segunda-feira, outubro 11, 2004

O Gato
Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho / Bacalov

Com um lindo salto/Leve e seguro
O gato passa/Do chão ao muro
Logo mudando/De opinião
Passa de novo/Do muro ao chão
E pisa e passa/Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso/Atrás de um pobre passarinho
E logo pára/Como assombrado
Depois dispara/Pula de lado
Se num novelo/Fica enroscado
Ouriça o pêlo, mal-humorado
Um preguiçoso é o que ele é
E gosta muito de cafuné

Com um lindo salto/Leve e seguro
O gato passa/Do chão ao muro
Logo mudando/De opinião
Passa de novo/Do muro ao chão
E pisa e passa/Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso/Atrás de um pobre passarinho
E logo pára/Como assombrado
Depois dispara/Pula de lado
E quando à noite vem a fadiga
Toma seu banho
Passando a língua pela barriga


sexta-feira, outubro 08, 2004

A vida de Brian

Para você que, como eu, trabalhará segunda-feira:



he...he...he...
Uma noite sobre a Terra

Essa noite eu sonhei com o Mark Ruffalo:



Ele era taxista em BH, colega do Márcio (que no sonho também era taxista) e amigo do Max.

Tenho visto vários filmes com o sujeito. Não é só uma questão de gostar dos filmes em que ele atuou (vi inclusive umas bombas no Telecine que ele participava), mas de ele atuar em filmes que eu gostei muito de ver, como o Brilho eterno de uma mente sem lembranças e o Minha vida sem mim.
Espero que ele continue do lado bom da força.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Alguém tem que ceder II

Continuando o papo sobre idade.

Primeiro: eu não acredito que exista uma relação direta entre envelhecimento e maturidade.

Segundo: eu adoro quando um jornalista imbecil pergunta para alguma personalidade mais idosa: você se sente jovem aos 70 anos? e a pessoa responde: claro que não. Por que eu me sentiria assim? Aliás, eu detestaria me sentir jovem hoje, eu demorei muito para chegar aqui. Dois exemplos que eu já vi: Paulo Autran e Fernanda Montenegro. Palma para os dois!

Terceiro: eu não quero ser uma velha jovem. Eu quero ser uma velha velha. Madura. Claro, com a mente cada vez mais aberta e uma saúde impecável. Mas eu quero chegar aos 50, 60 anos respeitando meus cabelos brancos. Quero usar meus óculos para vista cansada com dignidade. Quero merecer e valorizar minhas rugas .
Até porque, fora de moda, considerando o que pensam e como agem os jovens de hoje, eu estou desde os 16.




terça-feira, outubro 05, 2004

Alguém tem que ceder

Assisti ontem em DVD. Achei legal, uma gracinha. Muito, muito engraçado e trata a questão da maturidade com inteligência. Bom, vale a pena assistir, tem a Diane Keaton que sempre dá um show.

Sem querer desmerecer o filme, contudo, não gostei do final. Diria porque não fosse esse blog público. Detalhe, aliás, do qual acabei de me lembrar: a gente não deve sair por aí contando os finais dos filmes.

É, então vou publicar esse post enquanto eu não penso em outro, porque a idéia original, quando comecei a escrever, era realmente falar mal do fim do filme.




segunda-feira, outubro 04, 2004

Instinto Selvagem

Esse fim de semana o Animal Planet poderia ter filmado, lá em casa, um episódio de Hospital Veterinário.

Vou dizer uma coisa: a dedicação e a paciência necessárias para cuidar de dois animaizinhos adoentados só não se comparam a dedicação e a paciência necessárias para cuidar de um bebê (considerando que esse seja seu filho, ou parente próximo. Caso contrário, você ainda pode chutar o balde). Só.





quarta-feira, setembro 29, 2004

Rio 40 Graus

(...)
"Este quinto sol, o sol do movimento, iluminou os toltecas e ilumina os astecas. Tem garras e se alimenta de corações humanos."

