sábado, março 13, 2004


A terceira margem

Desde pequena eu vejo um quadro na casa do meu pai. É uma pombinha, cansada, carregando um ramo enorme de oliveira e bufando: UF...
O quadro tem uma dedicatória pro meu pai do Dom Paulo Evaristo Arns e uma frase do João Guimarães Rosa.
Hoje, lendo meu livro, encontrei a frase, no conto A hora e vez de Augusto Matraga que fecha Sagarana. E pude, finalmente, compreendê-la no seu contexto.

Agora que eu principiei e já andei um caminho tão grande, ninguém me faz virar e nem andar de-fasto!



sexta-feira, março 12, 2004

Medo e Delírio

Essa noite tive um sonho estranho. Eu morava numa casa com muitas pessoas, não sei bem se uma pensão. Lá também moravam um senhor, feio de dar dó, com um monte de algodão na boca e a Letícia Sabatella (?) que no sonho estava ruiva (aliás, no sonho, ela ficou linda ruiva... talvez funcionasse na vida real, o que vocês acham?)

O velho ficava cantando a Letícia Sabatella e ela dava a maior bola. Num determinado momento ela marca um encontro com o velho. Eu ouço e olho pra ela com aquela cara de "meu, ficou doida??? Esse cara é assustador!" Mas ela sorri pra mim e vai embora.

Tá, eu não quero interpretações psicanalíticas, ok? Fiquei com medo....




quarta-feira, março 10, 2004

Tron

Para você que ainda não sabe, agora eu tenho um gravador de cd-room, uma impressora Hewlett-Packard e um drive de disquete novinhos.
Estou me sentindo uma pessoa tão.... tão... equipada!




terça-feira, março 09, 2004

A Igualdade é Branca

Sim
Branco porque essa é a cor da esperança.
Branco porque eu tenho muito a agradecer. Agradecer e saudar os novos, os velhos, os bons amigos. (principalmente à Rosi e à Clarice responsáveis por essa beleza)
Branco para festejar a vida, a luz e a renovação diária das nossas existências.
Branco porque essa é a somatória de todas as cores.
Branco porque sem sonhos a vida não vale a pena.
Branco para dizer não à obscuridade das mentes.
Branco porque esse espaço é nosso, você que está ao meu lado.
Branco para lembrar que a escuridão da noite se renova na claridade do novo dia.





Il Posto

Rolou! (Aê Santa Bárbara!)

O carnaval acabou, o ano começou, as engrenagens voltam a funcionar, porém o mais importante dessa história toda e que a tia Lud aprendeu direitinho:

Não há bem que sempre dure, não há mal que não se acabe!



Vamos comemorar?



segunda-feira, março 08, 2004

Em nome do pai

Para as meninas (e os meninos), boas e fortes de coração!

Oração de Santa Bárbara

Santa Bárbara,
que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões,
fazei que os raios não me atinjam,
os trovões não me assustem
e o troar dos canhões não me abale a coragem e a bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida,
para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza.
Este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Santa Bárbara, rogai por nós.



(thanx, Marcelo)

sexta-feira, março 05, 2004

The day after

Acabou!

Depois de um mês de gemidos e ranger de dentes, correções e alterações a bichinha foi entregue, dentro do prazo previsto!
Agora é correr pro abraço e pro certificado! UHÚ!
E como diria minha colega Fernanda, vamos colocar a cabeça no travesseiro e saborear a deliciosa sensação do dever cumprido.





quinta-feira, março 04, 2004

Asas da Liberdade

- Melhor um pássaro voando do que dois na mão!...
Eis a versão do provérbio, para uso dos fortes, dos capazes de ideal...
- É a versão dos otários, também.


Minha Gente, conto de Sagarana, João Guimarães Rosa





quarta-feira, março 03, 2004

Poesia e Companhia

Essa noite eu sonhei com a Camilitcha Descontrol!
Nós conversávamos sobre poesia....

Poemetos – Paulo Leminski

I
É quando a vida vase
É quando como quase.
Ou não, quem sabe.

V
apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme

VIII
nunca quis ser freguês distinto
pedindo isso e aquilo
vinho tinto
vinho tinto
obrigado
hasta la vista

queria entrar
com os dois pés
no peito dos porteiros
dizendo pro espelho
— cala a boca
e pro relógio
— abaixo os ponteiros

IX
nem toda hora
é obra
nem toda obra
é prima
algumas são mães
outras irmãs
algumas
clima




segunda-feira, março 01, 2004

Ensina-me a viver

Há uns três anos atrás, comprei em Curitiba um exemplar da 5a Edição de Sagarana, do Rosa, da editora José Olympio. Com as correrias da vida, estou lendo o livro agora e descobri no miolo várias páginas coladas. (Elementar... por isso foi tão barato) Ou seja, mesmo sendo impresso em 1958, 45 anos atrás, ninguém o havia lido até hoje. Fiquei com uma pena...
Aí eu lembrei da minha vizinha no prédio da Tenente Anastácio, uma velhinha baiana que vivia com a sua irmã mais velhinha ainda. Ela era solteira e se apresentava assim:
- Muito prazer. Eu sou a Nininha, vim da Bahia e sou moça. Invicta.
Coitado do meu livro, até ontem ele também era invicto, igual à Dona Nininha.



