, o médico continuou dizendo que, inclusive, o filho do Spock não poderia se apaixonar pela sua bela filha que aparece e é apresentada tanto ao Spock quanto ao seu filho.

Evidentemente, os filhos se olham e imediatamente se interessam um pelo outro. O Dr. McCoy fica puto com isso e vai embora.
Não sei como os roteiristas do seriado nunca pensaram em alguma coisa parecida, já que a antipatia dos dois sempre foi mote de piada no seriado e nos filmes.

Madrugada dessas, na casa do Kenji

The Osbournes

Estava assistindo um jornal na televisão e o apresentador falava sobre Ozzy Osbourne. Eu acho estranho e me pergunto em voz alta: O Ozzy Osbourne morreu?. O apresentador da TV me responde: Morreu sim.

Só que eu fico na dúvida se ele já tinha morrido há muito tempo ou se era uma coisa recente. Então eu abro a geladeira e pego uma caixa de yakult que tem uma promoção sobre o programa da MTV The Osbournes. Eu procuro na caixa maiores informações sobre a morte do Ozzy, mas não encontro nada, só fotos do programa.

Volto para sala e continuo assistindo ao programa que falava que o roqueiro tinha iniciado sua carreira na década de 70 em eventos realizados na época pela MTV. O evento era o seguinte: umas cabanas de bambu levantadas na praia, onde os músicos, inclusive o Ozzy Osbourne se apresentavam. No fim do dia eles cobriam as cabanas com um pano branco gigante e rolava muito sexo, drogas e rock’n’roll, bem no estilo dos anos setenta. Depois a reportagem mostrou os mesmos eventos nos dias de hoje. Eu entrei na TV e visitei as cabanas na praia, mas elas eram usadas para vender produtos, tipo instrumento musical e roupa. Aí eu pensei: É, os eventos mudaram e agora só servem para comércio mesmo.

terça-feira, junho 25, 2002

Recorrente

Sonhei novamente com os tempos de Faculdade, mas dessa vez o sonho foi mais comprido e sombrio.

Madrugada do dia 25, de segunda para terça-feira

Sonhei que estava no dia da minha formatura. Eu estava formando com uma turma posterior à minha de origem, a turma da Mônica, da Fernanda e da Chiara, que estavam comigo. Nós estávamos no lugar onde aconteceria a cerimônia mas estava muito cedo e nós resolvemos voltar para casa. Eu voltei e comecei a me aprontar para a formatura que não seria uma festa, apenas uma cerimônia formal. No sonho eu sabia que se eu não estivesse lá perderia a chance de formar.
Eu estava na minha casa, um pouco nervosa e a minha mãe queria que eu me maquiasse, falando que não tinha o menor cabimento ir para a formatura sem maquiagem. Eu fiquei meio confusa porque eu não sabia direito se seria uma simples entrega de diplomas ou se seria uma coisa mais pomposa.
Antes de sair de casa, o meu anel, aquele vermelho com uma menina dentro, quebrou e eu pensei:
- Putz, justo hoje, eu não vou estar usando meu anel. Mau sinal.
Peguei um ônibus para ir ao local da formatura. Era um ônibus da Cometa, a viação que faz BH-São Paulo e BH-Santos e o caminho se transformou na rodovia Anchieta, que liga São Paulo a Santos e desce a serra do mar. O Kenji estava comigo. As famosas "curvas da estrada de Santos" estavam ainda mais fechadas no meu sonho e eu, que detesto altura, estava morrendo de medo. O ônibus quase saía da estrada quando virava uma curva e numa delas chegou a esbarrar na proteção de cimento.
Depois, o caminho ficou mais tranquilo. O sonho terminou nesse momento.
Com certeza esse sonho está mais propenso a interpretações que os anteriores. :o)
Até amanhã.

segunda-feira, junho 24, 2002

Lembrança

Madrugada do dia 23, de sábado para domingo
Voltei aos meus tempos de faculdade. Estava recepcionando os calouros, moças e rapazes. Havia um grupo de rapazes que eu considerei todos muito altos, e pensei comigo: "esses calouros estão crescendo a cada ano que passa".
Num determinado momento um dos calouros me pergunta:

- Qual seu nome e que dia você nasceu?!
- Por quê?
- Qual seu nome e que dia você nasceu?! Ele perguntou outra vez, meio nervoso.
- Por que você quer saber?? Bem, meu nome é Ludmila Pizarro e eu nasci no dia 13 de setembro de 1973.