O sol e a Lua, in: Memória do Fogo Vol. 1 - Os Nascimentos. Eduardo Galeano.




terça-feira, setembro 28, 2004

O Informante

Segue o texto de um scrapbook-spam (aonde chega a audácia das pessoas...) do Orkut.
Mas a informação é interessante, já que recordar é viver.
Vamos?

oi ludmila!!!Estou trazendo a banda ZERØ pra tocar aqui em BH...uma das mais cultuadas bandas do cenário rock brasileiro dos anos 80.
O evento contará com a abertura da banda ENJOY (BH) e participações especiais da cantora Fabiana Costa (banda SYRIX-BH) e DJ RIOT (BH) que fará a discotecagem
dia 16 de outubro(sábado)...22:00h
100 PRIMEIROS:10 REAIS
ANTECIPADO:12 REAIS
PORTARIA:15 REAIS

Será um ?show case? intimista para fãs realizado na casa de espetáculos MATRIZ BAR(TERMINAL TURÍSTICO JK.GUAJAJARAS,1353) com público estimado em 500 pessoas.
vai lá e leva uma galera
sua "NÃO" presença será notada !!!

vc pode conseguir antecipado no:
LASOMBRA TATTOO E PIERCING, rua Pernambuco 1070/lj 12. Savassi, BHZ/MG tel: (31) 32617765





segunda-feira, setembro 27, 2004

No Smoking

Para de fumar é uma perda. Como outra qualquer.

Fumar é um prazer, vendido em pacotinhos de 20 unidades.

Cada cigarro equivale a um beijo, um abraço, àquela música que você não ouve tem um tempão... Quando alguém acende um cigarro no meio do expediente está resgatando, artificialmente, uma boa lembrança.

Parar de fumar é abster-se. Abster-se do que é fácil e certo. É não se enganar. Só que a vida é tão mais fácil com pequenos auto-enganos...

Iludir-se, como fumar, não é essencial, mas é gostoso.

Parar de Fumar é lógico, é racional.

Fumar é desejo, é estúpido.

Estúpido como gostar de alguns.A gente gosta, topa, se fode e acaba acendendo um para consolar.

Só que um dia a auto-estima fala mais alto.

Alguns, como o cigarro, ficam para trás.

Cinco dias sem ligar. O último cigarro.

Nesse momento, o cigarro é meu ex-namorado.




sexta-feira, setembro 24, 2004

A Promessa

Eu tinha duas possibilidades. Ou fechava de vez o buteco, ou voltava a postar aqui nessa minha birosca. Volto a postar. Esse blog me acompanha desde 2002, gosto dele. Portanto, vou me esforçar para escrever minhas sandices diariamente.




quinta-feira, setembro 23, 2004

Deus e o Diabo na terra do sol

Eu tenho, você não tem!
Eu tenho, você não tem!
Eu tenho, você não tem!





segunda-feira, setembro 13, 2004

Orlando, a mulher imortal

A gente envelhece, mas não deixa de se divertir!

Fotos aqui by Cláudio

Ainda mais com uns presentes bacanas como esse! Thanx, Rosi!


domingo, setembro 05, 2004

Saló ou os 120 dias de Sodoma

Sexta eu participei da minha primeira orgia gastronômica

- 7Kg de camarão, transformados em strogonoff de camarão, maionese de camarão, camarão ao alho e óleo, e um filé de salmão.
- Cachaça no congelador
- Cuba Light
- 2 garrafas de Champagne (dos bons)
- Charutos Cubanos
- Chocolate Suíço
- Companhia indispensável: Ana, Artur, Max, Fred e o Kenji.
- De 22 horas às 5 da matina.

O pecado da gula em sua melhor forma!




Quem tem medo de Baby Jane?

Ontem a Zul chegou em casa. A segunda gata da casa, pretinha, que precisa ganhar peso e melhorar a pelagem. Nada que uma boa dose de mimo e ração de qualidade não resolvam.

Já a brava Zen mostrou-se uma bela brava de araque. Rosna, mostra os dentes, mas nem chega perto. Não quer comer, nem se aproxima do lugar onde a gatinha está. A impressão é de que está com medo da filhote. Quem diria...





terça-feira, agosto 31, 2004

Invasões Bárbaras

O Declínio do Império Americano

Muito bom.
Lembrei de uma frase fantástica do Guimarães Rosa mais ou menos assim:
O que você é grita tanto que não me deixa ouvir as suas palavras

Ring 0

Não vi O Chamado original japonês, só a versão norte-americana. Em compensação me diverti bastante com o filme que conta onde tudo começou. Interessante, poucos efeitos especiais, dizem que menos assustador que O Chamado que deu origem à série, mas rola de arregalar os olhos em vários momentos!