Essa noite eu sonhei que tinha um papagaio e uma arara de estimação.





sábado, fevereiro 28, 2004

Vertigo

Eu estava numa ponte com dois amigos, um homem e uma moça, mas não os reconheci como pessoas reais. Muito rapidamente, a ponte começa a levantar. Um barco enorme estava passando debaixo dela. Eu entrei em pânico e achei que iria morrer. A ponte levantou muito e eu me agarrei a um pedaço dela que lembrava mais uma pedra enorme.
Com a mesma rapidez que a ponte levantou, apareceu o resgate. Os meus amigos estavam muito calmos e logo largaram a ponte e foram embora com os bombeiros. Eu não sei muito bem como eram esses bombeiros, se eles voavam ou não. Não me lembro de nenhuma parafernália do lado deles como escadas ou helicópteros, sei apenas que eles chegaram rapidamente e ficavam do nosso lado com muita facilidade.
Eu continuava muito assustada, agarrada na ponte, com um bombeiro “flutuando” do meu lado. Ele tentava me passar orientações de como descer, mas eu não tinha coragem nem de abrir os olhos por causa da altura. Aí sem mais nem menos, o cara me empurra e eu caio. Na verdade ele tinha amarrado um pára-quedas em mim sem que eu percebesse. O pára-quedas abriu e eu caí no chão suavemente. As pessoas se aproximaram de mim, sorrindo, brincando com o meu susto. Aí eu disse: “É porque eu tenho medo de altura”.




Fiquei muito tempo sem publicar sonhos porque não me lembrava. Essa noite eu lembrei.
Eu sei, esse blog está parecendo o “Dizem...2”. Mas quer saber? Eu não ligo, porque ele é meu! Hahá!

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Fanny e Alexander

“Janela sobre a memória

A luz das estrelas mortas viaja, e pelo vôo de seu fulgor nós as vemos vivas.
A viola, que não esquece quem foi seu companheiro, soa sem que seja tocada por mão alguma.
Viaja a voz, que sem a boca continua.”

E.G.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

It's All True

“Não é que me alegrei? Essa minha máquina de viver é muitíssimo bem feita, perfeita. Com qualquer fungada de cheiro, qualquer clamor de claridade, qualquer carinho bom, se alegra, vivaz. Viver é preciso e é gostoso, me levantei e vim cá pro escritório, conversar com você. Você também adora viver, não adora?”




sexta-feira, fevereiro 20, 2004

PI

Uma das melhores formas de se livrar de uma idéia fixa é realizando-a. Fiz isso e desde ontem eu, orgulhosamente, sou uma mulher marcada. Na pele.



Imensidão azul

Essa noite eu sonhei que eu era adestradora de golfinhos. Na verdade eu era professora de golfinhos porque minha função era ensina-los a ler. Eu usava uns livros enormes infláveis como bóia de criança. Meu desafio era exatamente aumentar a carga de leitura já que os golfinhos, mesmo muito inteligentes (os desses sonho um pouco mais que os reais), só queriam saber de nadar e brincar.

A melhor parte do sonho foi poder nadar agarrada num golfinho, aquele bicho lindo, que parece estar sempre sorrindo para você.





terça-feira, fevereiro 17, 2004

Quarup

Meu Migo:

“Meu objetivo está em mim mesmo. No meu viver, gozoso ou sofrido. Em exercer-me como a antecoisa que sou, inclusive fantasiando bestagens. Seja assim, se é isto que me dá na gana, ou na gana do meu bestunto, de minha alma imaginosa, autônoma, que se desembesta nessas inconseqüências. É isto aí, vamos em frente. Sonho meu, me sonhe. Sonhe”.

Quem poderia escrever isso tudo, em tão pouco espaço?



Quem poderia ser bonito desse jeito?


segunda-feira, fevereiro 16, 2004

A Fraternidade é Vermelha

Lúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú
Ciiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Feeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrr



No sábado, depois da Obra, sonhei que estava num bar todo de madeira em Florianópolis, mas Floripa ficava na Dinamarca (?). Todos no bar eram muito claros, inclusive alguns integrantes da banda estavam na nossa mesa, só que todos eram carecas ou tinham o cabelo bem curtinho, nada dos moicanos divertidos do show. Também nevava e fora do bar tudo era muito branco, coberto de neve. Quando eu saí do bar afundei na neve até a cintura, mas havia uma escadinha estrategicamente colocada. Subi os degraus que estavam embaixo daquele mar de neve e fui embora para casa, que por acaso, ficava ao lado do buteco.


sexta-feira, fevereiro 13, 2004

A Liberdade é Azul

Já que a internet voltou, um sonho de domingo passado:

Estava numa agência do Banco do Brasil. De repente os seguranças resolvem me enfiar dentro de um cofre enorme e eu penso: puta que pariu, eu vou morrer aqui dentro!
Fiquei perto da porta, de costas para o cofre, quando percebo outras pessoas atrás de mim. Volto a elocubrar: ô cacete, tem mais gente trancada aqui, quer dizer que o ar vai acabar mais rápido e eu vou morrer mais cedo.
MAS quando eu decido tirar a cara da porta e me virar, eu não estava dentro do cofre, eu estava fora dele! As pessoas que eu estava vendo, estavam andando pela agência resolvendo suas coisas. (o mito da caverna? Platão? L7?)
Bem na minha frente estava a porta de saída do banco, de vidro e dava para ver um dia lindo lá fora. Corri para saída, porque alguém podia inventar de me prender dentro de algum cofre de novo, abri a porta de vidro e ainda senti o calor do sol.




domingo, fevereiro 08, 2004

Perseguição

Tive um sonho ridículo essa noite. Um cara saía da tela do computador, que fica no meu quarto e me atacou. Esse cara era um vírus de computador!


segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Hapiness

Mais pílulas de “Felicidade” (Eduardo Giannetti)

“O prazer do sono e do sonho constitui uma espécie de férias da consciência conscienciosa – uma viagem cotidiana à selva subterrânea e ao simples existir com que sonha acordado o poeta. No mito prometéico, a regeneração do fígado de cada dia ocorre durante a noite. Ela é o trabalho silencioso e noturno da mente adormecida.”

“No fundo do coração humano, entretanto, algo surdo e obstinado resiste; algo indomado protesta a nos dizer que há alguma coisa indefinível pela qual existimos e aspiramos, algo por que vale a pena viver e sofrer. A imaginação selvagem que nos habita em segredo insinua esperanças e inspira sonhos que a razão desautoriza. Os dois lados do embate têm suas armas, têm o seu apelo, têm o seu direito. O grande equívoco é supor que um deles precise ou devia sair vitorioso. A qualidade da tensão é o essencial.”