Aí o calouro começa chorar eu me viro para ele e digo, muito surpresa: Fernando!!
Meu sonho acabou aqui.
Interessante é que o Fernando foi meu amigo de infância quando eu era muito pequena. Nós estudamos juntos nos 2o. e 3o. períodos do jardim de infância e no pré-primário. Isso significa dos três aos cinco anos de idade. Ele era argentino e morava no meu prédio. Um dia ele voltou para a Argentina e nós nunca mais nos vimos. Eu nem sei qual o seu sobrenome, mas me lembro que ele era do dia 14 de setembro de 1973 e nós comemorávamos nossos aniversários juntos na escola. Por essa razão, a única forma de nos identificarmos seria pela data de nascimento.
Foi uma lembrança agradável. Desejo, sinceramente, que mesmo distante ele seja uma pessoa feliz.
Até amanhã.

sábado, junho 22, 2002

Hoje eu saí com minha mãe de manhã. Cheguei na casa do Kenji por volta de 15h30min e resolvi tirar um cochilo.

Tarde do dia 22 de junho, sábado

Dormi um pouquinho e logo me levantei. Coloquei meu CD preferido do IRA e fui lavar a pouca louça que havia na pia, ouvindo "abraços e brigas" do Edgard Skandurra.
Lavei a louça e alguns copos estavam colocados de uma maneira diferente no guarda-louças.
Acabei o serviço e fui ouvir meu CD na sala, de repente comecei a ouvir Brendon Power, um gaitista muito bom, mas não sabia de onde vinha a música.Fui até o escritório, onde fica o computador do Kenji e o aparelho de CD estava ligado. Estranho, porque eu não me lembrava de tê-lo ligado. Cheguei a imaginar se o Kenji tinha chegado enquanto eu dormia e dado uma saidinha, tipo na padaria. Isso explicaria os copos também. Mas depois eu cheguei a conclusão que era bobagem.
Comecei a ouvir uma outra música muito alta que vinha da rua e me debrucei na janela para descobrir de onde ela vinha. A rua estava deserta e não deu para saber.
Nessa hora eu acordei.
Fui até a cozinha, olhei a pouca louça que tenho que lavar, abri o CD player da sala onde estava meu CD do IRA, que eu tanto gosto, que tem "abraços e brigas".
Só que agora eu estou acordada.
Pelo menos eu acho.
Até amanhã.

sexta-feira, junho 21, 2002

Mais uma vez

Meu inconsciente barrou o funcionamento regular desse blog, e não me permitiu lembrar meus sonhos dessa noite.
Não tem problema. Vou desencavar um dos meus sonhos com meu cachorrinho Simba. Na maioria dos meus sonhos com ele nós consiguimos nos comunicar de alguma forma. Nesse que eu vou descrever agora ele será o salvador do dia. Acompanhem.