Eu, robô

Gostei. Não se trata de uma adaptação do livro, mas respeita bastante o universo do Asimov. Meu tio Carlito iria gostar. Sem contar que faz várias referências a outros filmes legais como 2001 e Matrix. Lembrei de um livro do autor chamado Sonhos de Robô. Meu terapeuta indicou a leitura de alguns dos seus contos, mas não cheguei a ler inteiro. Ainda procuro pelo livro nos sebos da cidade, porque as edições esgotaram, e os contos que tive acesso eram realmente bem bacanas.



quarta-feira, agosto 18, 2004

Tudo sobre minha mãe

A felicidade pode ser mensurada pela importância que damos aos problemas-sem-importância.

Quanto mais importância damos aos problemas-sem-importância mais tristes estamos.

Isso não significa que não dar importância a problemas-sem-importância nos faça feliz.

Significa apenas que dar importância aos problemas-sem-importância é um sintoma de infelicidade.

Quando eu estou feliz os problemas-sem-importância não me afetam, já quando eu estou triste eles se transformam em verdadeiros obstáculos intransponíveis.

O problema de estar triste e de dar importância aos problemas-sem-importância surge, na verdade, quando se tem um problema importante.

Porque aí o problema importante _ que deveria ser encarado como o problema-sem-importância o é _ vira uma verdadeira tragédia.

E o fato é que problemas não são tragédias, são apenas problemas.




sexta-feira, agosto 13, 2004

Culpado por suspeita

A discórdia muitas vezes é uma ferramenta para o equilíbrio.

terça-feira, agosto 10, 2004

A Sombra da Dúvida

Se tem refrigerante sem caloria, por que não tem cigarro sem nicotina?
Por que a tampinha do suporbond não é feita de um dos diversos plásticos que o superbond não cola?
Se eu tenho o lobo esquerdo do cérebro, por que ele não funciona?
Por que a minha gata sabe a força exata para morder meu queixo sem machucar mas não sabe medir a força quando morde meu pé?
Qual a diferença entre um agnóstico e um budista?
Por que algumas pessoas feias são consideradas bonitas e pessoas bonitas são consideradas feias?
Por que algumas idéias feias são consideradas bonitas e idéias bonitas são consideradas feias?
Por que as coisas boas acontecem quando (e onde) menos se espera? (essa dúvida não é só minha!)

Se a festa de sábado foi tão boa, por que acabou?





terça-feira, julho 27, 2004

O Encouraçado Potenkin

Fui eu que envelheci ou já não se fazem mais
Filmes,
Poemas,
Quadrinhos,
Romances,
Professores,
Exposições,
Performances,
Manifestações Públicas,
Brigadeiros,
Líderes Políticos,
e Inferninhos,

Como antigamente?



 

quinta-feira, julho 15, 2004

Coneheads
 
Eu não sei porque, mas estou me sentindo uma completa cabeça-oca.
 
 
  
  
 

segunda-feira, julho 12, 2004

A flor do meu segredo

Meus sonhos andam tão estranhos, que eu não tenho coragem suficiente para publicá-los aqui. Todo mundo vai pensar que eu estou ficando doida (será?). Num deles eu estava conversando com uma foto do meu avô, pai da minha mãe. O engraçado é que no sonho eu sabia que aquilo não era possível e falava com a foto:

- Pois é, avô, pena que essa conversa não é possível, se fosse nós já teríamos conversado antes...

E o meu avô, na foto, acenava afirmativamente...

Mudando completamente de assunto, ontem nós jogamos Mofão aqui em casa. Foi ótimo, quem não veio perdeu e já está convidado para a próxima rodada!





quarta-feira, julho 07, 2004

Mentes que Brilham

Agora tem uma comunidade no Orkut sobre o Mofão.
Isso me lembrou os bons tempos da graduação.
Sem dúvida, matar aula para jogar mofão no CEC
era uma das melhores coisas para se fazer naquele prédio.
E você poderia, com sorte, agregar coisas bacanas
no mesmo dia, como matar aula,
jogar mofão, fumar, ir a uma calourada beber
vinho barato e quente, subir no telhado,
assistir um filme em um D.A. qualquer,
jogar mais mofão, e assim sucessivamente.
Mas não era só o mofão.
A primeira aula de semiótica,
o primeiro texto do Walter Benjamim,
o primeiro estágio,
a primeira matéria para o jornal laboratório Alternativa,
as trocentas calouradas,
os trocentos shows musicais e teatrais,
as aulas do Júlio, da Vera, do César, do Helton,
as grandes amizades,
as grandes decisões,
a perda da ingenuidade,
o último texto do Gilles Delleuze,
o último circular SC05,
o último estágio.