(Thanx, Cláudio)


sexta-feira, janeiro 30, 2004

Nasce uma estrela

Essa noite, no meu sonho, um senhor, parecido com o Christopher Lloyd, me oferecia um trabalho como atiz. Era uma peça de teatro, acho que uma comédia. Eu disse que até toparia, mas por brincadeira, só para me divertir. Mas ele me disse que não, se eu fosse trabalhar com ele, teria que me transformar em atriz, trocar de carreira profissional e tudo mais. Eu fiquei pensando, “puta merda, cada proposta que me aparece...”.

Não sei, mas acho que o Maleta ontem influenciou meu sonho. Ô povo bobo e paiaço...ha ha ha!






quinta-feira, janeiro 29, 2004

A felcidiade não se compra

Cláudio, o feliz noivo da Angélica, me deu um livro chamado Felicidade, do Eduardo Gianetti. São três filósofos discutindo a dita cuja. Um trecho bacana:

“O que parece ter ficado claro, apesar de nossas naturais divergências, é que, uma vez resolvidas certas carências básicas ligadas a bens de primeira necessidade, o desafio da felicidade se torna muito mais uma questão de psicologia e de ética do que propriamente de economia. Eu não iria tão longe quanto Mozart, a ponto de afirmar que “a felicidade exite somente na imaginação”; mas diria, sim, que a partir de certo nível de renda, felizmente não muito alto, ela passa a depender mais do temperamento e da fantasia do que do tamanho da casa e da conta bancária. A vida dos povos, não menos que a dos indivíduos, é vivida em larga medida na imaginação”.

Pois é, a felicidade está lá, na imaginação e para festejá-la nada melhor do que uma ode pra lá de criativa de outro filósofo, o único Fábio Júnior:

Felicidade

Um jeito, um gesto, um golpe de ternura e a vida volta logo pro lugar
Uma palavra é uma coisa dura só sentimento pode libertar
O tempo faz o jogo dos desejos eu sei que você sabe esperar
O dia amanhecer por entre os dedos, e aí saber que o sonho é bom demais

Felicidade, brilha no ar, como uma estrela que não está lá
É uma viagem, doce magia, uma ilusão que a gente não escolhe
Mas que espera viver um dia
Felicidade, quando estou em sua companhia
Brilha no ar, e nos seus olhos me deixou bilhar
Felicidade, eu vejo aquela estrela fantasia, mesmo sabendo que ela não está lá

Felicidade, brilha no ar, como uma estrela que não está lá
Conto de fadas, história comum, como se fosse uma gota d' água
Descobrindo que é o mar azul
Felicidade, brilha no ar, como uma estrela que não está lá
Conto de fadas, história comum, como se fosse uma gota d' água
Descobrindo que é o mar azul



A Marcela bateu o martelo: hoje, no maleta, a partir das 20h.
Isso é que é felicidade!
Ó, e eu vou levar meu primo, ok?





segunda-feira, janeiro 26, 2004

O Aprendiz

Essa noite eu sonhei que a Miriam Hansen, autora do texto “Estados Unidos, Paris, Alpes: Kracauer (e Benjamin) sobre o cinema e a modernidade”, me obrigou a comer uma água-viva, viva. Eu comi, fiquei toda queimada e a minha língua, de tão queimada, caiu. Depois eu sonhei que a minha prova era em Santos (a cidade, lá em São Paulo) e que para chegar no local onde ela seria aplicada, eu pegava um “táxi de mar” que na verdade era um pedalinho (sim, igual aos pedalinhos do Parque Municipal).

Mas o fato é que, pelo menos, a prova já passou.

Meu primo Beto está na cidade, com a Carol e o Boizinho, quer dizer, o Reinaldinho, seus filhos. Tia Lili deve estar chegando, no máximo, em duas semanas.

Por falar em duas semanas, deve ser mais ou menos o tempo que tenho para começar, produzir e finalizar minha monografia.




sexta-feira, janeiro 23, 2004

Dogville

Meninas, eu vi.

Uma bela alegoria sobre poder, arrogância e vingança. Ou melhor, um belo exemplo. He He He.
Na minha humilde opinião, inclusive, ultrapassa a questão dos Estados Unidos e da atualidade. Mesmo sendo uma alfinetada no tio Sam, a crueldade toda está em mostrar os riscos da dependência nos mais diversos âmbitos da vida, passando do controle econômico ao emocional e é nesse último que o bicho pega...
O Kenji tem uma teoria interessante sobre o masoquismo nos filmes dele que faz bastante sentido.
Bom, não dava para esperar menos do tio Lars Von Trier, e acredito que o filme mostrou o quanto ele é coerente na sua compreensão do cinema.
Quanto ao cenário achei bacana mas me lembrou muuuito o teatro engajado, tipo Antunes Filho, sabe? Não deixa de ser uma boa referência...

Não falta papo pro buteco, hein? Quem se habilita? Eu topo. :)



(Camila, o site do filme é realmente bacana)


quarta-feira, janeiro 21, 2004

My Life

“Enquanto a teoria estruturalista privilegia o papel dos valores-notícia, a teoria etnoconstrucionista privilegia o papel das práticas profissionais e as rotinas criadas para levar a cabo o processo de produção das notícias”.





terça-feira, janeiro 20, 2004

Dying Young

Eu esdou gom zinusite. Eu denho gue domar remédios grandes e gue dão um zoniinho...
Gual o broblema? O broblema é gue eu denho gue ezdudar, ezdudar muuuito, e eu zó gonsigo dormir...

Ô garma......






segunda-feira, janeiro 19, 2004

Ma vie en rose

Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

Refrain
Quand il me prend dans ses bras,
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose,
Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose
Il est entré dans mon coeur,
Une part de bonheur
Dont je connais la cause,
C'est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré
Pour la vie.
Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat.

Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis, des chagrins s'effacent
Heureux, heureux à en mourir
(Edith Piaf)





quinta-feira, janeiro 15, 2004

Back to School

Sonhei que estava fazendo prova de matemática para uma disciplina e o professor era o Léo, veterinário da Zen. Meu pai era meu colega de sala. Na noite anterior à prova nós dois estávamos enchendo a cara até de manhã (a idéia de beber foi do meu pai...). O resultado foi que eu cheguei atrasada para prova.






sexta-feira, janeiro 09, 2004

A Clockwork Orange

SONETO CÉTICO [2.79]

Não creia em tudo aquilo que está lendo.
Duvide até da própria assinatura.
Não cante sem reler a partitura.
Recuse poesia com remendo.

Se um cego diz ser seu calvário horrendo,
coloque mais pimenta, que ele atura.
Se ser um masoquista é o que ele jura,
no máximo masturba-se escrevendo.

Cantando espalharei por toda parte,
mas sei que poucos vão acreditar
que sou Átila, Nero ou Bonaparte.

Vá lá, não sou guru nem superstar.
Na dúvida, porém, nunca descarte
que onde há fumaça o fogo pode estar.

Glauco Mattoso, na veia.




quinta-feira, janeiro 08, 2004

Os Pássaros

Os presos políticos uruguaios não podem falar sem permissão, sorrir, cantar, caminhar rápido e nem cumprimentar outros presos. Tão pouco podem desenhar e nem receber desenhos de mulheres bonitas, mariposas, estrelas e nem pássaros.

Didasko Pérez, professor de escola, torturado e preso "por ter idéias ideológicas" recebe num domingo a visita de sua filha Milay, de cinco anos. A filha lhe traz um desenho de pássaros. Os censores proíbem sua entrada até a cela.

No domingo seguinte, Milay lhe traz um desenho de árvores. As árvores não estão proibidas, e o desenho passa. Didasko elogia a obra e pergunta o que são os círculos coloridos que aparecem nas copas das árvores, pequenos círculos entre os galhos:

- São laranjas? Que frutas são?

Sua filha pede para falar baixo:

-Ssshhhh.

E, em segredo ela lhe explica:

- Bobo. Não vê que são ovos? Os ovos dos pássaros que te trouxe escondido.

Em "Memoria do fogo/O século do vento" de Eduardo Galeano




domingo, dezembro 21, 2003

O Diário de Bridget Jones

Sexta-feira – 12/12

Cheguei em Floripa por volta de 18h15. O Kenji e o Sassá já estavam me aguardando. Fomos pro Sassá e depois pra casa da Ana, onde ficamos até terça-feira.

No caminho da casa do Sassá vimos, pela primeira vez, o croissant de Jesus.

A casa da Ana é enorme, com quintal, jardim, videira, piscina e varanda com rede. Conhecemos a Dona Diva, que é a simpatia em pessoa, mas estava bem gripada, tadinha.

De lá partimos para a primeira aventura gastronômica: o Deca. Estávamos eu, Kenji, Sassá, Artur e Ana. Pedimos duas seqüências de camarão. Uma seqüência de camarão consiste em: duas casquinhas de siri, camarõezinhos fritos, camarõezinhos empanados, camarões médios e grandes no alho, peixe com molho de camarão além de: arroz, feijão, maionese, batata-frita e salada.

Primeiras constatações:
- Eu nunca tinha comido uma casquinha de siri de verdade. Casquinha de siri é aquilo que vendem em Florianópolis, não o que vendem em Minas, em São Paulo ou na Bahia.
- Um prato para duas pessoas dá para quatro com tranqüilidade. Portanto, cuidado ao pedir comida em Floripa, as porções são sempre muito grandes.
- Conhecemos o primeiro trapiche. Quase todo restaurante tem. O trapiche é um deque pequeno para alguns barquinhos e quando o tempo está bom, eles colocam mesinhas para você comer praticamente dentro do mar (ou da lagoa).


Sábado – 13/12

Primeiros passeios. Encontramos o Claumann, a Nicole e a priminha da Nicole no mercado da cidade e depois seguimos para o primeiro Mirante, no caminho da Lagoa. O visual é incrível. Desse mirante dá para ver uma parte da lagoa e as dunas. Mesmo sem sol é muito bonito de se ver.

A Lagoa fica no meio da ilha de Santa Catarina, que faz parte de Florianópolis. A cidade tem uma parte continental e a ilha. A lagoa é linda e por essa razão a maioria dos pontos turísticos, comércio, restaurantes bacanas fica à beira da lagoa.

Passamos pela praia mole e depois paramos no segundo mirante. Muito bonito também. Encontramos o Sassá e suas convidadas: Manuela e sua avó. A Manuela estava fazendo vestibular para Direito na UFSC. Fomos almoçar todos juntos: eu, Kenji, Artur, Ana, Claumann, Nicole, sua prima, Manuela, sua avó e o Sassá. Descolados, pedimos três pratos. Deu e sobrou. Um peixe pro Claumann, um negócio de camarão com frutos do mar e um outro negócio de camarão com frutos do mar e creme de leite. Papo bom, comida excelente, birita e diversão na veia.

Visitamos mais praias, voltamos para a casa da Ana, depois encontramos o Sassá no “centrinho da lagoa”, onde rolou a primeira sonzeira. Kenji na gaita, Sassá e Artur nos violões, Ana cantando e a Lud atrapalhando tudo. Foi rápido, mas já pintou uns moleques querendo tocar também, porque estava tudo muito legal, etc. Combinamos de voltar no outro dia, domingo, pra tocar mais. Também rolou o meu primeiro mini-kalzone. Adivinha o recheio? É, camarão, como você sabia?

Fomos pro John Bull, onde iria rolar o show do Mister Jack, a banda do Benevides. O Kenji comeu um burrito e adorou. Parece que era tão bom quanto os legítimos burritos mexicanos de Nova Iorque. No show também apareceu uma pancada de amigos e amigas da Ana e do Artur.