Simba

Sonhei que estava assisitindo um filme. Ele já estava bem adiantando e eu peguei o momento que o mocinho se encontra com a mocinha no restaurante para se reconciliar. No sonho eu sabia que a sinopse do filme era: mocinho casa com a mocinha mas troca os pés pelas mãos, perde o emprego, enche a cara e eles acabam se separando. (bem sessão da tarde, né?)
Então ele chega no restaurante para tentar reconquistar a mocinha vestido com uma roupa de veludo verde horrorosa por sinal, mas que no contexto do filme e do sonho, significava que ele estava bem vestido. Ele diz que parou de beber, que está rico porque arranjou um emprego e dá um anel mais horroroso ainda para a mocinha. O anel era uma miniatura de quadro com a cara de alguém pintado, uma coisa muito feia. Mas a mocinha fica muito feliz porque dentro do contexto, aquilo era uma jóia valiosíssima.
Então aparecem as duas filhas do casal e ficam sabendo que "papai vai voltar para casa" e ficam muito felizes.
Nesse momento eu penso: "esse filme deve estar acabando". Mas não.
A filha mais velha, com cerca de uns 17 anos, vai para uma outra sala (o restaurante parece que fica num hotel), se encontra com um monte de punk (!) e fala assim:
Gente, fudeu. Justo hoje meu pai resolveu voltar para casa, minha mãe não vai mais viajar, como nós vamos fazer a festa?
Aí eu percebo que o filme ainda não acabou.
Ela conversa com os amigos e resolve fazer a festa assim mesmo, com todo mundo em casa.
A casa citada, por sua vez, ficava em cima de uma torre (???) igual as torres de telefone celular.
A festa começa e por causa da dança a torre começa a balançar. Eis que surge o meu cachorro.
Você devia estar se perguntando por ele.
Ele é o único na casa que percebe que a torre está bamba, desce pelos ferros da torre, com sua patinha aperta um parafuso que estava solto e salva todo mundo de uma tragédia.
Então, todas as pessoas da casa descem até o pé da torre para parabenizar meu cachorro por ter salvo o dia.
Eu aproveito e entro dentro do filme (até esse momento eu era mera espectadora). Minha preocupação era saber se o filme estava acabando ou não. Então eu pergunto para o Simba:
Agora acabou, né?
E ele abana a cabecinha para cima e para baixo dizendo que sim. Não é uma gracinha?
Foi isso. Até amanhã.

quinta-feira, junho 20, 2002


Branco
Hoje eu acordei e não lembrava nenhum dos meus sonhos. Sei que sonhei alguma coisa relacionada ao meu serviço, o que é muito comum, mas não sei exatamente o quê.

Para mim, sonhar é uma experiência. Muito antes da "realidade virtual" estar na moda, eu já podia vivenciar "virtualmente" emoções, fatos, momentos, conjunturas (e conjecturas) novas através do sonho.

Acredito que o sonho seja o mecanismo do inconsciente de apresentar situações ao consciente para que ele aprenda a lidar com elas. Muito antes da galera curtir jogos de simulação, eu já era capaz de viajar nos meus sonhos. Aprender o funcionamento dessa estratégia da cabeça humana, captar suas mensagens através de suas alegorias é um barato único para quem está a fim de se compreender um pouco melhor. Por isso eu me divirto tanto com os meus.

A Rosi pegou o espírito da coisa e me enviou a letra de uma música que eu gostaria de ouvir um dia. Obrigada, Rosi.

Moloko - Fun for Me

I dreamt that I was dreaming, I was wired to a clock,
Tickled by the minute hand tick tock tick tock,
I dream I'm on a train and it is making music,
I don't remember getting on clickity click clickity click,
I dreamt that I was very tall, I was bigger than King Kong,
I heard the bells the bells a'ringing a'ding dong ding dong,
I dreamt that I was sitting in the devil's company,
He gave a solemn promise fe fi fi fun for me,
I dreamt that I was chasing the monster out of me,
I caught him in the corner ha ha hee hee hee,
I dream I'm in a tunnel between here and now,
Scooby do-be where would you be bow wow wow wow,
I dream I'm at a crossroads no place left to go,
I look in each direction eenie meanie miny mo,
I dream I am an ostrich head deep in the sand,
There is a rhythm that's a playing fantastic elastic band,
I dreamt that the bogeyman went down on Mr Spock
Sugar was a flowing sock it to 'em sock
I dreamt I saw a moo cow jump across the moon
Just a flight of fantasy zoom zoom zoom
I dreamt I met a spaceman he took me to his ship,
You know he cut my hair off snip snip snip
I dreamt that I was sleeping asleep for heaven's sake
The dream that I was dreaming caused me to awake
I dreamt that I was way up I was standing on the top
With the feeling I was falling bop beep bop
I dreamt that I was jumping in a circus through a hoop,
Someone saw the lights off shoo-be-doop
I dreamt that I was fast I was never shutting up,
I was going in a hurry I was giddy-up giddy-up
I dream I'm in the park I'm standing in the nudey,
I was getting what I wanted tootie fruity tootie fruity,
I dreamt that I was dreaming, I was wired to a clock,
Tickled by the minute hand tick tock tick tock,
I dream I'm on a train and it is making music,
I don't remember getting on clickity click clickity click,
I dreamt that I was very tall, I was bigger than King Kong,
I heard the bells the bells a'ringing a'ding dong ding dong,
I dream I am an astrich head deep in the sand,
There is a rhythm that's a playing fantastic elastic band,
Fe fi fi fun for me.