O Kenji tem uma camiseta que diz: "Existe hora e lugar para tudo. E esse lugar se chama Faculdade". Bicho, como isso é verdade.






sexta-feira, julho 02, 2004

Um bonde chamado desejo

Hoje o mundo ficou menos bonito, menos inspirador, menos polêmico, menos gostoso.




terça-feira, junho 29, 2004

segunda-feira, junho 28, 2004

Crash - Estranhos Prazeres

Bateu.

Depois de um evento para lá de cansativo, fiquei o findi dentro de casa, comendo e dormindo.

Relaxei bastante e o resultado:

Acordei gribada.





quinta-feira, junho 24, 2004



...E o Vento Levou

Pois é, o VII Congresso Mineiro de Radiodifusão acabou e espero resgatar os meus laços sociais. No frigir de todos os ovos, acho que o resultado foi bom!
Ah! Eu tive sonhos muuuito estranhos, depois publico porque há uns 10 dias atrás eu assisti "Diário de Motocicleta" e quis escrever um post e não tive tempo, então, mesmo sendo um assunto antigo, eu vou publicar agora porque eu quero. Fodasss.

Diário de Motocicleta

Em primeiro lugar, eu concordo que o filme é bom, bonito e zams.
Agora, saí do filme pensando: Putz, quem fez esse filme? O filho de um banqueiro??
A palavra comunista aparece uma única hora no filme inteiro!
Alguém aqui acha que o Guevara viajaria mais de dez mil quilômetros sem discutir política??
Alguém acha que o Guevara não era comunista, ou pelo menos pensava nisso, naquela época??
Alguém acha que ele não fumou nenhum baseado? (Se alguém tem alguma dúvida se ele era chegado basta ler qualquer um dos seus diários...)
Alguém acha que o Guevara que morreu aos 39 anos, que participou de uma porrada de guerrilha e teve tempo para ter cinco filhos, viajou mais de dez mil quilômetros e não comeu ninguém??
Pelo amor de deus, né?
A cena final, quando o Guevara vira pro amigo e fala: "Ah, eu tenho que pensar no que fazer... são tantas injustiças..." Gente, ele não estava pensando em o que fazer, ele estava pensando em como fazer!
O fato é que a lente politicamente correta do filme transformou Che Guevara em um quase seminarista e cá entre nós, santo ele não era. Felizmente.
E o fato do diretor, produtor, ou sei lá quem, discordar de alguns fatos e pensamentos não o impede de descrevê-los. O que não é possível é simplesmente apagá-los como se nunca tivessem acontecido!

Também concordo com todas armininas que o tal Gael Garcia é realmente muito bonitinho. Mas o meu sex-simbol está aí: Ernesto "Che" Guevara. O homem, aquele que sabia endurecer, sem perder a doçura, se é que vocês me entendem... hohoho...




sábado, junho 12, 2004

Teoria da Conspiração

Celine Dion.
O negócio é o seguinte, eu acho que a Celine Dion é, ou já foi, homem.
Todo mundo sabe que a história dela é mais ou menos assim.
Era uma vez uma cantora, sem expressão, meio sem gracinha
e feia pra diabo vivendo lá no meio do Canadá.
Um dia ela se casa com um velho ricaço que
dá um banho de loja na moça, contrata os melhores
produtores e temos a Celine Dion de hoje:
elegante, chique, classuda (porque bonita, convenhamos,
não há dinheiro no mundo que consiga essa façanha).
Agora, como explicar aquele queixo?
Aquela cara de homem?
Aquele tamanho de perna?
O escarpin 42?
A minha teoria:
Celine Dion sempre foi um traveco,
que encontrou uma bicha velha e rica que pagou a
cirurgia de mudança de sexo, a produção
e o resto da história todo mundo já conhece.
Mas a verdade não escapa aos olhos clínicos.
Outro dia, assistindo a um show na TV
eu quase consegui ver o pomo-de-adão.



Celine Dion and I.

quarta-feira, junho 09, 2004



Vanilla Sky

Assisti, de novo, outro dia. Acho que o mérito do filme é o espectador não se tocar que se trata de uma ficção-científica. Parece um romance qualquer, mas é ficção-científica. Tipo, não tem ninguém com um aquário na cabeça para dizer: "Veja bem, nós estamos no futuro!". O que deixa o futuro do filme bem plausível.