Mas a grande surpresa mesmo foi a presença do Ulysses Cazallas, o avô gaitístico do Kenji. É impressionante o carinho que o Ulisses tem com o Kenji. Eu, para falar a verdade, fiquei toda comovida...

Aí o Mister Jack começou a tocar e quebrou tudo. Fizeram um show super dançante, super rock’n’roll. Rolou até James Brown, Stevie Wonder, clássicos do rock e do Blues, aquelas coisas todas. Quebradeira total.

Domingo – 14/12

Desde sábado que eu já estava louca para comer uma tal de ostra gratinada. O negócio é o seguinte: ostra com molho branco e uma suave cobertura de queijo parmesão. Então, a Ana e o Artur nos levaram no Ostradamus. Além das famosas ostras, comemos também um risoto de frutos do mar.

Tudo muito bom, porém o mais bacana do restaurante era o trapiche, lotado de gaivotas. Lindo, lindo. Aproveitei e peguei algumas conchinhas na praia. Esse restaurante fica na parte sul da ilha, num bairro antigo cheio de casinhas no legítimo estilo açoriano. O fundo das casas dá para o mar, então você saiu da cozinha, deu cinco passos e já está com o pé na água salgada. Como era domingo, foi possível ver um pescador no seu quintal beira-mar costurando a rede de pesca.

Como o combinado, por volta de umas seis da tarde voltamos para o centrinho da lagoa pra mais sonzeira. A mesma configuração. Rolou todo aquele repertório Sassá, Artur e Kenji: Barão, Legião, Paralamas, Jota Quest, Engenheiros, Sá e Guarabira, Rita Lee, Roupa Nova, Blitz, “clássicos” dos anos 80 como Miquinhos, Ritche, “Eu fui dar mamãe” e todas aquelas baixarias. Fechamos o boteco, melhor, o café, depois de dez da noite. Mais de quatro horas tocando sem parar. Fizemos amizade, o povo perguntava, elogiava, foi o maior astral.

Continuamos a noite no norte na ilha, no bar do Dandão. Esse lugar é todo decorado com bruxas, dragões, uns pássaros de isopor e purpurina, velas... lugar bacana. Adivinha onde nós ficamos? No trapiche. Adivinha o que comemos? Ostras gratinadas. Acho que foi o visual noturno mais bonito da viagem. Tinha o mar, lá longe as luzes da ilha do lado esquerdo, bem no meio a ponte iluminada e do lado direito as luzes do continente. Legal foi o comentário do Artur: “Agora, imagina o lado esquerdo todo apagado. Imaginou? Foi isso que aconteceu no apagão....”

Segunda-feira – 15/12

Acordamos tarde e almoçamos na Ana mesmo. Depois fomos passear no centro de Floripa. Lá não tem camelô na rua, mas tem o camelódromo. O que vende é exatamente a mesma coisa: bugigangas eletrônicas, bonecas, bichos de pelúcia, prendedor de cabelo, e assim vai. A diferença é que o lugar é organizado e você pode até pagar com cartão de crédito.

Andamos um tanto beira-mar, mesmo sem sol. De repente, não mais que de repente, começou um ventão. Pela primeira vez na vida, um vento quase me carregou. Caiu um toró e sem opções, fomos conhecer o shopping da ilha. Comi o segundo mini-calzone, dessa vez, o vegetariano.

O jantar foi no restaurante Barba Azul. Comemos ostras gratinadas (de novo? Siiim, de novo!) e uma paella de frutos do mar que sinceramente, vai ficar para a história. Primeiro porque o prato é lindo. Por alguns centésimos de segundo você fica até com pena de comer, mas passa. O negócio é muito bom, é impossível comer sem gemer e revirar os olhos, sabe como? Quase sexo. Se for a Floripa, não perca, vou repetir: Paella de frutos do mar, no Barba Azul.

Terça-feira – 16/12

Mais passeios e alguns telefonemas de BH. Fomos até o CIC – Centro Integrado de Cultura e passamos por uma exposição (pequena) do Rodin. Bem legal. Também fomos ao mangue. Lá tem um manguezal com umas passarelas de madeira, tudo muito bonito. É possível ver muitos caranguejos de tamanhos bem variados. Encontramos um, inclusive, comendo um pedaço de pão molhado. Temos fotos.

Passamos no Angeloni, uma rede de supermercados de lá, para comprar o presente da Ana que fez aniversário na quarta, dia 17. Claro que compramos birita.

Minha boca estourou. Tudo bem, não se pode ter sorte o tempo todo, algum azar tinha que rolar, rolou esse.

Para consolar, fomos tomar sorvete na Sorveteria Parmalat. Siiim, lá ainda tem e com uns sorvetes finos deliciosos. O Kenji experimentou um petit gateau que estava simplesmente divino.

Passamos no rodoviária e compramos as passagens para Blumenau, onde fica a fábrica de gaitas da Hering. Andamos mais e voltamos ao shopping para comprar um cesta de natal para a família da Ana. Eles foram super hospitaleiros, simpáticos, engraçados, então resolvemos fazer essa gracinha, meio no espírito do Natal. Ho ho ho.

Voltamos, deixamos os presentes todos e mudamos para a casa do Sassá.

Concomitante aos diversos acontecimentos, uma comemoração íntima. Eu e Kenji agora somos red label. Keep Walking.

Quarta-feira – 17/12

Acordamos 5h30 da manhã, pegamos o ônibus às 7h05 e chegamos a Blumenau 9h30.

Fomos para a fábrica da Hering, uma construção no melhor estilo alemão, toda em madeira, com ninhos construídos abaixo do telhado habitados por vários passarinhos. O Benevides chegou e nos mostrou toda a fábrica. Como eles estavam entrando de férias coletivas no dia 19, a produção estava a todo o vapor, o que foi muito bom, porque pudemos ver todas as máquinas trabalhando.