quarta-feira, junho 19, 2002

Novela
Eu não acompanhei a novela "O Clone", mas soube histórias hilárias nesse folhetim como clone de irmão gêmeo, gravidez sem sexo, 20 anos que se passam e ninguém envelhece, essas coisas...Bom, aí semana passada eu estava na banca de revista e vi uma capa com o título "O Casamento de Jade e Lucas". Aí eu pensei: "Uai, não era esse casal que não poderia se casar porque ela é muçulmana e ele não?" E fiquei com aquilo na cabeça. Na verdade, eu nem sei se eles realmente de casaram na novela, mas para os meus sonhos isso não tem a menor importância.

Madrugada do dia 19, de terça para quarta-feira.
Sonhei com a novela "O Clone". A Jade estava no meio da sala, aí aparece o Juca de Oliveira (eu não sei o nome do personagem) e fala assim: "Eu resolvi o problema, agora todo mundo vai poder ser feliz. Na época da clonagem eu aproveitei e clonei a Jade também.
Aí aparece uma segunda Jade que sai de dentro de um baú. O Juca de Oliveira continua:
Agora, ela (clone) pode namorar o Clone, e a Jade fica com o Lucas.
Depois disso aparece a Jade e o Lucas morando numa casa e o clone dele (também não sei o nome) vivendo como se fosse filho dos dois!

Academia
Outro sonho. Eu estava procurando uma academia de ginástica perto do meu serviço. No sonho, eu queria apenas fazer uma avaliação física para saber se eu estava muito fraca. Fui parar numa casa muito grande, que na verdade não fica perto do meu atual serviço, mas perto da av. Silviano Brandão, onde eu já trabalhei. Na casa também não funciona uma academia, mas um buffet de festas.
Cheguei na Academia e duas meninas me atenderam. Essa academia por sua vez era diferente: toda a equipe de funcionários se dividia em várias funções e cada grupo tinha uma roupa diferente. Eu me lembro claramente dos grupos "crianças" que vestia uma espécie de macacão curto cinza com botões coloridos, o grupo "mundo" que vestia calça e camiseta branca e o mais engraçado de todos que era o grupo "Brasil" que vestia uma bata enorme amarela que batia no chão.
O problema era que toda vez que eu fazia uma pergunta, as atendentes (eu não sei qual era o grupo das duas, mas elas vestiam uma roupa azul e preta) chamavam alguém de um grupo específico para responder e isso demorava horas.
Chegou uma hora que eu perguntei alguma coisa do tipo: "Nossa, mas será que a gente não pode começar o teste logo, que horas são?" Aí elas responderam: "Ah, só o grupo mundo pode responder essa pergunta, porque tem que ver o fuso horário que você quer, espera só um pouquinho que eu já vou chamar o responsável".
Eu fiquei desolada. De repente eu olhei no relógio e já eram mais de 10 horas da manhã e como eu começo a trabalhar às nove (isso é verdade, não é só no sonho não) eu já estava atrasada.
Resolvi então ir embora. Quando eu já estou na porta da rua, a dona da academia chega com uma bata igualmente engraçada como a do grupo Brasil, mas branca. Ela me pede mil desculpas porque o pessoal do grupo mundo estava reunido com ela, mas que eu podia voltar que eles iriam me atender. Nessa hora o meu despertador tocou. Estava tocando uma música do Raimundos, aliás horrorosa, lembra Mamonas Assassinas e fala sobre um padeiro pão duro.
Até amanhã.