Aí eu sonhei que estava com o Kenji, em alguma cidadezinha dessas bonitinhas, tipo Lavras Novas (mas não era Lavras Novas). Já era noite e olhávamos um céu lindo, com umas nuvens muito brancas, em oposição ao azul marinho do céu, que formavam desenhos em forma de fractais.

Ontem a casa ganhou um novo upgrade. Agora temos dois computadores e duas mesas em "L" azuis, no escritório, capa cor de burro quando foge para o sofá e fotos na parede. Sexta-feira chegam as persianas para fechar o ciclo.

Bem, bem, como diria Doroty, não há lugar como o nosso lar.

sábado, junho 05, 2004

Alta Fidelidade

White Rabbitt, Janis Joplin.

Superstition, Stevie Wonder.

Superstyling', Groove Armada.

Moliendo Café, Ismael Rivera.

What Sound, Lamb.

Chan Chan, Macaco.

Chan Chan, Orishas.

Summertime, Morphine.

El Reloj Cuco, Mana.

More than I can bear, Matt Bianco.

Well, Well, Sthero e Nelly Furtado.

Kinna Sonna Tehnoon, Nusrat Fateh Ali Khan.

Rumba Dub Style, Ojos de Bruxo.

Que suerte, Peret e Amparanoia.

Kung Fu Fighting, intérprete genérico.

Jockey Full of Bourbon, Tom Waitts.

Coqueiro Verde, Trio Mocotó.

Zunguluke, Baaba Maal e mais um monte de gente.





terça-feira, junho 01, 2004

Volta ao mundo em 180 dias

Tópico 1 - Sonho (afinal de contas, esse blog ainda se chama ludreams)

De sábado para domingo eu sonhei que o Osvaldo Montenegro era meu professor de *artes dramáticas*. Para desenvolver a nossa *dramaticidade*, ele pede que os alunos descrevam um pesadelo. Na primeira página do trabalho eu coloco um grande relógio de ponteiros. Não sei porquê, esse relógio tem alguma relação com os meus pais.
Na segunda página, eu coloco a imagem da madrasta da branca de neve do Walt Disney, mas a bruxa, com uma berruga no nariz.
Não me lembro de mais nada do tal trabalho, mas, no sonho, tirei nota máxima.

Eu sei, Freud explica, mas deixemos as explicações de lado, ok?

Tópico 2 - Ricbit esteve aqui

A visita do nosso ilustre amigo Ricardo Bittencourt me fez (re)aprender algumas coisas:

Nada como uma boa desculpa para reunir os bons e velhos amigos.

O ap novo dá conta do recado, é acolhedor e foi muito bem inaugurado. Bom sinal.

A Obra é diversão garantida ou seu dinheiro de volta, mesmo quando o Tião não quer
guardar o seu casaco.

Algumas vezes até eu tenho vontade de trabalhar na Vetta.

Para conhecer uma cidade de verdade esqueça os pontos turísticos convencionais.

Ric-beet: você é meu amigo pra caraaaalho!

Tópico 3 - Hard

Estou trabalhando como o burrinho pedrês.

Estou fumando como um chimpanzé de circo.

Image Hosted by ImageShack.us

Não resisti, essa foto ficou linda! By Kenji.



quarta-feira, maio 26, 2004

Jornada ao Centro da Terra

Encontrei esses poemas do Chacal no Jornal de Poesia (link ao lado)
Impossível publicar um só!

Na porta lá de casa

Na porta lá de casa
tem dizendo lar romi lar
uma bandeira de papel
na porta lá de casa
as crianças passam
e se atiram no chão
e se olham por dentro
das bocas das palavras
na falta de qualquer espelho
na porta lá de casa
passa o amor o calor
de cada um que passa
na porta lá de casa.

Rápido e Rasteiro

Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.





quinta-feira, maio 20, 2004

Fita verde no cabelo - João Guimarães Rosa




(...)
Mas agora Fita-Verde se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:

- "Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!"

- "É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta...? " a avó murmurou.

- "Vovozinha, mas que lábios, ai, tão arroxeados!"

- "É porque não vou poder nunca mais poder te beijar, minha neta...? " a avó suspirou.

- "Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, nesse rosto encovado, pálido?"