Conhecemos o responsável por montar todas (sim, rapaziada, eu disse todas) as excelentes cromáticas da Hering. Um rapaz super simpático (aliás, todo mundo foi simpático, todos os funcionários, do big boss à moça do comercial que estava trabalhando como uma louca, mas parou para nos atender com a maior atenção) que tem um afinador gigante que mais parece um rádio da segunda guerra. Evidentemente, não fabricam mais afinadores tão bons e se algum dia aquele quebrar, muito provavelmente, não será possível encontrar outro melhor.

Também conhecemos o senhor que produz os novos modelos. Tipo: caras incríveis como o Ronald Silva (da trupe de gaita) elaboram uma gaita nova, montam o projeto desse novo produto e mandam para a Hering. É esse senhor que tira o projeto do papel, faz as peças, monta os primeiros protótipos. Ele contou que está trabalhando num novo modelo há mais de dois meses e que ele só deve ficar 100% daqui uns três ou quatro meses. Aguardemos.

Também conversamos com um dos afinadores da Hering e tivemos a oportunidade de ver o Benê “brincando” com algumas gaitas. Foi um privilégio poder ver tudo isso de perto, e acho que o Kenji se divertiu ainda mais do que eu.

Aproveitamos e fizemos algumas comprinhas: o Kenji adquiriu uma gaita vintage, num tom menor esquisito, acho que si bemol. Também compramos quatro “minha primeira hering”, duas para os sobrinhos da Ana e do Artur e duas para os meus irmãos Jade e Pedro. Essa gaitinha para crianças tem corpo de madeira, oito orifícios (cada um com uma nota) e vem com um método cheio de musiquinhas e gravuras para colorir. Achei bem didático e bacana para crianças mais novas.

Depois da visita almoçamos com o Benê numa churrascaria onde continuamos o papo sobre gaitas, bandas, música, rock’n’roll, mercado... Aproveitamos a oportunidade e demos uma deslavada cantada no Benê, para trazer o Mister Jack para tocar aqui em BH. Ele ficou de enviar um material promocional da banda para cá. Vamos torcer para que a coisa vingue.

Seguimos para o centro de Blumenau, visitamos os sebos de lá e eu comprei um presente para a Luana, minha irmãzinha mais velha (aliás, esse vai ser o segundo presente comprado em sebo que eu envio para ela. Espero que isso desperte a sua curiosidade para conhecê-los).

Pegamos o ônibus para Balneário Camboriú às 17h e chegamos às 19h. Fomos visitar o Ulysses Cazallas, o avô postiço do Kenji. O Ulysses mora num apartamento super confortável, com uma varanda gigante, uma quadra do comércio e duas quadras da praia, com a Dona Nilza (sua esposa e um amor de pessoa) um neto e uma neta. Foi uma visita deliciosa, ouvimos o Ulisses tocar, ele mostrou todas as preciosidades que tem em casa (gaitas, gaitas e mais gaitas, nos mais diversos tons e afinações). Eu que não entendo nada fiquei boquiaberta, imagina quem entende. Ainda tivemos direito, como em toda casa de avós, ao lanche da tarde com bolo de chocolate. Saímos da casa do Ulisses mais mimados, mais estragados e muito mais novos do que entramos. Chegamos em Floripa por volta de 11 horas da noite.

Quinta-feira – 18/12

Dia das compras de Natal. Voltamos ao segundo mirante e compramos lembrancinhas para mamães, papais e irmãos que ainda faltavam. Eu ganhei uma camiseta do Kenji que gostou de uma estampa que só vinha nas camisetas infantis. Conclusão: minha primeira camiseta GG.

Descemos e andamos na Praia Mole. Mesmo sem sol, a praia estava cheia de adolescentes, surfistas e gringos. Foi o único dia que almoçamos mal. Paramos num quiosque e pedimos um peixe com salada e uma “massa de lula”. O melhor do peixe, para se ter uma idéia, eram as frutas (mamão, abacaxi e maçã) que, como disse o Kenji, já estão prontas, é difícil estragar. A massa de lula lembrava um macarrão chinês e de lula mesmo, nem o cheiro. A caminhada, no entanto, foi boa: belas paisagens.

Chegamos no Sassá e ele, mais que depressa, tirou seu violão Yamaha da case, ligou num ampli gigantesco que fica sala, ao lado da TV e começou a tocar. Ficamos de umas cinco da tarde até oito da noite tocando e cantando (eu não canto, só desafino, mas como estava lá mesmo...)

Tivemos que correr para não atrasar muito e encontrar o Claumann e a Nicole numa pizzaria pra lá de bacana. Mesmo assim atrasamos, sorry. Pedimos duas pizzas que ficaram prontas em dez minutinhos: uma delas era metade de ricota-abobrinha-berinjela (pedido meu, evidente) metade atum com gorgonzola (pedido do Kenji); a outra era metade quatro queijos (pedido do Claumann/Nicole) e metade Aliche (pedido do Sassá). Cada um desses sabores, tirando a quatro queijos, tinha um lindo nome italiano, mas eu não lembro quais eram. O fato é que todas estavam deliciosas e nós comemos até cansar. Também pedimos um ótimo vinho tinto Santa Helena Cabernet Sauvignon, muito bem recomendado pelo sommelier Claumann. O Kenji comeu um petit gateau de sobremesa que estava com a cara ótima, mas segundo o próprio, o da Parmalat é melhor. Conversamos muito e o papo estava ótimo. Eu e a Nicole até descobrimos coisas em comum. Mundo pequeno.

Depois de cansarmos bastante as línguas, o Claumann nos deixou no John Bull para assistirmos o show do Nuno Mindellis. A casa estava comemorando aniversário e simplesmente empapuçada de gente. Não assistimos ao show todo, até pelo cansaço. O Sassá, que também foi com a sua amiga Tatiana, assistiu o show todo e falou que estava muito legal.

sexta-feira – 19/12

Acordamos e fomos passear com o Sassá. Almoçamos o recomendado peixe do Ponta das Caranhas. Trata-se de um filézão de peixe, enrolado como um rocambole, recheado com molho de camarão e coberto com catupiry. O negócio é um veneno, uma droga viciante, uma coisa de louco. Para digerir toda essa maravilha, Sassá nos levou para conhecer diversas praias no sul da ilha, as badaladas, as luxuosas e com condomínios chiquérrimos, incluindo aquele onde o Guga tenista reside. Infelizmente, estava chovendo, mas o passeio valeu do mesmo jeito.