terça-feira, junho 18, 2002

AHÁ! Novidades à vista!
Esse é o meu novo blog, menos dark que o primeiro.
Em breve teremos mais design e comentários, aguardem.
Aqui vou contar meus sonhos, porque eles têm realmente, ficado tão esquisitos que vale a pena publicá-los.
Nos dias que meu inconsiente não permitir que eu recorde o sonho da noite passada descreverei sonhos passados, tão ou mais bizarros quanto este que vou contar agora.

Madrugada do dia 18, de segunda para terça-feira.
Estava no carro com o Max do Bombolinho e nós estávamos indo buscar um amigo dele em algum lugar.
Eu estava lendo "Assim falava Zaratrusta" do Nietzsche, e nós discutíamos se era um livro cômico ou não.
A minha teoria no sonho era que o filósofo era muito irônico e que o livro não passava de uma gozação dele. (????)
Bem, seguindo o sonho.
Nós descemos do carro e fomos para uma casa (não sei aonde) e o Max estava embrulhando um presente para o amigo dele. No sonho eu sabia que esse amigo estava vindo de longe, eles não se viam há muito tempo mas eram amigos de infância. Um dos motivos do amigo vir ao Brasil, era exatamente o presente que o Max embrulhava com um papel branco enorme. Tratava-se de uma coleção de revistas em quadrinho raríssima, que o Max e seu amigo liam quando crianças.

O amigo
Chega o amigo do Max, que era um heavy metal. Durante o sonho isso não me perturba, mas o amigo do Max, na verdade, é uma versão idêntica do mesmo, com barba e cabelo muito compridos e louros!!!
Uma espécie de alter ego vindo de longe.
Ele senta, enquanto as revistas continuam sendo embrulhadas e fica calado. Eu penso: ele tem cara de de heavy metal do mal. Ele, como o Max, usa preto, mas sua camisa é de uma banda que eu não consigo identificar.
Aí eu me lembro que eu estou esperando o Kenji chegar.

Aeroporto
De repente eu estou com o Kenji em um aeroporto minúsculo, mas não é o Pampulha, é menor, e nós temos que ir para São Paulo.
Parece que tem uma relação com o amigo do Max, mas eu não sei precisar exatamente o quê. Só sei que nós temos que pegar o primeiro vôo da Gol para São Paulo.
Encontramos o guichê, mas ele está simplesmente lotado de adolescentes e algumas professoras (???)
Eu, que detesto multidão, me enfio no meio daquela meninada para poder comprar as passagens. Num golpe de sorte, a mulher do guichê olha para mim e vai me atender. Eu e o Kenji nos aproximamos e passamos umas moedinhas para ela. No meu sonho a passagem da Gol custava R$ 1.15!! Ela nos passa um pedaço de papel anotado com caneta vermelha, e eu digo assim:
- Mas são duas passagens! Aí tem duas passagens??
O Kenji acaba me puxando porque o avião já está saindo. Eu abro uma porta no meio dos adolescentes todos (eles permaneceram lá, esse tempo todo) e a gente sai já no Pátio do aeroporto perto de um monte de avião pequeno, tipo monomotor.
Na correria eu só consigo pensar: espero que a gente não tenha que ir num avião da Embraer, porque ele são muito pequenos!
Acordei com o rádio tocando "Exagerado" do Cazuza.
Eu juro que essa é a pura verdade.
Amanhã tem mais.