- "É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha...?" a avó ainda gemeu.

Fita-Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.

Gritou: - "Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!"

Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.

In: Ave, Palavra



segunda-feira, maio 17, 2004

Insônia

Eu tenho milhões de coisas pra escrever: sonhos, idéias, fofocas.
Mas o tempo é tão curto, o cansaço anda vencendo o ânimo.
As vespinhas, no entanto, continuam aqui, aguardando o melhor momento para usar seus ferrões! Alegria e cansaço não se misturam. Felizmente.




quinta-feira, maio 13, 2004

Notícias do Front

Cof..Cof... Saindo da trincheira para dar notícias...

O serviço está apertando...

O Kenji tirou carteira! ÊÊÊÊÊ!

O ap continua uma bagunça, mas já começa a ter ares de casa:
Tem fogão?
Teeeem.
Tem amassador de latinha?
Teeeem.
Tem posters na parede?
Teeeem.
Tem internet?
Teeeem.
Tem Telecine?
Teeeem.

Tem caixa vazia?
Teeeem.
Tem caixa cheia?
Teeeem.
Tem poeira no chão todo?
Teeeem.
Tem roupa sem passar?
Teeeem.
Tem comida na geladeira?
Nãããão.

Tem Coca Cola Music sábado???
Teeeem!!!!!!






sexta-feira, maio 07, 2004

As Horas

Hoje é aniversário do meu pai e da minha irmã Jade. (thanx, mamy!)

Amanhã é a mudança. Veja isso!

Eu quero reunir todas as minhas forças para beber com a galera, porque eu estou morrendo de saudade.

Minhas borboletas estão alvoroçadas como vespas!

To fill a Gap

To fill a Gap
Insert the Thing that caused it –
Block it up
With Other – and ‘twill yawn the more –

You cannot solder an Abyss
With Air


Emily Dickinson – Fifty Poems
(thanx, K.)




quarta-feira, maio 05, 2004

Brincando nos campos do senhor

Tenda Espírita

Resolvo qualquer problema.
Faço qualquer trabalho.
Trago a pessoa amada de volta.





segunda-feira, maio 03, 2004

Imensidão Azul
ou
Que mistérios tem Clarice
Ou
Para quem entende japonês tão bem quanto eu

Iruka (Golfinho)

irukairuka Há golfinhos?
inaikairuka Não há golfinhos?
inaiinaiiruka Não, não há golfinhos!
itsunarairuka Quando virão os golfinhos?
yorunarairuka Será que virão de noite?
matakitemiruka Os golfinhos voltarão de novo?

irukainaika Há golfinhos?
inaikairuka Não há golfinhos?
iruiruiruka Há, há golfinhos!
ippaiiruka Um monte de golfinhos!
neteiruiruka Os golfinhos estão dormindo!
yumemiteiruka Bons sonhos, golfinhos!

Autor: Shuntarou Tanikawa
Tradução livre: Ricardo Bittencourt
(Domo Arigato Gozaimashita, Ric-San!)





domingo, maio 02, 2004

Eles não usam black-tie

Essa noite sonhei com o Eduardo Galeano. No sonho, ele dizia que quando “As veias abertas da América Latina” foi lançado, ele realmente acreditava que o livro poderia mudar mundo, que as pessoas o leriam e, informadas, iriam para as ruas, mudariam o sistema.

Ontem foi primeiro de maio. Do carro de som que passou aqui no centro da cidade, eles gritavam no microfone:
Eu já falei, vou repetir,
O Lula é vendido, pro FMI


Em São Paulo, dois milhões de pessoas lotaram as manifestações da CUT e da Força Sindical. Claro, além de shows com Wanessa Camargo, Sandy e Júnior, Daniel, eles sortearam até apartamento.

Meu sonho fala um pouco de desilusão. O tom do Eduardo Galeano era de “olha que bobagem...”. E no fundo é uma bobagem mesmo. Mas a bobagem é minha, de me deixar envolver por essa superficialidade que hoje impera em algumas esferas da vida política. Por mais que as políticas públicas adotadas pelo governo Lula e a sua inércia sejam uma enorme decepção, por mais que movimentos sociais organizados, que apresentam uma estrutura tradiconal, como o sindicalismo não nos diga mais absolutamente nada, nem tudo está perdido. Em outros lugares, através de novas configurações, na maioria das vezes distantes da mídia, muitos ainda se reúnem, atuam, planejam, desenvolvem ações. Nesses espaços novos, onde uma nova mentalidade está sendo formada, permanece ativa a possibilidade de mudança, de participação e de desenvolvimento social.