A melhor parte foi no Costão do Santinho, onde tem um Resort chiquérrimo também. Nesse lugar eu molhei meus pezinhos na água do mar (porque se eu não o fizesse morreria de frustração) e também num pequeno córrego de água mineral que saía das pedras e morria no mar. Subimos num morro cheio de pedras e vimos, lá de cima, o mar batendo nas pedras. O melhor visual diurno da viagem. Fantástico. Além de molhar os pés também peguei uma conchinha para minha coleção.

Voltamos para casa, mais sonzeira com o Sassá e seu violão e depois fomos nos encontrar com a Ana e o Artur que estavam comemorando o aniversário dela. Cantamos, tocamos, bebemos, comemos, rimos, falamos, contamos piada, conhecemos pessoas e continuamos a fazer o que estávamos fazendo a exatos sete dias: nos divertindo enormemente.

Sábado – 20/12

Dia da volta. Treze horas e meia de Floripa até BH. Sassá dirigiu o tempo todo, na boa, mesmo com a chuva (maior parte do tempo) e o trânsito. Grande Sassá.

Chegamos em casa às 03h30 da manhã. A Zen nos recepcionou com sua tradicional miadeira. Ela está ótima, gordinha como sempre, graças ao tio Omni que cuidou dela com todo o zelo e carinho. Thanx, tio Omni.

Florianópolis é uma cidade linda. As férias foram fantásticas e valeram cada minuto. Também ficou muito evidente que belas paisagens, sozinhas, não adiantam muito. Ou seja, sem o Sassá, o Artur (e amigos), a Ana e toda a sua família, o Claumann, a Nicole, o Benê, o Ulisses e a D. Nilza, com certeza não teria a mesma graça, mesmo.

Esse post é só um pedacinho, muito sem cor, de tudo que se passou nesses dias. Ainda tem as histórias por trás de cada dia, as gírias, as fotos, os filmes, os cachorros, o curiódromo da ilha, o mercado, a figueira, as flores do cemitério, os papos, os bolinhos de camarão... História pra contar não vai faltar.


quinta-feira, dezembro 11, 2003

Easy Rider

Amanhã estamos partindo para Floripa. Quero me esbaldar. Recomendo, inclusive, que os amigos esbaldem-se também, aqui, lá, onde e como quiser.
Para começar, vamos hoje ao Maleta, a partir de 21 horas. Diversão garantida, barata e perto dos amigos. Nada melhor.



terça-feira, dezembro 09, 2003

Me, myself and Irene

"O que você é grita tanto, que não me deixa escutar o que você diz..."

Guimarães Rosa, relembrando Emerson em "Fantasmas dos Vivos" presente na coletânea "Ave, Palavra"


quarta-feira, dezembro 03, 2003

Contatos imediatos do 3o Grau

Essa noite eu sonhei que os ets tinham invadido a terra, iniciado uma guerra e até onde me lembro estavam levando a melhor.

(na verdade o sonho é enorme e eu estou com preguiça de contar)




segunda-feira, dezembro 01, 2003

Meu querido companheiro

Hoje é o dia mundial de luta contra a Aids. Então, eu queria dar três vivas.

Um pra camisinha. VIVA!

Um pro fim do preconceito. VIVA!

E outro pro Coquetel. VIVA!

Porque, graças a deus, acho que hoje nós temos muito mais a comemorar do que a lamentar.




Pulp Fiction

Sábado eu sonhei que estava dentro do novo filme do Tarantino, Kill Bill. Eu fugia da Uma Thurman que queria me matar. A Lucy Liu, no sonho, tinha um filhinho, que a gente tentava proteger. Uma espécie de “loba solitária”. He he.





sexta-feira, novembro 28, 2003

Sexta-feira, 13

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(estrofe de Tabacaria – Álvaro de Campos)



Quem se habilita?




quarta-feira, novembro 26, 2003

Colcha de Retalhos

Alguns sonhos que ficaram para trás na correria:

Outro dia estava batendo papo com Marcelo Belico num sonho. Não lembro o teor da conversa, mas acho que era lá na casa dele, em Ponte Nova.

Sonhei que a TV Globo tinha construído, para a nova novela das oito, nos seus estúdios, um mar artificial. A justificativa era que as imagens de dia ficavam melhores com o mar artificial do que com o mar da Baía de Guanabara. Apareceu no sonho uma daquelas imagens aéreas da praia e o mar era igualzinho uma piscina gigante com a água completamente transparente, cheia de cloro evidentemente. Os mocinhos da novela eram o Rodrigo Santoro e a Paloma Duarte (acho que eles realmente estiveram na mesma novela pouco tempo atrás, mas não como par romântico).

Essa noite eu sonhei com o Júlio Pinto, meu eterno professor de Semiótica. Além do Júlio também tive aula, nesse sonho, com o Márcio Simeone. Mas no sonho o Márcio não era o Márcio, era uma versão mais jovem do meu professor de história de cursinho, o Chico.




sábado, novembro 22, 2003

Twins

Gente, eram quíntuplos! Pois é, fui para o Hospital parir um e pari cinco. Emocionante. Bem, agora voltamos a vida normal, com umas dorzinhas aqui, outras ali, mas nada que impeça um bom fim de semana.




quinta-feira, novembro 20, 2003

Se meu fusca falasse

Essa noite eu sonhei que o Kenji tinha um fusca. O carrinho era leento, e quando pegava estrada de terra não passava de 20 km/h. Na subida a gente tinha que descer e empurrar o fusquinha. No sonho, eu estava no Barreiro e o Kenji foi me buscar. Quando o carro entrou no asfalto eu pensei, aliviada: “ainda bem, agora a gente pode ir um pouquinho mais rápido”.



Os mil olhos do Dr. Mabuse

Amanhã entro na faca. Vou parir um pólipo na maternidade Santa Fé, ali no Horto. Interno às nove da manhã e, espero, já estarei boa às nove da noite. :-)




Apelo

Alguém, pelo amor de Deus, tem o volume Um do livro Mil Platôs do Gilles Deleuze e do Félix Gattari para emprestar? Ficarei eternamente grata.


Gilles Deleuze



terça-feira, novembro 18, 2003

Um dia, um gato

Sonhei que eu e o Kenji morávamos numa casa. No quintal, tinha uma espécie de caverna, uma toca de pedra, onde era a casinha da Zen. Um dia apareceram vários outros gatinhos. Um deles era igual a ela pequena. Os outros eram pretinhos. Eu disse ao Kenji: “não me pergunte como, mas a Zen teve filhotinhos”. (a gata é castrada...)
Um dos filhotes pretos (eram uns três ou quatro) tinha asas e ficava voando baixinho.



Um ato de coragem

Hoje eu me vinguei do meu clínico. Esse doutor já me deixou esperando até duas horas no consultório. Nunca cumpre o horário das consultas. Hoje eu tinha consulta marcada para 14 horas e um outro compromisso às 16. O relógio já estava marcando 15 horas e nada do tal doutor chegar. O que a Lud fez? Escrevi um bilhetinho assim:

Prezado doutor,
Como tenho um compromisso às 16h, não pude esperá-lo. Nossa consulta estava marcada para 14 horas. Estou deixando meus exames para sua avaliação. Solicito que o senhor, por gentileza, deixe o relatório do risco cirúrgico com as secretárias que virei buscá-lo amanhã na parte da manhã (único horário que tenho disponibilidade).
Saliento que a consulta com o cirurgião já está marcada para quinta-feira, 20/11 e a única pendência é o seu relatório.
Agradeço desde já a sua compreensão.
Cordialmente,
Ludmila Pizarro

Cheguei em casa, liguei para a clínica e confirmei que o relatório de risco cirúrgico está à disposição e que eu poderei apanhá-lo amanhã.




segunda-feira, novembro 17, 2003

O carteiro e o poeta

Da Inquieta Esperança

Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele
Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.
Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele
Na inquietação feliz do Purgatório.

Mário Quintana





quinta-feira, novembro 13, 2003

Grease 2 – Os tempos da brilhantina voltaram

Duas noites atrás, eu sonhei que estava assistindo na TV a continuação de Grease. Mas não era aquele filme com a Michelle Pfeiffer não. O filme do meu sonho era a continuação mesmo, com o John Travolta e a Olívia Newton-John casados, velhos, sem nenhuma sombra do glamour de um musical.

No sonho, a Olívia Newton-John estava bem velhinha, um cabelão armado e estava na cozinha fazendo o jantar. Depois chegava o John Travolta, com uma barriga gigante, dava um beijo no rosto dela, ia para trás de um armário da cozinha, tirava uma garrafinha de alumínio e dava um gole escondido. Ele era alcoólatra e escondia que bebia da mulher.

Romântico.






terça-feira, novembro 11, 2003

Ao mestre, com carinho

Essa noite voltei à escola onde cursei da 5a à 8a Série. No sonho, estava dentro do ônibus indo para o Barreiro. Resolvi descer na escola para pegar o meu histórico e rever o lugar. Quando cheguei lá a secretária me atendeu e disse que o histórico ficaria pronto em 180 dias (isso mesmo, seis meses). Eu me indignei com o prazo e ela diminuiu: 170 dias.

Fui embora e encontrei com o meu professor de filosofia. Nós conversamos bastante. No sonho, ele havia sido meu professor há muito tempo atrás e me aconselhava sobre várias coisas da vida. Não me lembro o quê falávamos, mas sentia que a conversa me ajudava. Dois assuntos que me lembro do papo: a minha auto-avaliação e os salários praticados pelo mercado para jornalistas e professores.




segunda-feira, novembro 10, 2003

TRON

Paulinho, Muriloq, Rosi, Clarice, Marcelo, Drix, Mônica, Martin e todos os outros amigos que curtem anos 80: vocês perderam. O Projeto Autobahn é excelente e o show da banda Enjoy! (from Divinópolis, dá para acreditar?) é insuperável. Muito bom mesmo.
Fotos bacanas no blog do Kenji

Office Space

Atualmente meu sonho é um novo emprego. Por falar nisso, uma empresa legal é a Multitexto Comunicação Empresarial. Meu currículo já está lá.





sábado, novembro 08, 2003

O pássaro Azul

Estava contando a seguinte história (by Gustavo) para o Kenji:

Dois meninos (um deles era o Gustavo) estavam na fazenda do avô jogando pedra nos passarinhos. O avô chegou-se e perguntou:
- O que vocês estão fazendo?
- Jogando pedra nos passarinhos.
- Não faz isso não, menino!
- Ah, vô! Não mata não, só bambeia.
Os meninos continuaram na brincadeira e o avô continuou observando.
Depois de um tempo um dos garotos consegue acertar um passarinho que cai da árvore tonto e ferido.
O avô, logo em seguida, dá um tapão na cabeça do menino que acertou o passarinho.
- Que é isso vô? Diz o menino aos prantos (na verdade, aos berros, porque doeu).
- Nada não. Isso não mata, só bambeia.

Ao final da história o Kenji diz:
- Você deveria colocar essa história no seu blog. Eu respondi:
- Ah, não sei, meu blog está meio em crise, não sei o que escrever nele porque não sei o que vai ser da minha vida diante dos últimos acontecimentos.
- Ué, escreve a história do passarinho. Até porque os últimos acontecimentos não matam, só bambeiam.

Thanx Gustavo. Thanx Kenji. ;-)


Suipa é a sociedade protetora dos animais