Eu sei que um único livro não pode mudar o mundo. Agora, seria possível mudar qualquer coisa no mundo, se os livros não fossem escritos?







sexta-feira, abril 30, 2004

A Streetcar Named Desire

Você, sozinha, passeando por livrinhos à toa. De repente, esbarra numa coisa dessas:

ESTUPOR

Esse súbito não ter
Esse estúpido querer
Que me leva a duvidar
Quando eu devia crer


Esse sentir-se cair
Quando não existe lugar
Aonde se possa ir


Esse pegar ou largar
Essa poesia vulgar
Que não me deixa mentir


E pensa. É, tem uma coisa que a lógica não alcança: o desejo.




quinta-feira, abril 29, 2004

Irmão sol, irmã lua

Sem os radicalismos da Rosi, mas bem que o tímido solzinho que saiu hoje de manhã podia vingar.

Estou com saudade.

Saudade do povo da gaita.
Saudade de sair da casa do Max depois de sete horas da manhã.
Saudade da Obra.
Saudade do Paco na Álvares Cabral.
Saudade do domingo feliz.
Saudade de Santos. (do Gonzaga, do Orquidário, do meu mar)
Saudade dos meus irmãos.
Saudade da Carine, da Raquel, da Clara, da Mariana, da Fernanda, do Odilon.
Saudade da pizza da dona Maria José.
Saudade da minha joboticabeira.

Todas essas coisas me fazem muito bem.





terça-feira, abril 27, 2004

A volta dos mortos vivos

Antes que esse blog morra:

- Eu estou bem melhor, mas bronquite e sinusite ao mesmo tempo, ninguém merece.
- Curitiba é Laranja Claumann.
- Eu adoro viajar com a Clarice e a Rosi.
- Eu adoro conhecer pessoas bacanas como o Ricbit.
- E também é ótimo adorar uma viagem, voltar para casa e beber no Maleta.
- Eu não sou nerd.
- Quando eu comecei a disciplina da Rousiley o objetivo era clarear meu projeto. Até agora, no entanto, tudo está me parecendo cada vez mais confuso. Ainda não sei se isso é bom ou ruim.





sábado, abril 17, 2004

Fame



Dois shows do Deja Blue seguidos!
Além de ouvir música de primeira qualidade é muito bom ganhar camiseta de tiete, estar entre amigos, tirar fotos , tomar muita cachaça e bater altos papos.
Para a banda eu só posso dizer: Cavanha, Juliano, Kenji, Raquel e Zeferino, eu sou fan de vocês!!!
E para quem não assistiu nenhum dos shows, insisto: não perca a próxima oportunidade, porque por aí vem mais, com certeza.


quarta-feira, abril 14, 2004

Mar em Fúria

Sonhei que estava numa casa com o Kenji e um dos cômodos era o mar. Então, chegou a Adrianinha para nos visitar e nós três fomos assistir TV no quarto que ficava em alto mar.

Tinha uma TV, um sofá e alguma coisa mais alta (um banco, talvez, ou uma janela) onde o Kenji estava sentado, e tudo boiava tranqüilamente. Nós assistíamos um seriado de ação onde os protagonistas eram o Kleiton e Kledir (lembram?). A Adrianinha olhou o seriado, achou meio chatinho e resolveu dormir no sofá. O Kenji estava adorando o programa na televisão e eu resolvi pegar umas ondas.

Peguei uma prancha de surf amarela e fui nadando até onde as ondas quebravam. Como o quarto ficava em alto-mar não havia ondas (provavelmente para as coisas não balançarem muito). Eu consegui me equilibrar em algumas delas. Cheguei até a ficar em pé na prancha e fui me aproximando da praia. Quando eu já estava bem perto da areia, olhei para trás e tinha uma onda gigantesca atrás de mim. Em cima da onda, um ônibus, 9204, lotado. Eu pensei: vou me abaixar para a onda não me machucar e o ônibus passar pela minha cabeça. Fechei bem os olhos e quando abri o ônibus estava do meu lado, com as rodas totalmente enfiadas na areia.
Eu pensei: putz, escapei por muito pouco.
Quando as pessoas começaram a descer do ônibus, todas reclamavam do perigo que haviam passado, eu vejo a minha prima Mariana entre elas. Conversei um pouquinho com ela, queria saber se ela estava bem. De repente a minha prima Mariana se transformou na minha prima Daniela de São Paulo.

A Daniela me levou para uma cozinha onde meu tio Nino, pai dela, fazia alguma coisa com tomates e cebolas (não parecia uma salada, como se poderia imaginar). Ela então começou a fazer um mingau de neném e a reclamar do meu tio Nino. Nisso, chega meu pai, que fica indagando porque ela estava fazendo um mingau, já que não havia nenhuma criança ali. Quanto mais nós perguntávamos sobre o mingau, mais a Daniela reclamava do pai.
Aí eu pensei com meus botões: é, a minha prima ta doida mesmo. E foi isso.

Agora, será que quem está doida sou eu??





domingo, abril 11, 2004

Sonhos Molhados

Lavras Novas é, foi e sempre será:

- Úmida pra cacete. Você coloca uma peça de roupa pra secar, ela fica mais molhada.
- Cerveja, cachaça, vinho e rum.
- Angu com quiabo. (Meninas, eu quase trouxe um marmitex de carne de panela só para vocês)
- O Kenji detonando na gaita, tocando Mercedes Benz e impressionando a Carla Picorelli, que acompanhou no violão.
- Chuva, neblina, chuva e neblina.
- Casinhas coloridas, gente muito simpática, hippies e barracas.
- Uma cruz no início da rua, uma igreja no meio, um buteco no final.
- Uma das viagens mais bacanas que eu fiz na vida.





quinta-feira, abril 08, 2004

I Confess (ou A tortura do Silêncio)

Algumas declarações de fundo emocional-ressaquístico:

Só há um profissional no qual você pode confiar sua vida: o garçom.
Eu tenho dois, de minha total confiança, o Tião da Obra e o Dionísio do Xoc-Xoc.
Eu estou toda arregaçada, mas a Obra ainda é um lar para mim.
A internet é definitivamente um excelente lugar para se fazer amigos.
Isso não significa que você deve aceitar encontros obscuros marcados por icq, percebe?
Água é um santo remédio.
O mais divertido disso tudo: hoje tem mais!





segunda-feira, abril 05, 2004

Meu querido Presidente
Ou
Porque hoje acordei mais vermelha.

Eu estou com vontade de fazer uma campanha de outdoor, lá em Brasília, com os seguintes dizeres:

Lula,
Não tenha medo de ser feliz!

Alguém topa dividir comigo?

Aproveito a proximidade da semana santa e deixo um trecho do poema “O operário em construção” do Vinicius de Moraes:

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
— Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro de seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

— Loucura! — Gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
— Mentira! — disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.






sábado, abril 03, 2004

Samba Canção

Desde que o Samba é Samba..
Caetano Veloso

A tristeza é senhora.
Desde que o samba é samba é assim;
A lágrima clara sobre a pele escura,
À noite a chuva que cai lá fora.

Solidão apavora,
Tudo demorando em ser tão ruim,
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim;
Cantando eu mando a tristeza embora.

O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou,
O samba não vai morrer,
Veja, o dia ainda não raiou.

O samba é pai do prazer,
O samba é filho da dor,
O grande poder transformador.

Solidão apavora,
Tudo demorando em ser tão ruim,
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim;
Cantando eu mando a tristeza embora.

O samba é pai do prazer,
O samba é filho da dor!

A tristeza é senhora.
Desde que o samba é samba é assim;
A lágrima clara sobre a pele escura,
À noite a chuva que cai lá fora.

Solidão apavora,
Tudo demorando em ser tão ruim,
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim;
Cantando eu mando a tristeza embora.

O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou,
O samba não vai morrer,
Veja, o dia ainda não raiou.

O samba é pai do prazer,
O samba é filho da dor,
O grande poder transformador.

A tristeza é senhora.
Desde que o samba é samba é assim;
A lágrima clara sobre a pele escura,
À noite a chuva que cai lá fora.

Solidão apavora,
Tudo demorando em ser tão ruim,
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim;
Cantando eu mando a tristeza embora.
Cantando eu mando a tristeza embora.
Cantando eu mando a tristeza embora.



sexta-feira, abril 02, 2004

Nova Poética

Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
É a vida.

O poema dever ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelhecem sem maldade.

Manuel Bandeira